17/03/2026
Hoje falamos sobre um assunto que tem deste lado causado alguma controvérsia e que carece de alguma atenção: sentar "em W"!
Esta posição, bastante abordada em neurodesenvolvimento, é na realidade uma posição transitória habitual no desenvolvimento infantil e que normalmente não carece de cuidados na medida em que a dada altura deixa de ser observada pelos ganhos ao nível do controlo postural da criança e o fortalecimento do Core que permite então a adoção de centenas de outras posições, principalmente quando sentadas na execução das tarefas mais estruturadas.
É, por outro lado, uma posição bastante falada na medida em que remonta imediatamente para uma posição compensatória que favorece desalinhamentos, imprime carga articular e reduz os arcos de movimento e rotações do tronco e poderá igualmente ser um indicador de uma baixa ativação muscular, bem como um pobre controlo do tronco para a manutenção da posição de sentado(a).
É então imprescindível como em muitos outros assuntos atender à individualidade da criança e refletir acerca do momento em que esta posição deixa de ser transitória e passa a ter impacto funcional limitativo!
Desta forma, mais do que reprimir a posição, é importante perceber se imprime impacto na criança, se a criança tem competência para adotar outro tipo de posicionamento e se esta posição passou ou não a ser rotineira, em detrimento de outro tipo de aquisições, sendo determinante esta análise para depreender o que fazer no futuro.
Acima de tudo, a criança dirá então qual o melhor caminho a seguir!