Núcleo CASA - Psicologia, Educação e Desenvolvimento

Núcleo CASA - Psicologia, Educação e Desenvolvimento Licença de funcionamento ERS nº 22003/2022

Psicologia
Desenvolvimento
Intervenção Transdisciplinar
Consulta Psicológica
Consultadoria Parental
Pedopsiquiatra
Psicopedagocia
Formação

Francisca Silva Ferreira - Psicologia, Educação e Desenvolvimento, Lda.

Não digas mal do pai, por favor.Eu sei que há mágoas que custam a calar.Sei que, às vezes, dizer em voz alta aquilo que ...
20/03/2026

Não digas mal do pai, por favor.

Eu sei que há mágoas que custam a calar.
Sei que, às vezes, dizer em voz alta aquilo que nos feriu parece aliviar, como se, ao nomear a dor, ela f**asse mais pequena.
Mas quando me falas assim, essa dor não f**a só tua… passa também a ser minha.

Não digas mal do pai, por favor.

Eu não sou o lugar onde as feridas dos adultos se resolvem.
Não sou juiz, nem mediador, nem preciso de saber quem falhou.
Preciso, isso sim, de espaço para construir as minhas próprias ideias, ao meu tempo, com as minhas experiências.

Não digas mal do pai, por favor.

As crianças não precisam de conhecer as cicatrizes dos adultos para crescerem bem.
Precisam de segurança, de coerência e de liberdade para amar sem conflito interno.
O tempo, a relação e a vivência encarregam-se de mostrar o que cada um é.

Não digas mal do pai, por favor.

Quando me pedes, mesmo sem palavras, que tome partido, crias em mim um peso que não sei carregar.
Porque amar um não pode signif**ar trair o outro.

Não digas mal do pai, por favor.

Há tantas crianças a ouvir, em silêncio, histórias que não são suas… a tentar organizar emoções que ainda não conseguem compreender… a guardar dentro de si mágoas que não lhes pertencem.

Eu só precisava de poder ser criança.
De amar os dois sem culpa.
De crescer sem ter de escolher lados numa história que não escrevi.

Não digas mal do pai, por favor.

Porque aquilo que dizes sobre ele…
acaba sempre por ecoar dentro de mim.

[Depois do Dia do Pai, continuo a escolher isto:
ser advogada de uma infância sem conflitos de lealdade.

Pelas vozes de todas as crianças
que o sentem, mas ainda não sabem dizer].

Francisca Silva Ferreira

19/03/2026

De uma casa para todas as casas,
todos temos um “nunca te disse, pai” dentro de nós.

Feliz Dia do Pai - a todos os que disseram, aos que ainda vão dizer, e aos que sentem em silêncio.

“Ele é um pai que ajuda muito”.A frase parece inofensiva, quase elogiosa. Mas carrega, em silêncio, uma ideia que empobr...
18/03/2026

“Ele é um pai que ajuda muito”.

A frase parece inofensiva, quase elogiosa. Mas carrega, em silêncio, uma ideia que empobrece aquilo que a paternidade verdadeiramente é.

Ajudar é entrar de fora.
Ser pai é nunca estar fora.

O pai não ocupa um lugar periférico na vida da criança. Não é um apoio à mãe, nem um recurso que se ativa quando necessário. É presença estruturante - mesmo quando é discreta, mesmo quando falha, mesmo quando ainda está a aprender a ser.

O pai não é um assistente da mãe.

Há uma dimensão da paternidade que não se mede em tarefas: não está apenas nas fraldas mudadas, nas refeições dadas ou nas rotinas cumpridas. Está no olhar que valida, no limite que contém, na palavra que nomeia o mundo quando tudo ainda é confuso. Está na forma como a criança aprende que o amor também pode ter firmeza, que o cuidado também pode ter silêncio.

E quando “ajuda”, na verdade não está a sair do seu lugar - está a regressar a ele. Está a auto-convocar-se para o lugar que é seu por direito: o de pai.

Para que o pai seja realmente pai, é necessário que a mãe o permita e, simultaneamente, que o pai esteja disponível.

E isto não é sobre perfeição. É sobre lugar. Sobre reconhecimento. Sobre dar espaço a uma presença que não é substituível.

A criança precisa de duas presenças completas, não de uma e meia.

Porque um pai não “ajuda”. Não está a fazer mais do que a sua obrigação, está a fazer aquilo que lhe pertence. Está a construir, com a sua presença, uma parte invisível mas essencial da arquitetura emocional do filho.

Ele não ajuda.
Ele é pai.

Francisca Silva Ferreira


www.nucleocasa.com

📣 INSCRIÇÕES ABERTAS “Janelas” – I Jornadas Núcleo CasaNo dia 22 de maio, na  , convidamos profissionais, estudantes e f...
17/03/2026

📣 INSCRIÇÕES ABERTAS

“Janelas” – I Jornadas Núcleo Casa

No dia 22 de maio, na , convidamos profissionais, estudantes e famílias a conhecer o nosso trabalho e refletir sobre o desenvolvimento humano, da infância à idade adulta, numa abordagem transdisciplinar e baseada em evidência científ**a.

✨ O programa inclui:
• 3 mesas-redondas
• 10 workshops práticos e interativos
• Profissionais de saúde mental da família Núcleo Casa
• Playdate inesquecível para crianças crescidas

👉 Garanta já o seu lugar:
Programa e inscrições

https://www.nucleocasa.com/atividades/janelas-ijornadas-nucleo-casa

💛 De janelas abertas, até já!

(Link na bio)

✨ Revelamos uma das mesas das jornadas e com ela, um enigma: será a infância um tempo passado ou uma presença contínua?📍...
17/03/2026

✨ Revelamos uma das mesas das jornadas e com ela, um enigma: será a infância um tempo passado ou uma presença contínua?

📍 22 de maio | FPCEUP
II Mesa Redonda
“O que acontece na infância (não) f**a na infância”
🕦 11h30 – 12h15

A infância é a casa a que voltamos sempre - vive no corpo, nas emoções e na forma como nos construímos.

O que acontece na infância não f**a na infância: f**a para sempre.
A partir de diferentes olhares clínicos, refletimos sobre o papel da psicoterapia na compreensão e transformação da nossa história.

Inscrições abrem hoje em www.nucleocasa.com

No dia 22 de maio  será palco de um dia cheio, onde a evidência científ**a se encontra com a prática clínica da nossa eq...
16/03/2026

No dia 22 de maio será palco de um dia cheio, onde a evidência científ**a se encontra com a prática clínica da nossa equipa de saúde mental.

Com um painel de convidados exclusivamente da família Núcleo Casa, abrimos as portas a profissionais, estudantes e famílias que queiram conhecer-nos melhor.

Entre surpresas, atrás das janelas da Casa vamos lançar luz sobre o desenvolvimento desde a infância à idade adulta, explorando temas como infância e adolescência, terapia familiar, parentalidade, intervenção escolar, neurodesenvolvimento e identidade profissional, sempre com

uma abordagem transdisciplinar que conecta diferentes áreas e experiências.

16/03/2026
A Filha da Violência Cresci a ouvir gritos.
Sufocos.
Cresci a ver o meu pai bater na minha mãe
e a chamar aquilo de casa...
07/03/2026

A Filha da Violência

Cresci a ouvir gritos.
Sufocos.
Cresci a ver o meu pai bater na minha mãe
e a chamar aquilo de casa.
Perguntava-me, em silêncio:
“porque é que o meu pai faz isto?”
Procurei razões onde só existia ausência.
O que nunca encontrei foi amor.
No dia seguinte, o mundo fingia.
Acordávamos e eles continuavam namorados.
A minha mãe continuava a defendê-lo.
E eu continuava a ser a estranha -
a única incapaz de aceitar
aquela normalidade inventada.
Aprendi cedo que o silêncio também sangra.
Que fingir que está tudo bem
é outra forma de violência.
Que o amor não devia doer,
mas ali doía -
todos os dias.
Cresci confusa.
Dividida entre o medo e a culpa.
Entre a vontade de salvar a minha mãe
e a impotência de ser (apenas) uma criança.
Sonhava crescer depressa
para deixar de ser filha da violência.
Durante muito tempo pensei que o problema fosse eu.
Não contei a nenhum colega.
Nenhum professor perguntou.
Na família, os adultos sabiam -
e ninguém agiu.
Se ninguém falava,
se ninguém saía,
talvez aquilo fosse o “normal”.
Mas não era.
Nunca foi.
Hoje sei:
a violência doméstica não vive só nos murros.
Vive em quem f**a.
Em quem vê.
Em quem cresce a acreditar
que amar é sobreviver.

Neste Dia Dia de Luto Nacional pelas Vítimas de Violência Doméstica, 
escrevo por todas as crianças
que cresceram em casas barulhentas demais, em que o amor é silêncio ruidoso.
Por todas as mulheres e homens
que continuam a justif**ar
porque têm medo,
porque não têm apoio,
porque ainda acreditam que pode mudar.
A violência não é amor.
O medo não é amor.
E o silêncio nunca deve ser a resposta.

E ninguém - ninguém -
merece crescer ou viver
com dor disfarçada de amor.

Pela Filha da Violência

(Excertos da história da A. numa história que vem de uma Casa da família .eu )❣️

Hoje assinala-se o Dia Europeu da Terapia da Fala.Ainda existem muitos mitos:“é só uma fase”,“é melhor esperar”,“é só pa...
06/03/2026

Hoje assinala-se o Dia Europeu da Terapia da Fala.

Ainda existem muitos mitos:“é só uma fase”,“é melhor esperar”,“é só para quem não fala”.(deslizar para ver)➡️

Mas por trás de cada mito há uma verdade:a comunicação constrói-se todos os dias: nas rotinas, nas relações e nas pequenas interações da vida real.

Hoje celebramos também quem, todos os dias, ajuda as famílias a transformar dúvidas em caminhos: as terapeutas da fala da nossa casa:

❣️Mariana Carvalho
❣️Carolina Vieira
❣️Rosária Braga Pereira

Obrigada por caminharem ao lado das crianças e das famílias, ajudando cada uma a encontrar a sua voz.

Porque comunicar (não)é só falar.É pertencer.

IntervençãoPrecoce Família ComunicarÉPertencer

Hoje assinala-se o Dia Europeu da Terapia da Fala.Ainda existem muitos mitos:“é só uma fase”,“é melhor esperar”,“é só pa...
06/03/2026

Hoje assinala-se o Dia Europeu da Terapia da Fala.

Ainda existem muitos mitos:“é só uma fase”,“é melhor esperar”,“é só para quem não fala”.

Mas por trás de cada mito há uma verdade:a comunicação constrói-se todos os dias: nas rotinas, nas relações e nas pequenas interações da vida real.

Hoje celebramos também quem, todos os dias, ajuda as famílias a transformar dúvidas em caminhos: as terapeutas da fala da nossa casa:

❣️Mariana Carvalho
❣️Carolina Vieira
❣️Rosária Braga Pereira

Obrigada por caminharem ao lado das crianças e das famílias, ajudando cada uma a encontrar a sua voz.

Porque comunicar (não)é só falar.É pertencer.

IntervençãoPrecoce Família ComunicarÉPertencer

VAMOS ABRIR AS JANELAS DA NOSSA CASA PARA AS PRIMEIRAS JORNADAS!No dia 22 de maio, a Faculdade de Psicologia e de Ciênci...
05/03/2026

VAMOS ABRIR AS JANELAS DA NOSSA CASA PARA AS PRIMEIRAS JORNADAS!

No dia 22 de maio, a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto será palco de um dia cheio, onde a evidência científ**a se encontra com a prática clínica da nossa equipa de saúde mental.

Com um painel de convidados exclusivamente da família Núcleo Casa, abrimos as portas a profissionais, estudantes e famílias que queiram conhecer-nos melhor.

Entre surpresas, atrás das janelas da Casa vamos lançar luz sobre o desenvolvimento desde a infância à idade adulta, explorando temas como infância e adolescência, terapia familiar, parentalidade, intervenção escolar, neurodesenvolvimento e identidade profissional, sempre com uma abordagem transdisciplinar que conecta diferentes áreas e experiências.

Programa detalhado e INSCRIÇÕES BREVEMENTE em www.nucleocasa.com

Endereço

Rua Marechal Saldanha 99
Porto
4150-655PORTO

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 21:00
Terça-feira 09:00 - 21:00
Quarta-feira 09:00 - 21:00
Quinta-feira 09:00 - 21:00
Sexta-feira 09:00 - 21:00
Sábado 09:00 - 16:00

Telefone

+351935274802

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