Vila Materna

Vila Materna Mais que um portal de conteúdos sobre gestação, parto e maternidade. Somos uma comunidade. Porque é preciso uma vila para criar uma criança.

Mais que um portal de conteúdos sobre maternidade, gestação, parto e doulagem.

Ser mãe é um *direito* de qualquer mulher? Será que todas as famílias possuem as *mesmas condições* para criarem seus fi...
25/05/2023

Ser mãe é um *direito* de qualquer mulher? Será que todas as famílias possuem as *mesmas condições* para criarem seus filhos? E qual o papel do Estado e das políticas públicas no *exercício da maternidade e da paternidade*?

Na *segunda-feira* (dia 29), *das 12h às 13h*, participo da live "*Política e Criação de Filhos: os pais e o Estado*", junto da , nessa iniciativa organizada pelo IFSC de Jaraguá do Sul.

Podem assitir no Youtube (youtu.be/bV5gHxYiR04), no Facebook (fb.me/e/4uNFVVApg) ou no Instagram (instagram.com/ifsc) e podem também enviar *comentários e perguntas ao vivo*!

Saiba mais sobre o projeto "Debatendo Sobre Política" em ifsc.edu.br/debatendo.

Se dizem que dura 9 meses, por que a gestação é medida em semanas?
19/12/2022

Se dizem que dura 9 meses, por que a gestação é medida em semanas?

Por que a gestação é medida em semanas e não meses? Saiba como calcular a idade gestacional e a resposta para todas as suas perguntas sobre as semanas da gravidez!

Uma mulher jovem, mãe solo, tem um infarto em casa enquanto cuida de seu filho. A criança, demasiado nova e incapaz de c...
23/05/2022

Uma mulher jovem, mãe solo, tem um infarto em casa enquanto cuida de seu filho. A criança, demasiado nova e incapaz de comunicar, não consegue pedir ajuda e se vê trancada em casa sozinha durante 12 dias, convivendo com a mãe morta e assistindo seu corpo decompor.

A escola não ligou.
Os vizinhos não notaram.
A família só apareceu depois de 12 dias.

Quem é responsável pela morte de Ana Paula?

Texto completo:

Não podemos prevenir as mortes de mães atípicas se não pudermos apontar responsáveis.

"Não pega no colo, vai f**ar mimado" (para um recém-nascido) "Isso é birra, tem que aprender a ouvir não" (para uma cria...
12/04/2022

"Não pega no colo, vai f**ar mimado" (para um recém-nascido)

"Isso é birra, tem que aprender a ouvir não" (para uma criança que ainda nem sequer desenvolveu a percepção de que é uma pessoa diferente da própria mãe)

"Deixa chorar, tem que aprender a se acalmar sozinho" (para um bebê de poucos meses de vida, que não sabe falar, comer sozinho, ir ao banheiro sozinho)

"Não pode deixar ir pra sua cama, depois eles pensam que mandam em tudo e podem fazer o que quiser" (para uma criança que ainda nem desenvolveu o cérebro por completo)

Os pais agem como se estivessem sob constante ameaça de serem "destronados" por seus filhos, crianças que ainda nem se desenvolveram por completo, que ainda estão aprendendo sobre o mundo, e que não têm, sequer, capacidade de sobreviver sem ajuda.

E quanto desse medo, desse agir como se fossem cativos da tirania dos filhos, na verdade é a mera consciência e legitimação de seu próprio autoritarismo?

Essa situação me faz pensar num paralelo, que é a situação de violência doméstica. Muitos agressores manipulam suas vítimas para que elas se sintam e se vejam como culpadas.

"Eu bati porque você me tira do sério". "Eu minto porque você não me dá espaço". "Eu traio porque você não se esforça".

Eles são os agressores, mas a culpa sempre é da vítima.

E muitos pais e mães repetem isso com seus filhos.

"Eu gritei porque você me deixou nervosa". "Bati porque você se comportou mal". "A culpa é sua por f**ar fazendo birra".

Se é o único exemplo que conhecemos, como poderíamos fazer diferente?

"Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor", disse Paulo Freire.

Como um animal ameaçado age de forma desesperada e, por vezes, agressiva para se defender, assim parecem os pais das crianças. O medo de olharem no espelho e encararem de frente seu autoritarismo, terem de ver nua a sua própria tirania, que sabem ser desproporcional para com um ser humano em formação — que não sabe, que não entende, e que eles também já foram um dia — faz com que despejem a raiva nas crianças, que não podem se defender contra os "adultos onipotentes".

Também os pais se voltam contra aqueles que são mais fáceis de alcançar, de atingir — mesmo que não sejam, realmente, a fonte da sua própria opressão (esta seria, na verdade, a sociedade e o Estado). Mas as crianças estão ao alcance. O outro alvo não.

Nós podemos mudar isso.

Nós podemos substituir agressão por diálogo. Violência por exemplo e atenção.

Só precisamos começar.

No Brasil, menos da metade dos bebês de até 6 meses são amamentados exclusivamente por leite materno. 52% dos bebês de a...
10/04/2022

No Brasil, menos da metade dos bebês de até 6 meses são amamentados exclusivamente por leite materno. 52% dos bebês de até 1 ano ainda são amamentados e apenas 35% são amamentados até os 2 anos de idade. Isso porque os índices aumentaram consideravelmente nos últimos anos! Os dados são da instituição Fiocruz e do Governo Federal.

Veja dicas de amamentação dadas por Anne O'Connor, Consultora em Aleitamento Materna certif**ada pelo Conselho Internacional de Lactação!

Por que precisamos de conscientização sobre o autismo? 👀👉 Porque a falta de compreensão e conhecimento sobre o   ainda é...
02/04/2022

Por que precisamos de conscientização sobre o autismo? 👀

👉 Porque a falta de compreensão e conhecimento sobre o ainda é a maior barreira para o diagnóstico e a busca por apoio adequado, que faz tanta diferença na vida das crianças autistas.

👉 Porque ainda hoje há muitos picaretas vendendo CURA para o autismo, incluindo medicamentos tóxicos que podem provocar até mesmo a morte das crianças;

👉 Porque é a falta de compreensão geral na sociedade, a falta de adaptação e inclusão e a falta de apoios reais que colabora para que a expectativa MÉDIA de vida seja de 35 ANOS para autistas;

👉 Porque o governo continua a cortar apoios sociais e a sucatear as estruturas, o que torna muitas vezes impossível para a maioria das mães ter acesso às terapias e atendimentos necessários para o pleno desenvolvimento de seus filhos;

👉 Porque vários planos de saúde continuam enquadrando as terapias para autistas como FACULTATIVAS, quando elas são ESSENCIAIS para a integração e desenvolvimento saudável da criança;

👉 Porque crianças autistas continuam a ser recusadas, segregadas, agredidas, violentadas e negligenciadas nas escolas públicas e privadas;

👉 Porque continuam tentando DOMESTICAR crianças autistas através de teorias e práticas behavioristas para torná-las "aceitáveis" para neurotipicos, quando elas estão constantemente tentando se adaptar e os demais parecem NUNCA se importar de tentar fazer o mesmo (nem mesmo um pouco!) por elas

Não existe uma "cara de autista".
Não existe "autista de alto rendimento", autistas não são máquinas!
Não existe "autismo leve".
Não, não são "anjos azuis".
Não, não é falta de apanhar.
Não, não é birra.

Autismo não tem cura.
Ignorância tem!

Vazou eu no Oscar da Vida 👋😤
29/03/2022

Vazou eu no Oscar da Vida 👋😤

Estive há pouco nas urgências de um hospital pediátrico público com meu filho. Nunca vi tanta mãe reunida.Crianças de to...
28/03/2022

Estive há pouco nas urgências de um hospital pediátrico público com meu filho. Nunca vi tanta mãe reunida.

Crianças de todas as idades. Berro, choro e ranger de dentes. Gritos estridentes de alegria e frustração. Crianças tossindo, espirrando, se jogando no chão.

Mães que estavam ali com crianças no colo, amamentando, há mais de 6h à espera de atendimento.

entravam correndo, chorando e tentando manter a calma com seus filhos e filhas, crianças ou adolescentes, deitados em maca, gritando de dor.

Algumas mães com bebês pequenos tinham olheiras tão fundas, daquelas que fazem a gente olhar 2x pra entender se é mesmo olheira ou um caso de violência doméstica que exige ajuda.

Lembrei dos primeiros 2 anos de vida do meu filho e empatizei imediatamente.

Mães em pé, sentadas no chão ou em cadeiras. Com filhos no colo e malas pesadas carregadas de tudo: brinquedo, lanche, água, fralda, roupa, toalha, documentos...

A última vez que vi tanta mãe junta foi na reunião de pais da escola. Lembrei de uma amiga professora dizendo "na escola, a gente até br**ca que é 'reunião de mães', porque os pais nunca vão".

E lembrei de mulheres, mães — amigas e familiares — reclamando porque estavam exaustas e os pais de seus filhos, que nunca cumpriam os dias de visita ou de f**ar com as crianças, estavam sempre em festas, no futebol ou no cinema no Instagram.

Quando falamos em cuidados, não devemos falar só do que acontece entre quatro paredes (que já é um trabalho enorme e exaustivo!). Limpar, lavar, dar banho, preparar roupa, cozinhar, br**car, acalentar, por pra dormir.

Vamos falar também das horas gastas levando e buscando da escola. Levando pra natação, pro judô, pro volei. Nas filas dos hospitais, da vacina. Nas reuniões de pais, na fila pra matrícula, da compra dos materiais.

Tudo isso que sai do nosso já curto tempo fora do trabalho.

Ócio é importante.

Ócio de não fazer nada no domingo. E tempo livre para pensar, escrever, aprender algo novo, fazer um esporte porque sim. Para namorar.

A liberdade e individualidade não são direitos exclusivos dos homens. E isso não é pedir demais.

Com a aprovação da nova lei, as Doulas deram um grande passo para quebrar a barreira da informalidade. A profissão passa...
26/03/2022

Com a aprovação da nova lei, as Doulas deram um grande passo para quebrar a barreira da informalidade. A profissão passa a ser regulamentada com pré-requisitos para ser exercida, a presença da doula nas maternidades f**a amparada legalmente em todo o território brasileiro e, sobretudo, a lei abre portas para que a classe de doulas se organize em torno dos seus direitos e dos direitos das mulheres de forma sem precedentes.



Veja o que mudou com o reconhecimento da profissão de Doula, aprovado pelo senado no dia 16 de Março. Clique para ler na íntegra!

No Brasil, estima-se que até 8% das crianças com menos de 2 anos tem algum tipo de alergia alimentar, sendo a alergia ao...
25/03/2022

No Brasil, estima-se que até 8% das crianças com menos de 2 anos tem algum tipo de alergia alimentar, sendo a alergia ao leite uma das mais comuns e que tem acontecido com mais frequência que antes, segundo estudos e especialistas.

Saiba o que é APLV, quais são os sintomas, como saber se o seu bebê é APLV, que cuidados ter e como fazer a introdução alimentar!

Vejo essa frase em perfis maternos feministas, em manifestações, mas... Será mesmo?Sem dúvidas que a educação em casa te...
12/03/2022

Vejo essa frase em perfis maternos feministas, em manifestações, mas... Será mesmo?

Sem dúvidas que a educação em casa tem um papel fundamental na formação psicológica, no estabelecer dos valores e na nossa compreensão do mundo de modo geral. A família — para o bem ou para mal — é a nossa primeira experiência e referência de como é a vida em sociedade e como são os papeis sociais.

Contudo, essa frase carrega um peso que até ouso dizer ser quase... antifeminista. Por mais contraditório que pareça.

Ignorando que lá fora existe toda uma estrutura que quase sempre está em contradição direta ao que tentamos ensinar — especialmente no que diz respeito a uma educação feminista, que questione a ideia de mulheres serem naturalmente subalternas e homens serem naturalmente superiores — essa frase joga, como todos, nos já carregados ombros das mães a responsabilidade de "prevenir" que seu filho seja um machista misógino.

É como responsabilizar mulheres pela opressão que sofrem. Afinal, se elas próprias não criassem machistas, talvez não sofressem opressão.

Eu quero tirar esse fardo dos ombros cansados das mães, sem, contudo, tirar a importância do nosso papel em promover a mudança. Porque o que nos oprime é muito maior do que a conduta individual de cada um de nossos filhos.

É um sistema político, econômico, é uma organização social. Uma cultura, um conjunto de regras, de leis e um legado histórico de políticas de guerras, de colonialismo, de exploração... Que resultaram nessa horrorosa configuração social que temos hoje em nossa desvantagem.

Sim, faça a sua parte.
Não, não reforce a narrativa da mãe guerreira responsável por abraçar e salvar o mundo sozinha.

Como dizia o grande Paulo Freire:

"Ninguém liberta ninguém.
Ninguém se liberta sozinho.
As pessoas se libertam em comunhão"

Segundo a OMS, globalmente, cerca de 10% das mulheres gestantes e 13% das recém-mães sofrem de algum distúrbio mental, s...
01/03/2022

Segundo a OMS, globalmente, cerca de 10% das mulheres gestantes e 13% das recém-mães sofrem de algum distúrbio mental, sendo depressão a mais prevalente. Esse índice aumenta em países onde a desigualdade de renda é maior. Por quê?

https://vilamaterna.com/maternidade/saude-mental-materna/

O número de mães que sofrem de doença mental dobrou na última década. O que devemos saber e o que podemos fazer sobre isso?

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