Leandro Ortolan

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21/07/2023

Certos trabalhos mentais levam o trabalhador a zonas sombrias e com fortíssimo impacto em sua forma de pensar.
Ir até tais zonas zombrias não garante que haverá o retorno completo de lá... pois sempre há um pedaço de si que f**ará ali, na escuridão, tomado pelo impossível.
Nunca se retorna completamente de lá, e sempre se mescla com a impossibilidade, a finitude e a contrariedade.
Isso muda a perspectiva, e deixa o desbravador mudado, em sua essência... ele passa a conviver com a escuridão, com o abismo, e tudo f**a diferente.
Para uns, a escuridão é algo a ser evitado e combatido.
Para outros, ela é a própria casa, o próprio lar, onde se encontra um refúgio sincero e acolhedor.
Por isso, muitos optam por ela, por se manter onde não haja ilusões, mentiras ou outras formas de decepção. Sem entender isso, não se entende a humanidade, tal qual ela é.

"O tempo, afinal, não é o que temos, mas sim o que somos.O que temos são somente os instantes.E instantes não são o temp...
05/05/2023

"O tempo, afinal, não é o que temos, mas sim o que somos.
O que temos são somente os instantes.
E instantes não são o tempo, dado que o tempo é pura mobilidade e o instante é a imobilidade completamente registrada na memória como uma imagem única de uma eternidade suposta existir."

Leandro Ortolan
Porto, Portugal, 05/mai/2023

[Notas]

Estas são considerações de um filósofo selvagem, dentro de uma certa perspetiva, sem nenhuma pretensão de alcançar uma verdade universal.
Portanto, pode ser que sim, pode ser que não. Ou ambos, conforme as perspetivas.
Pode haver um pouco de verdade, e talvez um pouco de mentira. Ou nada.
Se há mentira? Talvez, mas só um pouquinho. Pois, assim, nunca confiará prontamente no que está a ler aqui, e sempre lhe será necessário refletir mais sobre isto tudo. E isso é muito útil!
Para tudo, ou quase tudo, há um propósito. E cabe a você descobri-lo.

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28/03/2023

Minha última postagem foi no dia 19, domingo.

Estava realmente a crer que estava nos meus últimos dias de vida.

Pois me internaria na terça-feira e faria uma cirurgia muito crítica na quarta-feira. Sim, algo mesmo visceral.

Portanto, na segunda-feira seria, literalmente, meu último dia de vida útil, por assim dizer. E na segunda tinha muita coisa para colocar em ordem, antes de "partir".

Por isso despedi-me de vocês, despretensiosamente, sem dar nas vistas, no domingo, pois seria um dia mesmo cheio na segunda... e foi, desde coisas triviais até mesmo despedidas programadas às pessoas especiais para serem enviadas, caso eu não "voltasse".

Mas voltei, e apaguei as despedidas, pois não mais precisarei delas, por enquanto. Eis a morte e a finitude a serem constrangidas, enquanto me constrangem.

Não curto dramas, nem despedidas emotivas, nem nada... prefiro sair de lugares cheios "à francesa". De fininho, sem ninguém perceber.

A cirurgia correu bem demais, sem complicações, sequelas ou mesmo dores pós-cirúrgicas. E isto é raro de ocorrer, mas ocorreu comigo, e fiquei aliviado.

Tive alta no sábado: foram cinco dias e quatro noites mesmo viscerais dentro de um Hospital em que tudo ocorre. Noites intensas e que me deram novas perspetivas de vida, de visões, de tudo.

Mas cá estou, a lhes escrever, e do mesmo lugar de sempre, da mesma dimensão espaciotemporal de antes.

Estou vivo, bem vivo e passo bem.

E o melhor: logo estarei de volta, e assim continuaremos juntos, no tempo que me couber.

Gratidão. E até breve.

Leandro Ortolan
Porto/Portugal, 28/03/2023

19/03/2023

E assim terminamos a nossa "primeira temporada" de posts!

Logo estaremos de volta, dentro de algum tempo. Como bom carioca, posso dizer isso, assim, por agora.

Nestes três meses, tentei trazer o melhor sobre uma reflexão filosóf**a prática, que é útil para percebermos a vida e as questões que nos afligem. Foi um teste, e muito válido.

O que concluí?

1º) Que este não é o canal certo. Há postagens com textos maravilhosos, que nada receberam de interação. Totalmente desprezados, pois talvez as imagens não tenham sido atraentes. E ainda há os crentes que vêm denunciar o que julgam indecente, rs. Haja paciência! Mas eu a tive, acredite.

2º) Imagens: as postagens mais interativas acompanham as imagens mais atraentes. E isto é péssimo, pois mostra que poucos estão mesmo a ler o conteúdo: pois há quem lê tudo, que comenta, compartilha, que concorda, que discorda, etc... tudo é computado, e por isso existem as estatísticas. Assim, posso dizer que ler, mesmo, apenas uma minoria.

POIS... o que eu queria mesmo não é novamente reduzir o pensamento a poucas palavras: para isso já temos a autoajuda! Há o tik tok, que resume tudo a uma dancinha, etc...

Assim, pensarei por alguns dias o que farei, e se farei, para que possa levar algo mais "raso" ou, mais provavelmente, não fazer isso. E me dedicar à pequeníssima parcela que se permite ler, refletir, que busca mesmo aprender. São estes os verdadeiros selvagens... fome e sede pelo saber, pelos desafios da mente.

Poxa, como deixamos tornamo-nos reféns das sínteses, das sentenças curtas e genéricas. A complexidade existencial é tão bela. E mais bela ainda é desvendá-la, pela linguagem, pelas ideias que pululam a cada pensamento.

Aos que estiveram e ainda estão mesmo aqui, em corpo e alma, estaremos juntos, de um jeito ou de outro. E, acreditem, há muito mais do que postei, até agora...

Não é sobre fama, nem prestígio, mas sim sobre efetividade da mensagem. Não pelos likes, mas pelos custos x benefícios... pois dedico recursos, queira ou não. Tempo, dinheiro, energia... Pois fama e prestígio, para filósofos, só ocorrem depois de um século de morto, mais ou menos... Não é isso que espero para agora, sinceramente.

Filósofos famosos, em vida, nunca tivemos realmente... os clássicos só são clássicos depois de sua arqueologia. Se há fama e dinheiro atualmente, serão na autoajuda, e muitos filósofos estão a cruzarem estas fronteiras, o que é lamentável.

Mas, vida que segue.

Enfim, logo darei notícias... ou não.

Abraços a todos, e revirem os textos já postados, pois há coisas realmente boas, modéstia à parte. E, sempre que possível, estarei a replicar comentários e mensagens.

E, como sempre, há a fonte maior de toda a minha filosofia: o meu livro, que já é nosso.

Gratidão.

Leandro Ortolan
19/03/2023

[última parte, por enquanto, sobre a aporofobia] "Portanto, é muito claro perceber quando ocorre uma objetif**ação do su...
19/03/2023

[última parte, por enquanto, sobre a aporofobia] "Portanto, é muito claro perceber quando ocorre uma objetif**ação do sujeito que, pela elevada aderência, f**a desprovido de sua subjetividade.

E isto se dá pela forma imposta e pelo impacto dos conteúdos ideológicos, quando exposto ao marketing, e, em dado momento, o sujeito passa a ser um mero objeto de reprodução ideológica.

Vai de simpatizante a devoto, e de devoto a fundamentalista, em uma progressão de carreira rumo ao inferno, mas que jurará ser o paraíso, tal como uma máquina politicamente incorreta, pervertida em todos os seus propósitos.

Nem todos, mas a maioria passa a ser dominada pela ideologia, por terem poucos conteúdos, poucos saberes, poucos juízos críticos.

E logo serão estes boçais reprodutores ideológicos que darão forças para surgirem os odiados e excluídos – são mesmo replicantes demasiadamente humanos, como sugere o próprio nome dado à inteligência artificial que tomamos como exemplo.

A educação, ou reeducação, é um dos caminhos prováveis, para inserção de novos conteúdos aos desprovidos destes, mas que se julgam preparadíssimos, nobres intelectuais, completamente eruditos.

Como educar pessoas assim?

Quem assumiria tal custo político?

Portanto, o ódio não é apenas pelos pobres, em si, mas sim por todos aqueles que representam a “impossibilidades” das possibilidades, dos que estejam em “seus” próprios territórios, em pontos de contato que passam a representar uma tensão considerável.

Entre os que desejam coabitar a cidade e os que não permitem que isso ocorra.

E isso é dizer que os “cidadãos” passam a odiar quem representa ameaças, que nem consideram cidadãos aqueles tidos como diferentes, mas sim pensam que são invasores, pois não acreditam que estes tenham direitos de lá estarem.

E, por serem ameaças, viram logo inimigos declarados, e votarão em todos os que prometerem muros ou se parecem como mitos.

Nunca foi a pobreza, sempre foi a sensação da ameaça o verdadeiro e principal motivo das fobias sociais.

E, se alguém percebe, por exemplo, que os imigrantes poderão vender sua mão-de-obra em condições de concorrência “injustas”, ao aceitarem condições desumanas de trabalhos, sem direitos ou privilégios, e ainda por um preço menor, então estes são odiados não por serem pobres, mas sim por serem ameaças às atividades que eles possuem, e ao espaço que ocupam.

É algo essencialmente tribal, animal e primitivo, concorrencial, mas disfarçado por diversas formas."

Leandro Ortolan
em 19/mar/2023

[Notas]

Estas são considerações de um filósofo selvagem, dentro de uma certa perspetiva, sem nenhuma pretensão de alcançar uma verdade universal.
Portanto, pode ser que sim, pode ser que não. Ou ambos, conforme as perspetivas.
Pode haver um pouco de verdade, e talvez um pouco de mentira. Ou nada.
Se há mentira? Talvez, mas só um pouquinho. Pois, assim, nunca confiará prontamente no que está a ler aqui, e sempre lhe será necessário refletir mais sobre isto tudo. E isso é muito útil!
Para tudo, ou quase tudo, há um propósito. E cabe a você descobri-lo.

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18/03/2023

[penúltima parte sobre a aporofobia] "...No mundo em que estamos a caminhar, com extrema desigualdade que tende a se ampliar cada vez mais, logo haverá uma divisão tão mais radical do que a atual, entre os providos e os desprovidos de possibilidades.

E não haverá outra solução do que se estabelecer o que é considerado atualmente um tabu, que é a renda mínima universal, ou algo que a equivalha.

Só assim, com a condição assegurada de cidadania, é que conflitos no território serão minimizados e a cidade existirá, como se deseja que seja, a abrigar todos os espaços públicos com as mínimas desavenças.

Não seria isso que resolveria o problema da Cracolândia, de imediato, mas certamente passará por aí a solução que ainda não existe.

Para os que pensam como neoliberais, inclusive os que dizem sê-lo sem sequer saber o que seja isso, que é a maioria, sempre os menos pobres dos pobres, mas sem ainda serem ricos, estão inseridos dentro de uma visão muito equivocada do capitalismo, incoerentemente.

Mas, esta maioria representa a grande massa eleitoral, e é contra medidas assim, de reintegrar a cidadania a quem é uma ameaça.

Querem, mesmo, é exterminar todos os que sejam ameaças, por isso os mitos lhes caem tão bem.

Em seus mais íntimos pensamentos, há ali um eco negativo da selva, quando se percebiam caçados, procurados para serem a refeição de alguém faminto.

Nunca foram predadores, mas sempre presas.

E, como dito, a ideologia primária sempre f**a impregnada e passam a ver o pior em tudo.

Ver predadores com fome a lhe desejar como refeição, como presa que é, de forma literal e não sexual, faz com que a ideologia da selva ressurja defensivamente nestes.

É o medo que opera como um gatilho reativador.

E, quando se está com medo, ou se foge, ou se finge de morto, ou se combate a ameaça.

Em grupo, todos os covardes são corajosos e passam a combater.

Tudo isto é, assim, ainda um efeito tribal remanescente da selva.

Uma ideologia nunca sai do sujeito, depois de absorvida por este.

Não é por acaso que o líder do bando é aquele tido como o mais valente, combativo, viril e reprodutor, mesmo que seja apenas um mito, e tão covarde e medroso quanto os demais.

Por isso há o imenso custo político para se adotar novas políticas, a partir do nível atual de segurança social, como benefícios de assistência social para passarem de indigentes a cidadãos com direitos estabelecidos.

Na maioria dos países, é algo extremamente complexo para ocorrer, sem que haja um cenário ainda mais distópico do que estamos a viver.

Nos poucos que o conseguiram fazer, mesmo sendo os mais ricos, ainda existem imensas resistências dos cidadãos mais ricos, que se sentem afrontados de alguma forma.

Sabemos bem, agora, por que se sentem assim – pela diferença que passou a ser menor, para eles.

As políticas sociais são sempre condenadas pela opinião pública, que é neoliberal, que deseja não apenas corpos dóceis, mas sim eminentemente produtivos.

E, aí, há um paradoxo a ser percebido – entre ajudar ou não ajudar.

Lembre-se que a cidade é o mercado.

É o centro de produção e consumo.

Os que não produzem, e não consomem, são tidos como párias famintos na visão neoliberal.

Resta saber qual o ponto de equilíbrio, mas sempre há que se ter pobres – pois quando busca a se eliminá-los, realmente, pela elevação destes a um ou mais patamares acima, há novos problemas, quando não deveria haver mais..." (segue)

Leandro Ortolan
em 18/mar/2023

[Notas]

Estas são considerações de um filósofo selvagem, dentro de uma certa perspetiva, sem nenhuma pretensão de alcançar uma verdade universal.
Portanto, pode ser que sim, pode ser que não. Ou ambos, conforme as perspetivas.
Pode haver um pouco de verdade, e talvez um pouco de mentira. Ou nada.
Se há mentira? Talvez, mas só um pouquinho. Pois, assim, nunca confiará prontamente no que está a ler aqui, e sempre lhe será necessário refletir mais sobre isto tudo. E isso é muito útil!
Para tudo, ou quase tudo, há um propósito. E cabe a você descobri-lo.

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[8ª parte sobre a aporofobia, sobre as ações do Padre Julio Lancellotti] "...A pobreza é sempre um fator relevante para ...
18/03/2023

[8ª parte sobre a aporofobia, sobre as ações do Padre Julio Lancellotti] "...A pobreza é sempre um fator relevante para a discriminação, pois a pobreza é vista como uma diferença positiva, pelos propensos que a identif**am em alguém.

E isto signif**a, apenas, que uma pessoa que aprecia a probreza alheia -a maioria - pensa que está a ganhar da outra, segundo seus próprios juízos, no jogo neoliberal da vida, por julgar ter melhor posição e recursos, e ter mais possibilidades do que ela.

Ela, assim, não deveria ter o que temer, pois está em vantagem, supostamente.

Mas, é justamente pela manutenção desta vantagem que poderá haver uma reação contrária.

E, isto só ocorre quando se percebe que, para além da diferença positiva, há também ameaças que vem dos que estejam em condição de pobreza.

O bondoso e corajoso padre paulistano Julio Renato Lancellotti, que desenvolve um amplo trabalho de caridade na região central mais crítica da Cidade de São Paulo, que é conhecida por Cracolândia, leva refeições, roupas e medicamentos aos que estão em condição de desabrigados.

Seu trabalho é impactante e, obviamente, criticado pelos moradores da região, que sofrem constrangimentos reais causados pelos que frequentam a região, pela insegurança com que passaram a viver, além da desvalorização de seus imóveis, da decorrente restrição em suas liberdades para ir e vir, pela insegurança e barulhos, da violência provocados pela desordem dos desabrigados e pelas ações da Polícia.

Afinal, é tal qual uma zona de guerra, com total instabilidade urbana – deixou de ser parte da cidade, nem cidade mais é, mas sim um território em busca de um destino improvável, pois nem espaço público definido existe mais – é o caos.

O trabalho do Padre é pautado pelos preceitos da caridade incondicional, do amor cristão e dos valores mais nobres.

Há que se considerar, nesta questão, que não há nenhuma incoerência nas reclamações dos residentes, mas por outro lado nem nas ações do Padre, visto que ambos estão posicionados a partir de suas ideologias, perspetivas, de seus espaços públicos que não conseguem fazer valer como tais.

Pois, todas as suas intenções são conflituosas no território, que é hostil às duas formas de espaços públicos conceituados previamente ocorrerem em simultaneidade, antes mesmo de partirem para o território são antagónicos, o que gera uma “péssima versão” de um projeto inviável de cidade.

Não se pode, também, esquecer que há o espaço público dos que buscam a droga, viciados nela, sem serem desabrigados, mas que lá passam diuturnamente para garantirem a dose de seus vícios.

E, também a perspetiva dos traf**antes, que lá estão a fornecerem as dr**as e, incrivelmente, colocar limites ao caos instaurado.

E, claro, há a da polícia.

E também há a dos políticos e gestores urbanos.

E de todo o resto.

E a conjunção disto tudo resulta nesta calamidade que é a região da Cracolândia, que se transforma, constantemente.

Por vezes, melhora, depois piora, de tempos em tempo, sempre entre extremos.

O padre faz o "bem", mas não para os moradores, que também não são "maus", todavia, por serem contra a ajuda do pároco.

Há que se perceber, em casos assim, que os limites entre os desprovidos moradores de rua e os “ameaçadores” moradores e poderes públicos são confusos, pois o desprovido de tudo, até do teto, são, antes de qualquer coisa, alguém que percebe a extrema diferença negativa em que se encontra e, por isso, pode ser o que mais esteja disposto a cometer um ato criminoso, ainda mais provável devido à dependência química, em grave condição mental que o vício causa.

É um risco real, com casos e casos letais já ocorridos que provam que nada ali é mascarado.

Uma realidade sem distorções, e crescente, que não se pode ser mais escondida para baixo dos tapetes sociais.

E isto levou os moradores a intensif**arem suas proteções, como se eles mesmo passassem a viver aprisionados, em bunkers, a não terem mais espaço territorial para além de suas dependências e, assim, f**arem eles desalojados de sua própria cidade.

Desta forma, ajudar a tais desabrigados é algo que dividem, radicalmente, duas posições completamente antagônicas.

E ambos os lados com suas razões lícitas.

A questão não é meramente territorial, do habitar, mas verdadeiramente de cidadania, de direito ao coabitar.

E o problema são as grandes ameaças que estes que estão em situação de moradores de rua e que são viciados possuem, sem representarem nenhuma possibilidade para os demais.

Situações similares a estas, em que alguns dos desabrigados não são viciados, mas sim “apenas” pobres, tem ocorrido com maior frequência.

E, nestes casos, a disposição para a ajuda é unânime e os mesmos que se opõem às ações do pároco logo passam a apoiá-lo, caritativamente.

Um destes casos foi de um desabrigado, que estava a dez dias a morar nas ruas, por não ter tido o emprego que lhe foi prometido em São Paulo, pois veio de Foz do Iguaçu em busca desta oportunidade.

Enganado, sem dinheiro, não teve outra opção a não ser vagar pelas ruas.

O Projeto Caminhos, apoiado pelo Padre Julio, identif**a casos assim e mobiliza recursos para enviar os desabrigados para suas casas ou, ainda, dar-lhes melhores condições para se reintegrarem à sociedade.

E, ainda que muitos ajudem com dinheiro e outros recursos, ainda que nem todos, não há resistências aos trabalhos realizados para reabilitar os moradores de rua para suas melhores condições de vida.

Pois, o que fazem os voluntários do projeto, é justamente dar possibilidades aos desabrigados e, assim, minimizarem neles as ameaças que estavam a representar.

E, ao dar possibilidades, tudo muda, o desequilíbrio se desfaz um pouco.

A pobreza continua, mas passam a terem o que não tinham: portas abertas para a cidade, para se reintegrarem e coabitarem.

Vislumbram a hospitalidade que antes lhes era negada..." (segue)

Leandro Ortolan
em 18/mar/2023

[Notas]

Estas são considerações de um filósofo selvagem, dentro de uma certa perspetiva, sem nenhuma pretensão de alcançar uma verdade universal.
Portanto, pode ser que sim, pode ser que não. Ou ambos, conforme as perspetivas.
Pode haver um pouco de verdade, e talvez um pouco de mentira. Ou nada.
Se há mentira? Talvez, mas só um pouquinho. Pois, assim, nunca confiará prontamente no que está a ler aqui, e sempre lhe será necessário refletir mais sobre isto tudo. E isso é muito útil!
Para tudo, ou quase tudo, há um propósito. E cabe a você descobri-lo.

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[parte 7, da aporofobia] "Mas, como alguém, que nasce dentro de uma estrutura ra***ta, homofóbica ou misógina, com traço...
17/03/2023

[parte 7, da aporofobia] "Mas, como alguém, que nasce dentro de uma estrutura ra***ta, homofóbica ou misógina, com traços nazi-fascista, poderia se tonar alguém sem preconceitos, ou mesmo totalmente liberal nos costumes?

Eis o triste ponto: nunca se tornará alguém livre de preconceitos, verdadeiramente.

O que ocorre é que sempre terá em si a ideologia castradora que recebeu na infância.

Lá estará, bem latentes nas suas profundezas morais que, por vezes, buscarão se manifestar.

E isto ocorrerá nos momentos de distração, em que os juízos estiverem inoperantes, ao tomar uns drinks ou contar ou rir das piadas politicamente incorretas, ou “sujas”, o que chamam de humor ácido ou equivalente, quando estiver com pessoas que se identifique como da mesma “tribo”, nos grupos digitais das redes sociais, etc.

Todos nós, se nascidos dentro de uma ideologia mais radical, ainda que tenhamos superado este aspeto, ainda a temos em nós.

O mérito é mesmo este, ultrapassar o que é inconveniente, em esforço contínuo, enquanto viver.

Pois tais forças inconvenientes ressurgirão fortemente em momentos de raiva, de fúria, em que alguém da "minoria" menosprezada esteja presente, em algum episódio considerado como desagradável para o agressor, que passa a agredir verbalmente este alguém, uma ou mais pessoas deste grupo odiado e minoritário.

Isso sempre acontecerá com muitas pessoas mais simpatizantes ou devotas, mas que, em contrapartida, nas suas “condições normais de temperatura e pressão”, será uma pessoa que optou por formar uma instância mais dissimulada.

Ou mais racional, ou mais condizente com o que deseja ser, como quer se expressar, pois, o que motiva sempre a uma mudança comportamental, para melhor ou pior, é devido a algumas possibilidades que está a vislumbrar para si, ou a deixar de ter.

Ameaças e possibilidades, sempre elas.

E isso é, certamente, uma hipocrisia.

Pois, muda-se pelas possibilidades vislumbradas, não pelas motivações ditas morais ou éticas: muda-se prioritariamente por si, por egoísmo, e não pelos prejudicados.

Por isso, a superficialidade da "mudança", pois nunca saiu de seu próprio espaço público, de sua zona de conforto, apenas aprendeu a representar a ser politicamente correta.

E isto é uma parte considerável do que ocorre nesta utopia do politicamente correto, que logo abordaremos.

Mas há também aqueles que não disfarçam o menosprezo que sentem, que acham que possuem privilégios que acreditam darem-lhe o “direito” de fazerem o que desejarem, tamanha é a adesão fundamentalista destes com as ideologias a que estão ligados, as quais não conseguiram e nem sequer desejam mesmo superar.

Não há, em si, pessoas que possam ser consideradas isentas de serem contaminadas, em suas variações de humor, pela sua ideologia primária.

As pessoas progridem, viajam, aprendem idiomas, conhecem pessoas, até fazem yoga, crossfit, voluntariado, meditam, passam por experiências fantásticas e isso abre, para elas, um novo mundo e passam, pelas possibilidades, a gostarem deste novo mundo, desta nova forma de existir.

E daí vem a aderência a esta versão nova de si, "melhorada", mas sempre por si, e muito pouco pelos outros, das minorias.

Sempre é por interesse em algo, sempre para pertencer a uma nova "tribo"..."

Leandro Ortolan
em 17/mar/2023

[Notas]

Estas são considerações de um filósofo selvagem, dentro de uma certa perspetiva, sem nenhuma pretensão de alcançar uma verdade universal.
Portanto, pode ser que sim, pode ser que não. Ou ambos, conforme as perspetivas.
Pode haver um pouco de verdade, e talvez um pouco de mentira. Ou nada.
Se há mentira? Talvez, mas só um pouquinho. Pois, assim, nunca confiará prontamente no que está a ler aqui, e sempre lhe será necessário refletir mais sobre isto tudo. E isso é muito útil!
Para tudo, ou quase tudo, há um propósito. E cabe a você descobri-lo.

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[sobre a aporofobia, parte 6] "Pessoas destes rebanhos extremistas, a cultuarem políticos, não apoiam as ameaças do deci...
16/03/2023

[sobre a aporofobia, parte 6] "Pessoas destes rebanhos extremistas, a cultuarem políticos, não apoiam as ameaças do decisor incapaz, que é algo imanente e claro para todos, pelos fatos que são ou validados como verdade, mas tornam tais atos ignorados, ou ainda, tido como falsos.

Elas apoiam principalmente as possibilidades que ainda conseguem ver em seu mito que, acreditam, pode estar a ser incapaz de agir bem não em função de suas limitações, mas sim pela ação contrária que está a sofrer, dos "maus" que o fazem perder forças, para que não vença sua luta messiânica.

E deduzem equivocadamente que «o inimigo do meu amigo é meu inimigo», e abre-se uma polarização bélica entre lados que deveriam estar juntos.

É infantil, mas é o que é.

O medo, o desprovimento e a ignorância levam pessoas a estes níveis de irracionalidade.

Não por serem más, nem incultas ou incapazes, mas sim por serem as mais ideologizadas moralmente, por temerem mais do que os outros.

Há muita dor, em todas estas pessoas.

E uma dor que nem sempre poderá ser real, mas sim ameaças poderosas que julgam terem próximas delas, no dia a dia.

Precisam de novos conteúdos, novas possibilidades para além das quais estão a perceber.

Precisam voltar à realidade.

Precisam de um antídoto, de um detox, contra o marketing ideológico a que se submeteram servilmente.

Portanto, a parte disto, pode ser que no grupo dos homossexuais, exista o estereótipo do irreverente, do alegre, do festivo que as pessoas passam a cultuar e a esperar que todos sejam assim, por exemplo.

Há a projeção de mitos, sempre, principalmente nos que estão mais “distantes”.

Certa vez, ouviu-se de uma profissional de recursos humanos, ainda nos anos noventa, antes da era do politicamente correto, que contratava g**s pois estes “queriam provar” ser mais competentes do que as mulheres.

Hoje, seria execrada pelo politicamente correto, e cancelada.

Mas, afinal, certamente nada queriam provar, mas eram posicionados desta forma dentro da empresa, em que recebiam sempre os sinais da diferença, e eram provocados para tentar superá-las.

Precisavam se encaixar no papel que lhe era destinado, obrigados a isso.

Estavam, assim, os homossexuais a reagirem em busca de uma aprovação que todos querem para si.

E usaram isso contra eles, dentro de uma grande empresa.

Há que se perceber a homofobia acusada aqui, obviamente, mas também, dentro desta mesma perspetiva, o mito “positivo” que foi constituído sobre os g**s, ao atribuírem a eles serem mais competentes, trabalhadores e dedicados, por serem tão “perfeccionistas”, como ela mesma disse.

Sempre há, então, estereótipos e mitos, em questão, e são distintos entre si, mas necessários para se perceber que há uma posição idealizada pela maioria e possível de ser ocupada pela minoria, subserviente.

E o fazem, pois creem que ali terão o que procuram.

É quando o dominado passa a se submeter ao dominador, a aceitar a posição que lhe é imposta, lamentavelmente.

Se são mais ou menos “competentes” do que as mulheres, isso é uma grande bobagem, uma pergunta canalha, mas o que é mais óbvio é que são assim por serem e estarem em minoria, e precisarem sempre provar que são merecedores, lamentavelmente, pois sempre são colocados à prova, sempre estão exaustos por tentarem serem mais, sempre mais, sem limites.

Outra questão é: por que são comparados às mulheres?

Pois, na ideologia machista, isto sequer é questionado.

E assim percebemos os jogos das ideologias, os entrecruzamentos das majoritárias com as minoritárias, e tudo se percebe bem, pois nunca é apenas uma, mas sim um complexo de ideologias.

Precisam não só do emprego, mas do acolhimento, e o fazem para serem integrados, e neste esforço contínuo que realizam, obrigados, dão vida real ao mito do gay “superior”, quando há uma exaltação coletiva dos recursos humanos da empresa pelo facto de estarem certos, pois o mito passa a ser o mediador de todas as possibilidades de produtividade que possuem, das metas que estão a bater, “positivamente”.

Daí o gay virará, ao menos na mente infantis dos tolos, o mito: que o obrigará a ser sempre o mais alegre, o mais competente, o bom amigo dos filmes e novelas, o mais sincero, etc.

Virou um “produto”.

E precisarão se adequar a este papel imposto, pois se não se adequarem, serão apenas uma simples ameaça, um “diferente” dos demais.

Há muita crueldade nisto tudo, e só a percebe realmente quem a sente na pele.

A única e verdadeira liberdade se dará com o fim dos mitos, ao menos lutemos contra os estereótipos..." (e amanhã terá mais!)

Leandro Ortolan
em 16/mar/2023

[Notas]

Estas são considerações de um filósofo selvagem, dentro de uma certa perspetiva, sem nenhuma pretensão de alcançar uma verdade universal.
Portanto, pode ser que sim, pode ser que não. Ou ambos, conforme as perspetivas.
Pode haver um pouco de verdade, e talvez um pouco de mentira. Ou nada.
Se há mentira? Talvez, mas só um pouquinho. Pois, assim, nunca confiará prontamente no que está a ler aqui, e sempre lhe será necessário refletir mais sobre isto tudo. E isso é muito útil!
Para tudo, ou quase tudo, há um propósito. E cabe a você descobri-lo.

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[sobre a aporofobia, parte 5] "Por exemplo, podemos citar o nazismo, uma ideologia, ou melhor, um marketing ideológico s...
16/03/2023

[sobre a aporofobia, parte 5] "Por exemplo, podemos citar o nazismo, uma ideologia, ou melhor, um marketing ideológico supremacista e radical.

A simbologia nazista, por exemplo, é muito mais temida do que confrontada – os “bons” são os que mais a promovem, e gratuitamente, ao cancelarem os nazistas em nome da utopia do politicamente correto – e assim está a ressurgir o nazismo.

Há uma imensa aversão aos nazistas, justa e necessária, mas poucos são os que os confrontam realmente, apenas o ignoram, mas a divulgarem-nos sempre – cancelam e divulgam o que cancelaram, pois querem ser politicamente corretos e reconhecidos assim.

São os predadores com medo das presas, da maioria com medo da minoria – e não é isso mesmo o que estamos a abordar: o medo das ameaças?

Neste caso, a constatar mesmo que são sempre os ameaçados que sempre dão vida às suas próprias ameaças.

Ao segregarem, dão forças, e perdem as suas.

A própria figura de Adolph Hi**er, a personif**ação do nazismo, que foi incontestavelmente o maior de todos os cancelamentos já feito pela humanidade, foi transformado em mito pelos que o cancelaram.

Ainda hoje, muitos simpatizantes do nazismo, devotos e fundamentalistas, mesmo com toda a força das médias a ser projetada contra ele, com todas as evidências das atrocidades cometidas, ainda possui seguidores secretos.

E que não são poucos, e alguns até organizados em grupos nem tão clandestinos assim, que o cultuam como mito – não necessariamente pelo que ele fez, mas sim pelo que demonstrou poder fazer.

Querem as possibilidades e alguém forte a seguir, que os levem até elas, passa a ser muito conveniente.

Sim, cultuam-no pelo poder que lhe é atribuído por eles mesmos – é uma representação ideológica de suas próprias aspirações latentes.

E Hi**er, como todos os messias, passou a ser imortalizado, ainda que pelas causas indesejáveis.

Mesmo nas piores ideologias, como o nazismo, vistas como as mais ameaçadoras, ainda assim, lá existem os mitos que estão formados nas mentes dos mesmo que estão a combatê-las.

Pode parecer doentio, mas é profundamente humano, pelas formas como isto se dá, pois, as ameaças também passam a serem personalizadas – a própria sexualidade conflituosa e dúbia passa a ter o mito do gay efeminado ou da lé***ca masculinizada.

O misógino passa a ter o mito da mulher empoderada que precisa ser combatida, o ra***ta passa a ter o mito do Preto feliz e bem mais sucedido do que próprio e assim se segue, sempre com os mitos formados.

Mais uma vez, o que se está em causa, aqui, são os conteúdos.

Mas, é assim que se dá, sempre.

Se for um mito fraco ou genérico, como os que citei acima, será tido ou confundido como ou com um estereótipo, mas não se confundam, são mesmo mitos, sempre, e tenderão a se fortalecerem quando as diferenças diminuírem.

Quanto mais próximo estas minorias estiverem da maioria, signif**ará que restarão apenas os devotos e os fundamentalistas e, por isso, as reações serão mais contundentes, pois estes se sentirão como responsáveis para fazer valer o que é o “certo”, e tomarão medidas extremas, acuados que se sentirão.

Não é uma luta fácil, ou previsível, ou talvez nem provável de ser vencida.

Mas, ainda assim, necessária.

Os mitos, depois de constituídos a partir de certas personalidades, deixam de ser a pessoa e passam a tomar vida própria, que apenas ocorre na mente das pessoas que compartilham da ideologia em que o mito se instanciará como conteúdo... "

Leandro Ortolan
em 16/mar/2023

[Notas]

Estas são considerações de um filósofo selvagem, dentro de uma certa perspetiva, sem nenhuma pretensão de alcançar uma verdade universal.
Portanto, pode ser que sim, pode ser que não. Ou ambos, conforme as perspetivas.
Pode haver um pouco de verdade, e talvez um pouco de mentira. Ou nada.
Se há mentira? Talvez, mas só um pouquinho. Pois, assim, nunca confiará prontamente no que está a ler aqui, e sempre lhe será necessário refletir mais sobre isto tudo. E isso é muito útil!
Para tudo, ou quase tudo, há um propósito. E cabe a você descobri-lo.

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