25/11/2025
Nov 🇨🇭 ensemble 🫶 pas de froid
O amor é um conjunto de momentos inolvidables. É assim que se forma. É assim que se mantém para sempre. Mesmo quando “acaba”, os momentos permanecem.
Não digo que sejam necessários 5 a 10 anos para se tornar inolvidable. Aí o que acontece quando termina é a estranha sensação de que alguém que fazia parte da nossa vida, que todos os dias estava ali ou em presença ou através de um telefone, de um dia para o outro, já não está mais. Nem para as pequenas grandes coisas de um simples bom dia ou boa noite nem como para momentos de « hoje preciso só de ouvir alguma coisa boa ». A amizade desenvolvida durante todo este tempo faz com que se sinta uma perda, um falecimento de alguém íntimo. Começa a procura de substituições. Mas, para quando a disponibilidade em criar o inolvidable?
Num ego magoado, as procuras são fugazes. Não há o envolvimento, não há a vontade mais de criar momentos inolvidables. Há o quick fix. O prazer rápido ou o encontrar alguém rápido para ocupar o lugar vazio.
Passa-se a ofertas apenas de hambúrgueres em vez de degustações.
O ego magoado, habitualmente, ao entrar na vida de outra pessoa posiciona-se como alguém sem valor, passageiro. Não apoia os projetos da outra pessoa, não surpreende sequer em dias especiais, não cria tempos de qualidade. Fica-se por ali. Mas há quem vá mais longe e sinta que assim é que é um relacionamento. Sofrido. Senão não tem valor. Quem não tem valor aqui, quem não tem auto-respeito é quem acredita que merece o mau.
La vida es una fiesta que un dia termina. Mientras uno está vivo, uno debe amar lo más que pueda.
Vas-y Mercurio 🪐