Maria Pereira - Psicóloga

Maria Pereira - Psicóloga Ajudar pessoas a compreender a sua história e o que sentem é a minha missão que todos os dias me concretiza e enche de satisfação. Clínica presencial e online

Dedico-me com carinho, ética e acolhimento a cada pessoa que me procura. Um consultório em que a Psicologia é feita com amor e cada história é recebida com acolhimento, escuta, ética e empenho

Vivemos vidas frenéticas. Somos pressionados a produzir muito, estar em constante atividade. É uma corrida sobre quem te...
20/04/2026

Vivemos vidas frenéticas. Somos pressionados a produzir muito, estar em constante atividade. É uma corrida sobre quem tem mais, qual o mais rápido, quem conquista mais. Este é o nível de vida que nos incutem e a crença de que, se queremos ser felizes e ter sucesso, tem de ser através de uma vida em correria.
Mas será que somos realmente felizes a viver em contrarrelógio?
Recebo em consulta pessoas demasiado exaustas por caírem nesta armadilha de que viver uma vida a correr é o que nos traz felicidade. Chegam angustiadas, frustradas e sem saber como sair deste círculo vicioso, pois apercebem-se que deixaram de viver e estão em constante stress, vigilância, não conseguem desligar para desfrutar da sua vida. E é nesta corrida louca que acumulamos tarefas atrás de tarefas, sobrecarga, vivemos em piloto automático, esquecemo-nos de nós, dos outros, de realmente viver e aproveitar.
Mais do que nunca falamos sobre os nossos limites, necessidades, saúde (seja física ou mental), paz, mas ainda nos é difícil sair deste ritmo porque a crença de que mais é melhor está muito enraizada em nós. Quem vive em constante stress não tem mais sucesso e felicidade. Pode até conquistar muitas coisas, mas onde f**a o espaço para a sua vida social, familiar e pessoal? Este equilíbrio é tão importante para conseguirmos o tal sucesso que tanto se fala.
Quando nos obrigamos a tomar um rumo diferente, a abrandar, respeitar os nossos limites, ouvir as nossas necessidades, há toda uma vida que descobrimos e que nunca aproveitamos. Quando descobrimos que o caminho para o bem-estar é no sentido contrário ao que estamos, acabamos a já não nos identif**amos mais com aquela versão nossa que não vive, sobrevive, a que não desfruta e não sabe abrandar.
É um caminho sem volta, em direção a uma vida mais equilibrada e bem vivida.
Estás a viver ou a sobreviver?

Maria Pereira
Psicóloga

Nestas últimas semanas tenho pensado muito sobre o tempo e o que controlamos.Temos muita necessidade de controlar tudo, ...
10/04/2026

Nestas últimas semanas tenho pensado muito sobre o tempo e o que controlamos.
Temos muita necessidade de controlar tudo, querer soluções e pensar que nós é que decidimos quando tudo está resolvido. Pensamos que somos os donos do tempo, do mundo, e tudo está nas nossas mãos. Acreditamos que vai ser tudo no tempo que queremos, na velocidade pretendida e duração desejada.
Há algo poderoso em pensarmos que está tudo nas nossas mãos, dá a sensação de poder, superioridade e que nós vamos escrever a nossa vida exatamente como queremos e ela vai acontecer como foi planeada. E nisto vivemos uma vida de pressão, ansiedade, e andamos numa correria, a tentar controlar tudo, saltar etapas, como se tudo na nossa vida fossem peças de xadrez que manipulamos à nossa vontade. Que doce engano! Esqueceram-se foi de nos dizer que do outro lado do jogo de xadrez há um adversário que nós não controlamos e não sabemos que jogadas vai fazer. Assim acontece com a vida.
Nestas últimas semanas tenho concluído (mais uma vez) que controlamos pouco e que tempo é uma palavra que fugimos muito e não damos o seu devido valor.
Não somos só nós que fazemos o que queremos com o tempo, com as situações, a vida. Todos estes fatores também mandam em nós e ensinam-nos muita coisa. Eles são suficientemente autónomos para fazer o que quiserem connosco, e isso inclui mandar-nos parar e esperar que as coisas aconteçam devagar, com tempo e cuidado.
E o que cabe a nós controlar?
Basta aceitar que podemos escrever a nossa história, mas não controlamos tudo. É preciso deixar-nos ir, com mais calma, a respeitar. Uma coisa de cada vez. Um dia de cada vez. Sem pular nada.

Com amor,
Maria Pereira
Psicóloga

Uma equipa acolhedora, com serviços à medida de quem nos procura 🧡
31/03/2026

Uma equipa acolhedora, com serviços à medida de quem nos procura 🧡

Gerir relações é mais complexo que imaginamos. Do mesmo modo que começar uma relação não é simples (envolve adaptações e...
24/03/2026

Gerir relações é mais complexo que imaginamos. Do mesmo modo que começar uma relação não é simples (envolve adaptações e uma nova dinâmica com a outra pessoa, a sua rotina e com as suas figuras mais relevantes), terminar também exige muito de nós.
Apesar de sabermos que f**ar numa relação que nos cansa, não traz paz e não estamos felizes não contribui para o nosso bem-estar, saúde mental, por vezes é muito difícil dar este passo e acabamos a adiar o fim, f**ando em situações que nos causam sofrimento e impasse.
Mas, se uma relação já não nos traz nada de bom e sentimos que já não faz sentido continuar neste projeto, por que adiamos tanto o fim?
Não adiamos o término de uma relação só porque ainda temos sentimentos ou porque não queremos nos distanciar e sofrer. Terminar uma relação vai muito para além disso. Não envolve só o casal, há 3 dinâmicas distintas envolvidas, o eu, o outro e o casal. E isto tudo é muito complexo e pesa nesta decisão.
Dentro deste terminar há muito mais que o luto do fim da relação para lidar. E é toda esta porta que nos leva a um quarto sombrio, que muitas vezes, esconde tanto. Nesta divisão desconhecida há tantos assuntos que surgem aos gritos no fim de uma relação, prontos para serem acolhidos e trabalhados. Há uma gestão da frustração e desilusão por projetos de vida terem fracassado, reorganização de quem somos, da nossa rotina, aprendizagens para assimilar e toda uma identidade e auto-estima que possa estar destruída e precisa de se reconstruir para estar bem.
Todas estas questões são pesadas, trabalhosas e apavoram, o que faz com que muitos fins sejam adiados porque não nos sentimos capazes de lidar com questões tão complexas que envolvem tanta organização do nosso interior.
Se colocássemos a questão “por que não consigo acabar algo que não me traz felicidade e paz?” talvez conseguíssemos chegar a várias gavetas da nossa vida que nunca foram exploradas, e precisam ser mexidas, para conseguirmos dar mais passos em direção ao que nos faz bem e a ser mais seletivos com o que nos faz mal.
Terminar uma relação é muito mais do que perder uma pessoa, e às vezes não estamos preparados e não conseguimos lidar com toda a bagagem que isto pode trazer.

Maria Pereira
Psicóloga

A partir de 1 de Abril a equipa vai crescer e os nossos serviços vão expandir! É com muita alegria que anuncio que vamos...
13/03/2026

A partir de 1 de Abril a equipa vai crescer e os nossos serviços vão expandir!
É com muita alegria que anuncio que vamos passar a contar com o trabalho da Dra Catarina Bettencourt.
Neuropsicóloga e com um curriculo cheio de experiência, conhecimento e muito estudo, a Dra. Catarina Bettencourt - Neuropsicologia e Intervenção na Insónia vai trazer novos serviços à clínica, e com eles alargar as nossas faixas etárias.

Novos Serviços:

- Consulta de Sono (Insónia) (a partir dos 16 anos, Presencial e Online)

- Avaliações Neuropsicológicas (Crianças, adolescentes, adultos e idosos)

- Reabilitação Cognitiva

Para marcações de consulta:

🔸933 180 811
🔸consultorio.dramariapereira@gmail.com

08/03/2026

Neste dia da mulher, relembramos as mulheres que desempenham tantos papeis na sua vida, mas esquecem-se do mais importante, cuidarem de si.
Antes de ser uma boa mãe, companheira, amiga, filha, amiga e profissional, primeiro temod de estar bem connosco e dedicar tempo à mulher que queremos e merecemos ser.
Um feliz dia a todas as mulheres incriveis que acompanhamos em consulta e a todas as que nos seguem aqui pelas redes sociais 🧡🌸

05/03/2026

Nesta semana, antes do Dia da Mulher, a equipa do consultório juntou-se para falar um pouco sobre alguns mitos que ouvimos sobre a mulher e a sua sexualidade

Falamos tanto de ter boa auto-estima, mas como é viver sem ela?Viver em guerra connosco é como estar num quarto escuro, ...
02/03/2026

Falamos tanto de ter boa auto-estima, mas como é viver sem ela?
Viver em guerra connosco é como estar num quarto escuro, sem janelas, em que as paredes guardam anos de críticas, culpas e sensação de nunca ser suficiente.
Passamos tantos anos na nossa companhia que, ter uma má relação connosco, é como carregar uma mochila bem pesada.
Este foi o tema que escolhi para mais uma semana no Jornal Correio dos Açores.

Gerir relações com os outros é um dos grandes desafios que enfrentamos durante a nossa vida. Há todo um trabalho de troc...
13/02/2026

Gerir relações com os outros é um dos grandes desafios que enfrentamos durante a nossa vida. Há todo um trabalho de troca de afeto, compromisso, comunicação e equilíbrio entre a vida de casal e não perder a individualidade de cada um.
Quando uma relação amorosa se inicia, sentimos tão intensamente e estamos dispostos a tudo. Há um desejo para que tudo corra bem e focamo-nos em dar o melhor à pessoa do outro lado. Fazem-se surpresas, elaboramos os melhores planos e estamos vigilantes a qualquer necessidade do outro lado.
O tempo passa, f**amos confortáveis na relação e deixamos de sentir aquela intensidade inicial, não porque o amor esfriou, mas porque as relações transformam-se com o tempo e é normal o sentimento f**ar mais equilibrado. Quando o conforto entra na relação, pensamos que chegamos ao patamar em que o amor está consolidado e que a partir deste momento basta manter.
Caímos no erro de pensar que um relacionamento só precisa ser cuidado durante a fase em que estamos a tentar cativar a pessoa para haver um compromisso, porque se está estável é sinal que está garantida e irá perdurar para sempre, sem necessidade de ter o mesmo esforço inicial. Esta é a crença mais errada durante uma relação, pensar que só no início é que devemos trabalhar, quando há a curiosidade, intensidade e novidade.
Uma relação é um trabalho contínuo. Nunca será um trabalho com prazo e data para terminar de dar e receber. Apesar de no início do amor ser importante para fortalecer os pilares, é fundamental continuar sempre vigilante ao estado destas bases e reparar o que for preciso, seja em que fase da relação for.
Porque o amor é como uma planta e precisa ser regado constantemente e até ao último dia. Seja com incentivo, elogios, surpresas, afeto, cuidado ou carinho. Só assim conseguimos relacionamentos saudáveis.
Há uma frase de um dos meus livros preferidos (O Principezinho) que diz: “Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante”
Que não façamos do nosso relacionamento uma planta que tem toda a nossa curiosidade nos primeiros dias em casa, mas que à medida que o tempo passa ela f**a esquecida, sem água e em mau estado.

Maria Pereira
Psicóloga

Janeiro é associado ao mês dos inícios. É tempo de voltar à rotina após as semanas festivas e pausa do trabalho. Para al...
15/01/2026

Janeiro é associado ao mês dos inícios. É tempo de voltar à rotina após as semanas festivas e pausa do trabalho. Para além de atribuirmos a este mês o papel de recomeço e a famosa expressão “ano novo vida nova”, nem sempre conseguimos acompanhar esta mentalidade de ter a energia renovada e estar preparado para avançar nos novos objetivos que tanto falamos nesta altura.
Falamos muito sobre Dezembro não ser só alegria que nos esquecemos que Janeiro colhe os frutos de todas as emoções do mês anterior, é um cansaço silencioso que nem sempre é visível e vai para além do físico. Apesar do ano mudar, parece que nos primeiros dias ainda estamos sentados à mesa de Natal, a reviver todos os momentos que aconteceram nas últimas semanas, as conversas, atitudes e o que elas nos fizeram sentir.
Todas as reuniões familiares e compromissos a que somos expostos nas últimas semanas ativam gatilhos relacionados com inseguranças e relações que são desafiantes. Somos confrontados com a exigência de agradar a todos, ir a todos os compromissos, estar sempre bem, evitar conflitos e receber todos com boa disposição. Passamos o tempo todo numa tarefa árdua de regular as nossas emoções, comportamentos e opiniões, a tentar ser diferente do que somos para que corra tudo bem.
É todo um equilíbrio entre estar bem, ser e estar presente, mas também tentar manter o bem-estar geral. É uma tarefa exigente que requer muito de nós, sobrecarga a nossa mente e compromete a saúde mental.
Para além disso, com todos os compromissos e tarefas a que somos colocados nas últimas semanas, há toda uma rotina que se desorientou, acabamos a ter pouco tempo para nós e é difícil regressar rapidamente ao que eramos.
Toda esta gestão e trabalho deixa marcas e Janeiro é o tempo em que sentimos a descarga emocional de tudo o que tivemos de aguentar. Surge o cansaço, a irritabilidade, necessidade de abrandar e isolar para reequilibrar emocionalmente.
No meio desta desorganização toda, como é possível associarmos Janeiro a um mês de inícios e sermos pressionados a começar com a energia no máximo e planear tudo e mais alguma coisa para os próximos meses do ano?
Vejo muitas pessoas em consulta que afirmam que este é o mês mais cansativo e sentem-se culpadas por não começarem o ano com a energia, motivação e inspiração que todos vendem. Não, não precisamos estar todos a mil e preparados quando começa este novo mês e ano. Não precisa ser o mês em que temos de estar a 100%. É impossível quando as últimas semanas do ano exigiram tanto de nós.
Talvez os inícios que precisamos em Janeiro não sejam ir a correr atrás de novos objetivos e um novo eu, mas primeiro refletir, recolher e reorganizar a rotina. Precisamos dar outro signif**ado a este primeiro mês do ano. Em vez de ser o mês dos recomeços e estar todo o v***r, que seja um tempo em que assumimos que não conseguimos chegar a tudo e precisamos de nos reequilibrar para conseguirmos voltar à rotina e fazer tudo aquilo que queremos durante os 12 meses do ano. É válido não associar Janeiro a inícios, motivação e energia.
Desejo um mês de Janeiro em que possa ter tempo e espaço para se recolher e carregar a bateria que ficou nos mínimos durante as últimas semanas.

Maria Pereira
Psicóloga

(Texto publicado na minha crónica quinzenal do Jornal Correio dos Açores)

Por esta altura, já começamos a ouvir reflexões sobre o ano. As reflexões são necessárias e fundamentais, mas não podem ...
18/12/2025

Por esta altura, já começamos a ouvir reflexões sobre o ano. As reflexões são necessárias e fundamentais, mas não podem ser uma revisão exigente do ano e definir se, por não termos cumprido determinados objetivos, falhamos durante os últimos meses.
Na minha última crónica de 2025 para o Jornal Correio dos Açores, falo sobre esta revisão exigente que fazemos ao ano.
Para ler na edição de hoje.

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