24/01/2026
O corpo guarda memória!
Não apenas daquilo que vivemos de forma consciente, mas também do que não pôde ser dito, expresso ou sentido até ao fim.
Cada emoção reprimida, cada pensamento repetido em silêncio, cada experiência intensa ou traumática deixa uma marca subtil no tecido do corpo. Essa memória não é intelectual — é sensorial, celular, energética. Manifesta-se na forma como respiramos, na tensão dos músculos, na postura, nos padrões de movimento, nas dores que surgem sem causa aparente, na fadiga que não se explica apenas pelo cansaço físico.
O corpo lembra-se do medo quando enrijece.
Lembra-se da tristeza quando pesa.
Lembra-se da raiva quando contrai.
Lembra-se do amor quando expande.
Quando não libertamos essas memórias, elas continuam a viver em nós, repetindo-se em ciclos: nas emoções que regressam, nas reações automáticas, nas escolhas que fazemos sem perceber porquê. O corpo passa a carregar histórias antigas como se ainda estivessem a acontecer no presente.
Libertar não é apagar o passado.
É permitir que aquilo que ficou preso possa finalmente mover-se.
A libertação acontece quando damos espaço ao corpo para sentir, expressar e reorganizar o que foi contido. Através da respiração consciente, do movimento, do som, do toque, da presença. Quando escutamos o corpo sem julgamento, ele revela o que precisa de ser visto, acolhido e integrado.
Ao libertarmos essas memórias, o sistema nervoso encontra segurança, a energia volta a fluir e o corpo deixa de estar em modo de sobrevivência. Criamos espaço para mais vitalidade, prazer, clareza e autenticidade.
O corpo não é um obstáculo — é um portal.
Quando o honramos como guardião da nossa história, ele torna-se também o caminho para a nossa libertação.
Porque aquilo que é sentido… pode ser transformado.
E o que é transformado abre portas para o "Criar", para o "Poder", para o "Ser"!
Reconecta-te ao teu Corpo, à tua Essência, ao teu Poder! – Corpo de Prazer, Corpo de Ser!
O7 de Fevereiro
10h às 12h
Por donativo consciente
Com amor,
Elisabete Gomes