Núcleo CASA - Psicologia, Educação e Desenvolvimento

Núcleo CASA - Psicologia, Educação e Desenvolvimento Licença de funcionamento ERS nº 22003/2022

Psicologia
Desenvolvimento
Intervenção Transdisciplinar
Consulta Psicológica
Consultadoria Parental
Pedopsiquiatra
Psicopedagocia
Formação

Francisca Silva Ferreira - Psicologia, Educação e Desenvolvimento, Lda.

✨ Os pais também nascem.Tal como os filhos, atravessam mudanças, perdas e transformações profundas que redefinem a ident...
07/05/2026

✨ Os pais também nascem.

Tal como os filhos, atravessam mudanças, perdas e transformações profundas que redefinem a identidade individual e familiar. Mas então… como podem pais e crianças nascer juntos?

No workshop “Colo: A música do nascimento dos pais até ao desenvolvimento dos filhos”, Marisa Gouveia e Serra e Ariana Saro convidam-nos a refletir sobre a parentalidade, o vínculo e o desenvolvimento emocional através de uma perspetiva relacional e sensível.

🎶 A música surge como metáfora de encontro, ritmo e sintonia - porque é na relação que o desenvolvimento floresce.

📍 Janelas | IJornadas Núcleo CASA
📅 22 de maio
🕟 16h30
📌

Começo a f**ar inquieta com a facilidade com que hoje se colocam rótulos nas mães.Há uma palavra para tudo. Explicações ...
04/05/2026

Começo a f**ar inquieta com a facilidade com que hoje se colocam rótulos nas mães.

Há uma palavra para tudo. Explicações rápidas que encaixam o que é complexo em categorias simples. E é verdade, às vezes alivia. Mas há um ponto em que o rótulo deixa de ajudar e começa a substituir a história.

Um processo terapêutico, antes ou depois de ser mãe, pode fazer diferença. Traz consciência, ajuda a interromper padrões. Mas inquieta-me a ideia de que se deveria chegar à maternidade “resolvida”.

A maternidade não é um lugar de chegada. É um lugar de revelação.

E o que revela raramente é linear. Revela a história de cada mulher, com faltas, excessos, medos e limites reais. Não há mãe sem contexto.

Claro que há situações que impactam profundamente uma infância e uma vida inteira. Há sofrimento real, há psicopatologia, há falhas graves que não podem ser ignoradas nem suavizadas.

Mas também nos tornámos rápidos a rotular. Tóxica, narcisista, ausente.

Porque uma mãe não é só o seu pior momento.

E não, as mães não precisam de advogadas de defesa. Precisam de um olhar que aguente a complexidade. Que reconheça o impacto sem apagar a história. Que não desvalorize o que é grave, mas que também não reduza tudo a uma palavra.

Porque este é um dos poucos lugares onde não há substituição possível e, ao mesmo tempo, onde a margem para errar parece mínima.

Se controla demasiado, é ansiosa.Se se esquece, é negligente.Se trabalha, é ausente.

Não há forma de existir que escape ao julgamento.

E no meio disto instala-se uma culpa silenciosa.

Talvez não falte linguagem. Talvez falte espaço.

Coitadas das mães pode soar a vitimização.

Mas talvez seja só isto. Reconhecer que se espera delas algo profundamente humano, enquanto se exige, muitas vezes, o impossível.

Francisca Silva Ferreira

www.nucleocasa.com

Nenhuma idade nos prepara para viver sem mãe.E isso não começa só quando ela parte. Às vezes começa muito antes, sem nin...
03/05/2026

Nenhuma idade nos prepara para viver sem mãe.

E isso não começa só quando ela parte. Às vezes começa muito antes, sem ninguém perceber.

Porque há duas formas de ausência que o coração reconhece.

A mais visível é a morte concreta. Quando o mundo muda de forma definitiva: o corpo já não está, o telefone já não toca de volta, o nome já não tem lugar para chegar.

E o quotidiano continua… mas há um sítio dentro que deixa de encaixar. Como uma peça de um brinquedo antigo que desaparece e ninguém sabe onde foi parar.

“Oh mãe…” e não há resposta nenhuma no mundo inteiro.

Mas há outra ausência, mais silenciosa.
A morte simbólica. Quando a mãe ainda está presente, mas já não é abrigo. Quando está viva, mas longe emocionalmente. Quando existe, mas não chega. Quando já não há colo -mesmo que haja casa.

E isso também confunde, porque não tem nome fácil. Não tem ritual. Não tem lugar claro para ser dor.
“ oh Mãe ?” e a resposta vem torta, fria, ou não vem de todo. E o coração f**a sem saber onde pousar isso.

O luto, então, não é uma linha. É uma montanha-russa dentro do peito.

Há dias em que a ausência é só um canto quieto. E outros em que ocupa a casa inteira por dentro.

Perder a mãe - por morte ou por afastamento emocional- é perder um lugar interno.

Um lugar onde o mundo fazia menos medo. Um lugar onde se era pequeno sem perigo. E depois esse lugar deixa de responder.
E logo depois, o silêncio. Há uma parte de nós que aprendeu a chamar. E não desaprende.

“Oh mãe…”

Nenhuma idade nos prepara para viver sem mãe. Nem quando ela se vai. Nem quando se afasta emocionalmente. Nem quando deixa de ser abrigo sem nunca ter saído do lugar.

Porque em todos estes casos, há sempre uma criança por dentro que continua a procurar a mesma voz no mundo.

(Para a M., com Amor, onde quer que esteja)💫
Francisca

03/05/2026

OH MÃÃÃE!

O poder deste vídeo está nas vozes.
Sim, nas vozes de todas as casas - aquelas que se repetem vezes sem fim ao longo dos dias, em cada canto onde há vida.

“Mãe”: a palavra que nunca nos deixa.
Atravessa o tempo, o medo, a vida inteira.

Este vídeo nasce dessas vozes.
Das pequenas e das grandes.
Das de todos os dias.

E é, acima de tudo, uma homenagem a todas as MÃES - por estarem sempre lá, mesmo quando não são chamadas, todos os dias para além deste.

De uma CASA para todas as CASAS
Feliz dia da Mãããe.

P.s- obrigada pelo parto difícil mas milagroso deste video final.

“Sabe, doutora,” começou L., a voz embargada, “a minha filha… ela é tudo para mim. Mas há um vazio. Parece que, não impo...
02/05/2026

“Sabe, doutora,” começou L., a voz embargada, “a minha filha… ela é tudo para mim. Mas há um vazio. Parece que, não importa o quanto eu me esforce, não consigo… sentir-me reconhecida como mãe dela.”

F**a em silêncio depois disso, como se a frase tivesse aberto mais do que queria.

Veio à consulta por causa da filha, mas o que traz não começa aí - (re)começa muito antes.

A L. chamava a ama de mãe, sem a mãe poder saber.

Era um acordo silencioso, feito de olhares e de coisas que não se diziam. Um pedido implícito que organizava o lugar de cada uma: “Chama-me mãe… mas não contes a ninguém.”

E L. fazia-o.

Porque as crianças fazem. Adaptam-se ao sistema em que crescem e aprendem cedo a regular o que mantém tudo em equilíbrio, mesmo quando isso implica não nomear o que sentem.

Cresceu entre dois eixos: a mãe, presente por trabalho mas emocionalmente signif**ativa, e a ama, presente no cuidado diário.

E entre as duas, L.

Sem escolha consciente, ficou num lugar intermédio, a sustentar ligação. Ajustava, lia o que não era dito, evitava conflito.

Aprendeu que pertença depende de adaptação, que estabilidade depende de silêncio, que vínculo se sustenta no não dito.

Esse padrão não ficou no passado. Reaparece agora na relação com a filha, na dificuldade em sentir-se inteiramente mãe e na necessidade de reconhecimento para sentir esse lugar como seguro.

Fico a escutá-la. Não vejo uma falha individual, mas uma organização relacional antiga que se repete: uma criança colocada no meio de dois lugares que não se encontravam directamente e que cresceu a evitar a ruptura entre eles.

Na verdade, tudo se concentra num ponto: o lugar onde hoje tenta ser mãe é o mesmo onde aprendeu, em silêncio, a não o ser inteira.

Lá está, o que acontece na infância não f**a lá - não precisa de ser apagado para deixar de mandar. Basta que possa ser visto sem segredo.

Para a L., que veio por causa da filha e tem corajosamente encontrado o seu lugar, para poder ser filha da mãe.

Com amor,
Francisca

Cada vez que alguém chega para trabalhar, não chega só.Chega com uma história inteira colada ao corpo,  com aquilo que v...
01/05/2026

Cada vez que alguém chega para trabalhar, não chega só.

Chega com uma história inteira colada ao corpo, com aquilo que viveu e com aquilo que aprendeu a esconder para sobreviver.

A infância não desaparece. Sofistica-se.
Transforma-se em padrões: medo de errar, necessidade de controlo, dificuldade em pedir ajuda, urgência em ser útil para merecer lugar, ou o hábito silencioso de aguentar tudo sozinho.

Nada disto começa aqui. O trabalho não cria. Expõe.

Eu continuo a ter dificuldade em separar vida pessoal de vida profissional. Talvez porque, no fundo, não acredito verdadeiramente nessa separação.
Existe apenas VIDA - e ela entra toda connosco, mesmo quando não é convidada.

E no meio dos dias (mais ou menos) iguais, há uma intimidade silenciosa que quase ninguém vê:
trabalhamos lado a lado com histórias que raramente foram contadas em voz alta.

Histórias de quem aprendeu a não incomodar.
De quem se tornou forte cedo demais.
De quem funciona por fora, enquanto por dentro vive em esforço.

Porque ninguém chega vazio ao trabalho.
Chegamos sempre cheios do que fomos antes dele.

Talvez o trabalho mais profundo não seja o que se faz, mas o encontro invisível entre histórias diferentes a tentarem coexistir no mesmo espaço.

Neste Dia do Trabalhador, nesta nossa casa, dou por mim a apaixonar-me por cada uma dessas histórias.

Porque por trás de cada tarefa concluída há sempre alguém inteiro a tentar não se fragmentar.
E isso também é dignidade.

E talvez o mais raro de tudo isto seja: trabalhar sem ter de deixar a nossa história à porta.

Ser vistos.
E amados.
Sem deixarmos de ser quem somos.

Feliz dia do TRABALHADOR ás minhas histórias (de vida) prfrederidas❣️

Com amor ,
Francisca

A supervisão é o nosso prato do dia.À mesa, trazemos histórias vividas: as nossas e as de quem acompanhamos -  temperada...
30/04/2026

A supervisão é o nosso prato do dia.

À mesa, trazemos histórias vividas: as nossas e as de quem acompanhamos - temperadas pelo pensamento crítico e por um olhar que integra, liga e transforma.

É neste encontro que se cresce:
na escuta, na partilha e no caminho feito em conjunto.

📍 22 de maio | FPCEUP
Garanta o seu lugar: www.nucleocasa.com

A dança é, infelizmente, muitas vezes associada a um dos palcos mais exigentes para a saúde mental. Um estigma que impor...
29/04/2026

A dança é, infelizmente, muitas vezes associada a um dos palcos mais exigentes para a saúde mental. Um estigma que importa reconhecer e transformar.

O projeto de psicologia na dança, coordenado nesta casa pela Joana Ribeiro, nossa psicóloga clínica, tem vindo a entrar nas escolas com a convicção de que cuidar da mente deve fazer parte do percurso de um bailarino, tal como qualquer outra disciplina.

E é isso mesmo que tem acontecido.Particularmente no , temos trabalhado semanalmente com 21 turmas, não só com os alunos, mas também com 5 grupos de professores em contexto terapêutico e com os pais, em conversas abertas e de partilha.

Criámos ainda espaços de escuta: uma hora aberta para acolher corpos cansados e consultas que nasceram dentro desta casa.

Este é um caminho que temos levado a outras escolas artísticas, com uma certeza firme:a arte também é um lugar de cuidado.E dançar pode e deve ser também uma forma de cuidar.

A terapia, quando entra no contexto da dança, não vem expor bastidores, vem dar-lhes nome, lugar e verdade.

Talvez seja isso o mais importante:no Dia Mundial da Dança, subir a palco com a saúde mental também presente.Sem separação. Sem bastidores escondidos.

O corpo não se esconde quando dança.

28/04/2026
JANELAS - I JORNADAS NÚCLEO CASA WORKSHOP com  📍 FPCEUP📅 22 de maio“Há momentos em que o espelho se fecha sobre si própr...
28/04/2026

JANELAS - I JORNADAS NÚCLEO CASA

WORKSHOP com
📍 FPCEUP📅 22 de maio

“Há momentos em que o espelho se fecha sobre si próprio e o corpo f**a sozinho com aquilo que sente. É na relação suficientemente boa, psicossocialmente inscrita, aquela que reconhece, acolhe e espelha a experiência do outro, que algo pode começar verdadeiramente a desenvolver-se. O espelho deixa então de devolver apenas o mesmo e transforma-se em janela, capaz de abrir-se à paisagem.

Neste workshop propõe-se pensar a psicossomática como o espaço onde o espelho relacional pode abrir janelas ao mundo. Um lugar onde corpo, afeto e vínculo se encontram e onde aquilo que parecia fechado sobre si pode voltar a abrir-se ao encontro com o mundo. Num tempo marcado por ritmos acelerados e encontros cada vez mais artificiais, refletiremos sobre a importância das sincronias vivas entre corpos, aquelas que permitem que a experiência encontre reconhecimento, simbolização e continuidade.“

Texto de

fpceup porto eventos

Falamos tanto de liberdade… mas será que a estamos mesmo a entender?A liberdade começa dentro de casa, na forma como dei...
25/04/2026

Falamos tanto de liberdade… mas será que a estamos mesmo a entender?

A liberdade começa dentro de casa, na forma como deixamos as crianças existir e na forma como as acompanhamos no crescimento.

Hoje, em nome dela, damos escolhas para tudo. E, muitas vezes, sem nos apercebermos, a liberdade de escolher transforma-se na ditadura silenciosa da insegurança das crianças.

Porque escolher demais, cedo demais, também torna uma criança insegura.

E depois há outra liberdade, quase esquecida, quase condicional - a liberdade de brincar.

Brincar a sério. Inventar. Transformar o sofá numa montanha. Cair, rir, repetir.

Essa liberdade, muitas vezes, é limitada:“Faz confusão.”“Pode partir.”“Não é seguro.”

A liberdade não começa quando a criança escolhe tudo.Começa quando pode brincar em paz, sem ser constantemente corrigida.

Porque brincar não é desorganização, é desenvolvimento.
Não é excesso - é necessidade.
Não é perda de tempo - é construção interna.

E talvez seja aí que tudo (re)começa - quando brincar volta a ser a forma mais bonita de viver a liberdade.

Francisca Silva Ferreira

O que é, afinal, uma janela? Talvez um lugar entre o dentro e o fora.Entre o que já conhecemos e aquilo que ainda estamo...
22/04/2026

O que é, afinal, uma janela?

Talvez um lugar entre o dentro e o fora.
Entre o que já conhecemos e aquilo que ainda estamos a descobrir.

FALTA 1 MÊS para abrirmos as nossas.

📍 22 de maio · FPCEUP
Inscrições abertas · vagas limitadas
Condições especiais até 30 de abril

👉 www.nucleocasa.com

Esperamos por si ❣️

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