12/01/2026
Mudar um hábito não é apenas uma questão de força de vontade. Do ponto de vista neuronal, o cérebro foi desenhado para repetir o que já conhece.
Quando um comportamento se repete ao longo do tempo, o cérebro transforma-o num automatismo. Isso poupa energia, reduz esforço e aumenta a sensação de previsibilidade. É por isso que hábitos antigos, mesmo quando já não fazem sentido, tendem a manter-se.
Muitos hábitos também estão ligados a alívio, prazer ou redução de desconforto emocional. Sempre que isso acontece, o sistema de recompensa reforça esse caminho. Quanto mais vezes é percorrido, mais “fácil” se torna voltar ao mesmo padrão.
Quando tentamos mudar, há mais esforço, mais desconforto e menos recompensa imediata. A resistência aparece. E muitas pessoas interpretam isso como falha, quando na verdade é um processo neuronal esperado.
É aqui que o acompanhamento psicológico pode fazer a diferença. Porque não se trata apenas de “parar” um comportamento, mas de compreender o que o mantém, identificar gatilhos, criar estratégias realistas e construir alternativas que o cérebro consiga sustentar no dia a dia.
Mudar é possível, mas raramente é instantâneo. E não tem de ser feito sozinho.
Se está a tentar alterar um hábito e sente que está a ser mais difícil do que esperava, procurar apoio é um passo de cuidado, não de fraqueza. Estamos aqui para si.