Núcleo CASA - Psicologia, Educação e Desenvolvimento

Núcleo CASA - Psicologia, Educação e Desenvolvimento Licença de funcionamento ERS nº 22003/2022

Psicologia
Desenvolvimento
Intervenção Transdisciplinar
Consulta Psicológica
Consultadoria Parental
Pedopsiquiatra
Psicopedagocia
Formação

Francisca Silva Ferreira - Psicologia, Educação e Desenvolvimento, Lda.

A paz começa em casa.Estes dias, entre consultas, fui perguntando às crianças, a quem tenho o privilégio de escutar a vi...
30/01/2026

A paz começa em casa.

Estes dias, entre consultas, fui perguntando às crianças, a quem tenho o privilégio de escutar a vida, num tempo em que o mundo anda em guerra: “O que é a paz para ti?”

E as respostas foram simples. Demasiado simples para serem ignoradas. (Ver swipes)

As crianças não falam de paz como um conceito. Falam de paz como experiência vivida.

Porque o primeiro campo de batalha de uma criança é a casa. E a casa nunca é neutra. Ou é abrigo. Ou é treino para sobreviver.

E os que crescem dentro dessas casas são os que um dia vão mandar no mundo.

A paz começa mesmo em casa e termina onde a criança aprende se o amor é seguro (ou condicionado).

Francisca Silva Ferreira ❣️

O obrigada não é uma formalidade.É um gesto de humanidade e humildade.É reconhecer a força da relaçãoe que não fazemos t...
27/01/2026

O obrigada não é uma formalidade.
É um gesto de humanidade e humildade.

É reconhecer a força da relação
e que não fazemos tudo sozinhos.

Dizer “obrigada” não cria dívida,
aproxima e fortalece vínculos.

O obrigada não pode perder valor; quando é verdadeiro, transforma.

Sinto-me profundamente grata à TVI e à Joana Almeida Carvalho pelo espaço para pensar o agradecer
para além da palavra.

Naquela manhã recebi a Marta.Veio à consulta como mãe.Exausta, magoada, confusa.Tinha uma filha de 13 anos que descrevia...
25/01/2026

Naquela manhã recebi a Marta.
Veio à consulta como mãe.
Exausta, magoada, confusa.
Tinha uma filha de 13 anos que descrevia como ingrata.

Dizia que a filha não valorizava nada, que revirava os olhos, respondia mal depois de “tudo o que faço por ela” e parecia impossível de agradar.

Enquanto falava, o seu corpo dizia-me que passou a vida inteira a pedir desculpa por existir.
Sem perceber, era o espelho de (quase) todos os “ingratos”.

Pergunto-lhe pela infância.
A Marta cresceu como a maioria: uma criança “normal”, que brincava, sorria e se magoava. Mas ouviu cedo que devia ser grata. Sempre. Mesmo quando estava triste, sozinha ou precisava de dizer: “isto dói”.

Sempre que expressava frustração, alguém lhe lembrava os sacrifícios feitos por ela.
E aprendeu que receber amor signif**ava não dar trabalho emocional.
Esta aprendizagem não desaparece. Transmite-se.

Hoje, quando a filha chega irritada, a Marta não vê uma adolescente em conflito.
Vê ingratidão.
Porque dentro dela, emoções difíceis e gratidão nunca coexistiram.

Quando a filha diz “não me ouviste”, ela ouve: “não reconheces tudo o que faço”.
Quando a filha se fecha no quarto, sente: “não sou suficiente”.

E, quase sem dar por isso, responde como lhe responderam a vida inteira: lembra tudo o que dá, tudo o que abdica, tudo o que faz.Malditos ecos.

Nesse momento, a relação deixa de ser encontro.
Passa a ser contabilidade emocional.

Em sessão, conseguimos nomear isto:

a dívida cria hierarquia.
Quem dá f**a por cima.
Quem recebe aprende a encolher-se.

A Marta percebeu que a gratidão que exigia da filha era a mesma que lhe foi imposta.
Uma gratidão que não escuta, não pergunta, não tolera frustração.

Mas os adolescentes não se encolhem - resistem.
O que numa criança é silêncio, num adolescente pode ser confronto.
E muitas vezes chamamos ingratidão ao que é apenas uma tentativa de existir.
Talvez muitos dos “ingratos” sejam pessoas cansadas
de pagar com o próprio silêncio aquilo que chamaram de amor.

E se a Marta me ler, talvez não se sinta grata.
Talvez se sinta apenas… vista.
E, às vezes, isso é tudo o que o amor precisa.

Com amor, para todas as Martas que (pensam e sentem) a vida comigo.
Francisca

Todos nós gostamos de ter filhos educados. Não sejamos hipócritas.Há aquele orgulho silencioso quando dizem “obrigada” n...
24/01/2026

Todos nós gostamos de ter filhos educados. Não sejamos hipócritas.
Há aquele orgulho silencioso quando dizem “obrigada” no momento certo, quando um “por favor” sai natural. É bonito e importante valorizar isso, para que a educação não se perca, numa fase em que parece cada vez mais escassa.

Na dúvida, iludimo-nos a escolher uma boa escola que nos ajude. Mas a escola nunca substitui o que fazemos em casa. E ainda bem.

Não adianta ensinar uma criança a dizer “obrigada” se ela não sabe o que está a agradecer.

Quando a criança aprende a agradecer de forma consciente, desenvolve educação emocional. Aprende a perceber o que recebe, a dar sentido às experiências e a reconhecer o outro. É isso que dá profundidade à educação.

Uma criança que entende o sentido do “obrigada” não precisa de repetir a palavra por medo ou obrigação. Continua educada, mas de forma muito mais verdadeira, porque a educação emocional nasce da consciência, não da obediência.

Se fosse só para ensinar palavras, não precisaríamos dos pais, não é? Talvez a inteligência artificial pudesse fazer isso por nós, mas também não.
O verdadeiro gesto de educação nasce do sentir, do cuidado, do reconhecimento.

Tenho o privilégio de atender crianças, jovens e adultos, formalmente educadíssimos, obedientes, mas muitas vezes empobrecidos no sentir. Ninguém os ensinou a sentir, ensinaram-nos a cumprir.

Devagar, vamos lembrando: gratidão não é submissão, é reconhecimento sem dívida, genuíno. Ela aproxima, fortalece e cria vínculos.

Afinal, a educação não transforma apenas atitudes, transforma corações❣️

Francisca Silva Ferreira

✨ 2026 de portas abertas para as novidades da CASA ✨Vamos guardar estas datas no calendário? 📆Na CASA acompanhamos desde...
06/01/2026

✨ 2026 de portas abertas para as novidades da CASA ✨

Vamos guardar estas datas no calendário? 📆

Na CASA acompanhamos desde que nascemos, crescendo com as famílias ao longo do tempo.
Em 2026, a nossa equipa está maior e mais especializada, pronta para apoiar todas as idades, porque ajudamos os filhos quando ajudamos os pais 🤍

O novo ano traz projetos pensados para bebés, crianças, jovens e adultos, cuidando das emoções em todas as etapas da vida:

🪟 Jornadas para Famílias e Profissionais – 1.ª edição do Núcleo CASA
📅 22 maio 2026
Uma oportunidade de explorar novidades, partilhar experiências e crescer juntos.

👨‍👩‍👧 Grupo Pais (de) PHDA
📆 Janeiro a março | 3.ª feira às 13h | Online

💛 VI edição – Emocionário
(Grupo de desenvolvimento emocional | 6–9 anos)
📆 Janeiro a março | Sábados às 11h30

👶 CRESER
(Bebés até aos 18 meses e cuidadores)
📆 Janeiro a março | 6.ª feira às 9h15

🎓 c[asa) – Orientação Vocacional
Para que área devo voar? ✈️
Alunos do 9.º ano
📆 Março a junho

🎒 V edição – AEIOU das Emoções
Quem vai para o 1.º ano?
📆 Abril a junho | Sábados às 10h15

🚀 V edição – PS5 | Plano de Sucesso 5.º ano
Quem aí por casa vai para o 5.º ano?
📆 Maio e junho | 3.ª feira às 18h

☀️ Emoções ao Sol
Férias terapêuticas
👧 6–10 anos | 20 a 24 julho
🧑 11–16 anos | 13 a 17 julho

👉 Todas as inscrições através do site:
🌐 www.nucleocasa.com

💫 2026 continua a ser CASA

Pensar antes de desejar: o gesto que quase nunca fazemosEntramos num novo ano cheios de intenções, mas raramente paramos...
01/01/2026

Pensar antes de desejar: o gesto que quase nunca fazemos

Entramos num novo ano cheios de intenções, mas raramente paramos para pensar intimamente.

Pensar intimamente. Pensar no que nos dói, no que nos falta, no que nos chama… e no que já não queremos continuar a carregar.
O cansaço que se tornou normal.
A relação que deixou de ser casa.
A exigência constante de sermos mais do que conseguimos ser.
Ou o desejo discreto de abrandar, de mudar, de viver de outra forma.

O desejo profundo nunca nasce em contagem decrescente.
Não nasce no ruído da passagem de ano, nem na pressa das promessas. Nasce quando algo em nós é escutado com tempo.

Porque falham tantas resoluções?
Porque não nascem de um desejo pensado, mas de uma vontade improvisada.
Decidimos mudar hábitos sem compreender as feridas, criamos metas sem tocar naquilo que verdadeiramente nos move.

Não desejamos com a cabeça; desejamos com a alma.
E a alma não trabalha em urgências. Não responde a listas nem a metas apressadas. A alma pede espaço, silêncio e honestidade.

Pensar com alguém é transformador.
Porque o desejo, para se tornar caminho, precisa de eco, não para ser aprovado, mas para ser compreendido.

Obrigada pela oportunidade de pensar (e fazer os outros) na abertura deste 2026.

Com amor,
Francisca

31/12/2025

Obrigado, Núcleo, por cada janela aberta.
Obrigada às famílias, pela confiança da interioridade.
Obrigada à minha equipa, à minha querida equipa pela lealdade e resiliência —o que é verdadeiramente original vem de dentro.
Estes são (alguns) excertos da coragem de 2025.

Com amor e gratidão,
Francisca

30/12/2025

Sonhei com um bom Natal.

Ainda vou a tempo de escrever sobre o sonho?

Sonhei com um Natal que não começa nas luzes, mas no corpo, no corpo que guarda histórias e aprende a sobreviver antes de aprender a cantar.

Cada uma destas crianças traz um sonho antigo, às vezes interrompido, às vezes esquecido. Sonhos que moraram no medo, na espera, na falta, mas que nunca deixaram de respirar.

Na psicologia dos sonhos, sabemos que sonhar é trabalho da alma e do desejo, não como capricho, mas como impulso vital que empurra o corpo para a frente. Quando o desejo encontra espaço, o corpo organiza-se e a voz aparece. E quando uma criança canta, canta o que deseja existir.

Este Natal eu sonhei com o Natal deles: janelas que se abrem, não só das casas, mas de dentro de cada um. Cânticos à janela, com o e o .da.paz_cnsp , lembrando que ouvir e cantar juntos é um gesto terapêutico, que dá forma ao desejo e cria ritmo, mostrando que ninguém está sozinho no que quer.

Que este canto seja abrigo. Que este sonho seja partilhado. Que todos possamos habitar este Natal como quem encontra um lugar seguro para desejar.

Depois do Natal, o sonho não termina, transforma-se.

O Ano Novo não começa no calendário, mas no corpo que cantou e que agora sabe que desejar não é perigoso. Entrar num novo ano é aprender que o tempo pode ser aliado, que nem tudo precisa ser resolvido, e que basta haver espaço para sonhar de novo.

Que 2026 traga de volta o sonho como desejo em movimento, não como fuga, mas como casa.

Como diria a inspiradora : “o maior pesadelo é perder a capacidade de sonhar.”

Obrigada ao Colégio da Paz, berço dos sonhos desta casa, por caminhar lado a lado na sua realização.

30/12/2025

Onde há amor, há festa.
E assim, entre quem escolhi para ser a tal família que trabalha para outras famílias, o Natal aconteceu mais uma vez: numa casa que guardou, em segredo, todas as histórias que por cá passaram.

Ano após ano, e especialmente neste, a minha gratidão cresceu em silêncio por estarem aqui: comigo, e com tudo aquilo em que acreditámos.

Memórias do Natal cá em CASA, com todos os desejos para as nossas famílias (Im)perfeitas✨

Com amor,
Francisca

29/12/2025

O episódio especial de Natal não saiu nas vésperas, mas chegou a tempo de nos lembrar que as verdadeiras notif**ações estão dentro de casa.

Dezembro na Casa Desarrumada (podcast) trouxe um dos trabalhos mais especiais que fizemos
No comando do espelho da vida moderna, a espontaneidade e sabedoria de três crianças mostram-nos quem merece realmente ser escutado: não apenas em dezembro, mas durante todo o ano.

✨ Aliás, afinal, o que é que o Pai Natal faz depois do dia 25 de dezembro?

Para ouvir, procure nas plataformas Spotify e YouTube por Casa Desarrumada.

29/12/2025

As pessoas não estavam zangadas com o Natal. Estavam zangadas com o que ele se tinha tornado e defenderam-se com raiva.

A raiva surgiu como proteção. Não foi desprezo pela festa, nem pelos encontros ou tradições. Foi um mecanismo de defesa diante de expectativas que pesaram, de alegrias impostas e de rituais que já não fizeram sentido.

Quando o Natal deixou de ser acolhedor e passou a ser obrigação, quando exigiu emoções e gestos que não nasceram naturalmente, a raiva apareceu. Foi a forma que muitos encontraram de preservar a própria autenticidade.

A raiva foi, acima de tudo, uma tentativa de se proteger do esvaziamento do signif**ado. Por trás dela, houve desejo de sentido, de presença verdadeira, de um Natal que não pesasse sobre quem apenas quis sentir e estar.

Talvez, se tivéssemos prestado atenção a esta raiva, tivéssemos compreendido que ela não rejeitou o Natal , apenas pediuapenas pediu espaço para que ele voltasse a ser humano.

Obrigada à pela oportunidade de termos pensado sobre isto, de forma geracional, em horário nobre, numa reportagem que abriu espaço para escutar aquilo que tantas vezes f**a por dizer.

Ano sim, ano não.No Natal, só o amor nos salva.Há casais que passam um Natal aqui e outro ali. Entre casas, famílias, qu...
19/12/2025

Ano sim, ano não.
No Natal, só o amor nos salva.

Há casais que passam um Natal aqui e outro ali. Entre casas, famílias, quilómetros e corações divididos.
Amar é estar presente quando se pode
e respeitar a distância quando não se pode.

Filhos de pais divorciados crescem com duas casas e, muitas vezes, atravessam vários Natais entre a família materna e a paterna, com um só desejo: que o amor não tenha de escolher lados.

O Natal não cria conflitos.
Ele apenas os expõe.

Ano sim, ano não, há quem sinta culpa por estar feliz e quem sinta alívio por estar em paz.
Entre estes dois lugares vivem as lealdades invisíveis: o medo de magoar, de desapontar, de perder amor ao escolher diferente.

O Natal amplif**a tudo:
expectativas antigas, papéis familiares repetidos, silêncios que pesam e palavras que nunca foram ditas.

A criança interior ainda quer ser aceite
e teme que escolher por si seja trair quem ama.

Nem sempre o corpo aguenta tudo.
Nem sempre cabem todos na mesma casa,
na mesma mesa, na mesma noite emocional.
Reconhecer limites não é falhar o Natal.
É cuidar dele.

Decidir onde passar o Natal não é só logística.
É um rito de passagem: o casal a afirmar-se como nova família, a sair das lealdades invisíveis e a escolher sem culpa.

Reduzir expectativas não é desistir do amor.
É criar espaço seguro. A presença forçada não cria vínculo.

O que nos salva no Natal?
O amor do casal que constrói e protege.
O amor pelos filhos que nos fazem crescer.
O amor pela família que nos fez nascer,
quando há espaço para mudar.

No Natal, não é o lugar que salva.
É o amor.

Excertos de Francisca Silva Ferreira em:

https://24noticias.sapo.pt/atualidade/artigos/como-decidir-onde-passar-o-natal-sem-dores-de-cabeca-e-discussoes

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