O Diário da Alex in Rose

O Diário da Alex in Rose Resiliência. Vida real. Emoções sem filtros. O cancro ensinou-me a não calar o essencial. Aqui, ninguém caminha sozinho 🤍

01/05/2026

Atualização 🌿

Hoje foi um dia diferente… mas a dor continua a ser uma presença constante.

Não está fácil baixar a medicação. Entre anti-inflamatórios, antibióticos e tudo o que possa aliviar… sinto que ando numa luta silenciosa, daquelas que ninguém vê, mas que se sente a cada minuto.

Descobri também algo que me tocou: tenho seguidoras “em silêncio” aqui dentro do hospital.

Entre profissionais e familiares de outros doentes, já vieram falar comigo… e confesso, não fazia mesmo ideia 💡.

É estranho… mas ao mesmo tempo é bonito perceber que, mesmo aqui dentro, não estou sozinha.

De manhã tive o meu marido comigo… mas o corpo pediu descanso e o sono venceu-me.

Custou-me não conseguir aproveitar como queria… porque a presença dele é sempre o meu porto seguro.

À tarde, chegou a minha filha mais velha.

E há coisas que não se explicam… sentem-se.

O amor dela envolve-me de uma forma que me dá força, mesmo nos dias em que tudo parece pesado demais.

Hoje também conquistei algo importante.

Depois de ontem aprender com a enfermeira, consegui alimentar-me pela sonda nasogástrica praticamente sozinha.

Pode parecer um gesto simples… mas para mim foi uma vitória enorme.

Ao pequeno-almoço ainda tive ajuda, mas depois fui eu, ao meu ritmo, com paciência… com várias “seringadelas”, porque a minha mão não acompanha o tamanho das seringas… mas consegui.

E, nestes dias, são estas pequenas vitórias que nos mantêm de pé.

A enfermaria voltou a mudar.

Saíram duas pessoas, entraram outras duas.

E é curioso como cada nova presença traz uma energia diferente… como se cada história que entra mudasse um bocadinho o ambiente que vivemos aqui dentro.

Amanhã não sei quem vem… mas sei que o meu marido não falha.

A minha filha f**a com o pai e volta no domingo… no Dia da Mãe 🩷🩷.

E só isso já me aquece o coração.

Agora estou em modo silêncio… a tentar acalmar o corpo, a pedir às dores que me deixem descansar um pouco… e a preparar-me para mais uma noite.

A vocês… não tenho palavras suficientes.

Cada mensagem que leio é como uma mão estendida… como um abraço que atravessa paredes.

É daqui que vem a minha força. Todos os dias.

Obrigada, do fundo do coração 🙏🩷

Um grande beijinho… e até amanhã 🩷😗

O Diário da Alex in Rose 🌹



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01/05/2026
01/05/2026

Bom dia, minha gente maravilhosa 🌹,

Deixo-vos uma atualização com o coração mais sereno hoje.

O dia de ontem foi duro. As dores estiveram muito presentes e houve momentos em que a medicação não parecia chegar. Confesso que me senti mais fragilizada e até um pouco descontrolada… e quando assim é, tudo o que possa trazer mais desconforto ganha um peso maior.

Falaram-me também da possibilidade de fazer um teste à penicilina, algo que hoje em dia se recomenda a quem foi considerado alérgico em criança. Só a ideia, neste contexto em que já estou tão sensível, trouxe-me algum stress — e sabemos bem que o stress só vem piorar aquilo que já custa tanto. Acabei por precisar de medicação de SOS para conseguir acalmar as dores.

Mas… passou. E isso também é vitória.

Hoje trago-vos boas notícias 🤍

Os médicos já me observaram — boca e pescoço — e, felizmente, está tudo a evoluir bem. A cicatrização segue o caminho certo, e isso dá-me um alento enorme, mesmo sabendo que ainda tenho algum tempo de internamento pela frente.

E há mais um pequeno-grande passo: ontem aprendi a alimentar-me pela sonda nasogástrica sozinha… e hoje consegui fazer tudo direitinho, sem falhar nenhum passo. Para quem valoriza tanto a sua autonomia como eu, isto sabe mesmo a conquista 💪✨

Continuo sem febre, e os momentos mais difíceis continuam a ser apenas quando a dor foge ao controlo — mas, aos poucos, vou encontrando o meu equilíbrio dentro deste processo.

A vocês… continuo sem palavras. O carinho, as mensagens, a presença constante desse lado têm sido um colo invisível, mas muito real.

Bem-hajam por estarem comigo, sempre 🩷🙏

O Diário da Alex in Rose 🌹







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30/04/2026

Olá minha gente querida 🌹

Hoje venho esclarecer uma situação que muitas me têm perguntado — e que, para mim, tem sido mais uma batalha dentro desta caminhada.

Eu continuo com o cateter da quimioterapia.

E não é por acaso. Com as minhas veias “finas e bailarinas” (que a quimioterapia ainda tornou mais difíceis), este cateter foi precisamente colocado para evitar sofrimento desnecessário. Aliás, sempre fiz a manutenção mensal e todas as análises são feitas por lá — sem dor, sem stress.

Acontece que, aqui no Hospital de São João, ninguém mexe no cateter sem uma autorização superior. Resultado? Passei uma semana inteira a ser picada diariamente, com cateteres que não duravam mais de 24 horas. As minhas mãos, pulsos e braços f**aram num estado que nem consigo descrever… negros, doridos, massacrados.

E o mais difícil? Saber que havia uma alternativa… e não poder usá-la.

Foi preciso insistir, pedir, quase suplicar, até que hoje finalmente veio uma enfermeira do hospital de dia tratar de mim como devia ter sido desde o início. Às vezes não é falta de competência… é mesmo a burocracia que se perde em gavetas e se esquece que do outro lado está uma pessoa já fragilizada, já cansada, já em sofrimento há demasiado tempo.

Continuo internada, pelo menos mais uma semana. Mas houve também pequenas vitórias no meio disto tudo: ensinaram-me a alimentar-me sozinha pela sonda. E isso, para mim, é liberdade. É voltar a sentir que tenho algum controlo, alguma autonomia — e quem me conhece sabe o quanto isso é importante para mim.

Hoje também fui vista por uma médica alergologista. Existe a dúvida se sou mesmo alérgica à penicilina — algo que sempre ouvi desde pequena, mas que agora querem confirmar. Porque, em momentos mais críticos, essa informação pode fazer toda a diferença no tipo de tratamento que posso ou não fazer. Em princípio, a partir de segunda-feira farei te**es para esclarecer de vez essa questão.

Vou caminhando… um dia de cada vez. Entre batalhas grandes e pequenas, entre cansaços e pequenas conquistas. E sempre com a certeza de que, mesmo nos dias mais difíceis, há sempre algo que nos puxa para a frente.

Obrigada por estarem desse lado… sempre. 💛

Beijinho grande 🤍

O Diário da Alex in Rose🌹



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Olá minha gente querida 🌹 Hoje venho esclarecer uma situação que muitas me têm perguntado — e que, para mim, tem sido ma...
30/04/2026

Olá minha gente querida 🌹

Hoje venho esclarecer uma situação que muitas me têm perguntado — e que, para mim, tem sido mais uma batalha dentro desta caminhada.

Eu continuo com o cateter da quimioterapia.

E não é por acaso. Com as minhas veias “finas e bailarinas” (que a quimioterapia ainda tornou mais difíceis), este cateter foi precisamente colocado para evitar sofrimento desnecessário. Aliás, sempre fiz a manutenção mensal e todas as análises são feitas por lá — sem dor, sem stress.

Acontece que, aqui no Hospital de São João, ninguém mexe no cateter sem uma autorização superior. Resultado? Passei uma semana inteira a ser picada diariamente, com cateteres que não duravam mais de 24 horas. As minhas mãos, pulsos e braços f**aram num estado que nem consigo descrever… negros, doridos, massacrados.

E o mais difícil? Saber que havia uma alternativa… e não poder usá-la.

Foi preciso insistir, pedir, quase suplicar, até que hoje finalmente veio uma enfermeira do hospital de dia tratar de mim como devia ter sido desde o início. Às vezes não é falta de competência… é mesmo a burocracia que se perde em gavetas e se esquece que do outro lado está uma pessoa já fragilizada, já cansada, já em sofrimento há demasiado tempo.

Continuo internada, pelo menos mais uma semana. Mas houve também pequenas vitórias no meio disto tudo: ensinaram-me a alimentar-me sozinha pela sonda. E isso, para mim, é liberdade. É voltar a sentir que tenho algum controlo, alguma autonomia — e quem me conhece sabe o quanto isso é importante para mim.

Hoje também fui vista por uma médica alergologista. Existe a dúvida se sou mesmo alérgica à penicilina — algo que sempre ouvi desde pequena, mas que agora querem confirmar. Porque, em momentos mais críticos, essa informação pode fazer toda a diferença no tipo de tratamento que posso ou não fazer. Em princípio, a partir de segunda-feira farei te**es para esclarecer de vez essa questão.

Vou caminhando… um dia de cada vez. Entre batalhas grandes e pequenas, entre cansaços e pequenas conquistas. E sempre com a certeza de que, mesmo nos dias mais difíceis, há sempre algo que nos puxa para a frente.

Obrigada por estarem desse lado… sempre. 💛

Beijinho grande 🤍

O Diário da Alex in Rose 🌹



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30/04/2026

120 de 365 🐨

30/04/2026

Bom dia, minha querida gente 🌹,

Hoje não venho com filtros nem com floreados. Venho como estou.

Ontem tive um dos momentos mais bonitos destes dias todos… aquele abraço do meu marido, o sorriso da minha filha mais velha depois da cirurgia… foi colo, foi força, foi tudo o que eu precisava para continuar.

Mas depois… volta a realidade.

A saga dos cateteres.

As minhas veias, que já eram finas e “bailarinas”, depois da quimioterapia parecem fugir de mim. Todos os dias é uma luta. Cateteres que não duram 24 horas, picadas sucessivas, dor em cima de dor. As mãos e os pulsos estão irreconhecíveis… verdes, azuis… e já vão subindo pelo braço acima à procura de uma veia que colabore.

E eu pergunto — porque isto também precisa de ser dito: como é que num hospital público de referência como o Hospital de São João, com uma ala oncológica especializada, ainda tenho de passar por isto todos os dias?

Eu aguento muita coisa. Tenho aguentado muita coisa. Mas isto… isto está a dar cabo de mim.

Hoje não estou animada. E também está tudo bem em não estar. Mais de uma semana neste stress constante, nesta antecipação da dor… desgasta. Muito.

Se alguém desse lado já passou por algo semelhante, ou que me podem explicar porque tenho de passar por este inferno, por favor expliquem-me. Preciso mesmo de vos ler hoje.

Um abraço apertadinho para tod@s 🫂🫂🫂

O Diário da Alex in Rose 🌹







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29/04/2026

Boa noite, minha gente maravilhosa 🌙

Hoje trago-vos uma atualização com o coração mais leve. A cirurgia, ao que tudo indica, correu bem… e desta vez até o tempo no recobro foi mais curto do que na semana passada — já é uma pequena vitória, daquelas que nos devolvem um bocadinho de esperança.

Ainda não tenho grandes novidades porque o médico ainda não passou por aqui, mas houve um momento que valeu tudo.

Cheguei ao quarto exatamente ao mesmo tempo que o meu marido… e a minha filha mais velha, que veio de Londres para me ver, para celebrar o aniversário dela e o Dia da Mãe comigo.

Não vos consigo explicar a emoção. Foi daquelas que nos enche por dentro e nos lembra porque é que vale a pena continuar a lutar. Foi mesmo a cereja no topo do bolo que eu precisava para ganhar forças 💛

Hoje sinto-me grata. Muito grata.

Grata pela minha família, pelo cuidado que tenho recebido aqui, e por vocês… que, desse lado, não me largam um segundo. Cada mensagem, cada palavra, cada mimo — chega cá e faz diferença.

E sim… ainda há quem diga mal do nosso SNS. Eu só vos digo: vamos cuidar dele. Porque, com todas as falhas, também é aqui que encontramos pessoas que fazem muito mais do que o possível.

Agora vou descansar um bocadinho… e assim que tiver novidades, venho contar-vos tudo.

Um beijinho cheio de carinho 🤍

O Diário da Alex in Rose 🌹







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