17/04/2025
Este post nem era para existir, mas cá está. Nem sei se vais ler…mas vou escrever na mesma.
Em 2012 fiz as pazes com a minha identidade africana (afro) e foi libertador. Tanto que adoro expressa-la também através dos acessórios que uso.
Honrar as minhas origens dá-me força, confiança, mas também traz uma liberdade sem igual.
Permite-me ser real em todos os contextos.
E poder ser real…é incrível!
Mas claro que também traz desafios, nem toda a gente gosta ou concorda etc…etc. Mas aquilo que eu acredito ser hoje está alinhado com o que realmente sou e isso é imbatível.
Mas, claro, isso também traz desafios. Nem toda a gente gosta, nem toda a gente entende.
Mesmo assim, hoje, o que acredito SER está alinhado com quem SOU… e isso é imbatível.
Ser real afasta algumas pessoas e aproxima outras. Mas aproxima as certas. E isso é o que mais importa.
Mas este post não é (só) sobre mim…
Quando uma pessoa recebe o diagnóstico de PHDA ou Autismo, a sua identidade é abalada.
Afinal, ela foi construída num terreno que muitas vezes não fazia sentido para o seu funcionamento.
Receber o diagnóstico pode destacar uma nova identidade, desconhecida, ou até rejeitada.
Mas olhar para esse “novo EU” neurodivergente é essencial.
Sim, é desafiante. Sim, pode parecer assustador.
Mas aceitar e viver uma identidade coerente com quem realmente és… é profundamente libertador.
Honrar esse EU, tantas vezes oprimido, mascarado, silenciado, é o que te aproxima das pessoas que te veem com verdade.
Sem filtros. Sem máscaras.
Com o respeito que mereces!
Que possas abraçar esse novo EU com carinho, gentileza, presença e curiosidade. 💝