Susana Rodrigues - Psicóloga/Terapeuta

Susana Rodrigues - Psicóloga/Terapeuta Psicóloga Clínica com especialização em Neuropsicologia. Perita Forense. Psicoterapeuta.

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25/04/2026

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Hoje partilho convosco algo muito especial para mim 💛Este livro nasceu de uma experiência muito pessoal, inspirada na mi...
17/03/2026

Hoje partilho convosco algo muito especial para mim 💛

Este livro nasceu de uma experiência muito pessoal, inspirada na minha filhota, e fala sobre ansiedade nas crianças — um tema cada vez mais atual.

Já está disponível em pré-venda:
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Se fizer sentido para vocês, partilhem 🙏

Obrigada por estarem desse lado 🤍

̧ões

O crescimento de discursos e atitudes de ódio dirigidos às mulheres, nestas gerações mais jovens, pode ser pensado, numa...
15/03/2026

O crescimento de discursos e atitudes de ódio dirigidos às mulheres, nestas gerações mais jovens, pode ser pensado, numa perspetiva psicanalítica, como um sintoma de transformações profundas na forma como os vínculos afetivos se constroem na sociedade contemporânea.

Mais do que procurar culpados, importa olhar para as condições sociais e culturais que moldam hoje as primeiras experiências de relação.

A psicanálise recorda-nos que a vida psíquica se estrutura a partir das relações iniciais de cuidado e dependência. Nos primeiros tempos de vida, a criança precisa de um ambiente suficientemente estável, disponível e emocionalmente responsivo para desenvolver um sentimento básico de segurança - não se trata de uma perfeição impossível, mas da existência de uma presença que consiga acolher as necessidades e as frustrações próprias do desenvolvimento.

Contudo, a sociedade atual cria frequentemente condições pouco favoráveis à construção desses vínculos. Ritmos de vida acelerados, precariedade económica, exigências profissionais intensas, isolamento das famílias nucleares e a ausência de redes de apoio (já para não fala de adultos dissociados viciados em tecnologia para regulação emocional) dificultam a disponibilidade emocional necessária para sustentar relações profundas e consistentes com as crianças.

Quando o ambiente emocional se torna frágil ou instável, a criança pode crescer com dificuldades em integrar experiências de dependência, frustração e ambivalência. A vulnerabilidade, que é uma dimensão inevitável das relações humanas, acaba por poder ser vivida como algo ameaçador ou intolerável - em vez de ser reconhecida e pensada, tende a ser negada ou projetada para fora.

Neste contexto, a figura feminina — frequentemente associada, a nível simbólico, à maternidade, ao cuidado e à dependência — pode tornar-se um alvo privilegiado para a projeção dessas tensões internas. O ódio às mulheres pode então aparecer como uma tentativa de rejeitar ou atacar aquilo que lembra a dependência primordial e a necessidade de vínculo. Trata-se, muitas vezes, de uma defesa psíquica contra sentimentos precoces de desamparo, frustração ou fragilidade que não encontraram espaço para ser elaborados.

Paradoxalmente, quanto mais uma cultura valoriza a autossuficiência, o controlo e a invulnerabilidade, mais difícil se torna reconhecer a importância fundamental da dependência e do cuidado na constituição do sujeito. Quando estas dimensões são desvalorizadas ou invisibilizadas, aquilo que lhes está associado — o cuidado, a maternidade, o feminino — pode tornar-se objeto de desdém ou ataque.

Pensar o crescimento da misoginia a partir desta perspetiva não signif**a justif**ar o fenómeno, nem reduzir a sua complexidade a um único fator. Signif**a, antes, reconhecer que o ódio raramente surge no vazio: ele inscreve-se em histórias de relação, em contextos sociais e em modos de organização da vida coletiva. Compreender como a fragilização dos vínculos e a pobreza afetiva das sociedades atuais contribuem para estas dinâmicas pode abrir espaço para respostas mais profundas — não apenas no plano individual, mas também no modo como organizamos a vida em comum e cuidamos das gerações que crescem.

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Hoje vemos muitas mensagens nas redes sociais sobre amor-próprio: “ama-te”, “prioriza-te”, “valoriza-te” cuja intenção é...
13/03/2026

Hoje vemos muitas mensagens nas redes sociais sobre amor-próprio: “ama-te”, “prioriza-te”, “valoriza-te” cuja intenção é positiva. Mas, do ponto de vista psicológico — e especialmente psicanalítico — a relação que temos connosco próprios não é algo que simplesmente decidimos de um dia para o outro - por mais que gostassemos que fosse.

A forma como nos sentimos em relação a nós mesmos constrói-se muito cedo, nas primeiras relações que tivemos. É na infância que aprendemos, através do olhar e da presença dos outros, se somos vistos, acolhidos e valorizados. A experiência de nos sentirmos amados ou não deixa marcas profundas na maneira como nos percebemos e no valor que atribuímos a nós próprios.

Por isso, para muitas pessoas, “amar-se” não é apenas uma escolha consciente ou uma mudança de atitude. Quando a história emocional foi marcada por ausência, crítica ou falta de reconhecimento, pode formar-se uma voz interna muito exigente ou uma sensação persistente de não ser suficiente. Nestes casos, a relação consigo próprio precisa muitas vezes de ser reconstruída, e isso raramente acontece apenas através de frases motivacionais.

Na terapia, esse processo passa por compreender a própria história, reconhecer padrões emocionais e, gradualmente, construir uma forma mais compassiva de se relacionar consigo mesmo. Não se trata de aprender uma fórmula de amor-próprio, mas de criar, ao longo do tempo, uma experiência interna diferente.

Talvez por isso seja importante lembrar que a relação que temos connosco próprios não se resume a uma decisão individual. É um processo que se constrói, se transforma e, muitas vezes, se repara ao longo da vida.

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"Tu sabes o que aconteceu, Mackenzie. Não precisas de f**ar aí.”Num episódio de Bluey,  Mackenzie insiste em repetir uma...
12/03/2026

"Tu sabes o que aconteceu, Mackenzie. Não precisas de f**ar aí.”

Num episódio de Bluey, Mackenzie insiste em repetir uma brincadeira... Para ele parece apenas um jogo. Mas há algo naquela repetição que revela mais do que uma simples vontade de brincar.

No fundo Mackenzie está a tentar reencenar uma experiência emocional que não ficou totalmente compreendida ou integrada. Muitas vezes, quando algo nos marca profundamente — sobretudo na infância — não temos ainda os recursos internos para pensar e simbolizar o que sentimos. A experiência f**a registada mais como emoção do que como narrativa.

Por isso, mais tarde, o psiquismo tenta regressar a esse momento. Não necessariamente de forma consciente, mas através de padrões, relações ou pequenas repetições simbólicas. É o que na tradição psicanalítica se descreve como compulsão de repetição.

É aqui que entra a figura de Calypso, que observa a brincadeira e diz algo aparentemente simples:

“Tu sabes o que aconteceu, Mackenzie. Não precisas f**ar aí.”

Esta frase é uma metáfora muito inteligente para aquilo que acontece num processo terapêutico.

A terapia não é um lugar onde f**amos presos ao passado. É um espaço seguro onde podemos olhar para o que aconteceu, dar sentido à experiência e integrá-la na nossa história. Quando isso acontece, a memória deixa de precisar de ser repetida através de comportamentos ou padrões inconscientes. Passa a poder ser pensada, simbolizada e compreendida.

Aquilo que antes nos puxava de volta, de forma automática, perde força.

De certa forma, o trabalho terapêutico consiste precisamente nisto: ajudar a pessoa a reconhecer o que aconteceu, compreender o seu impacto e perceber que já não precisa de permanecer nesse lugar.

Quando conseguimos fazer essa integração, algo muda. A experiência continua a fazer parte da nossa história, mas deixa de ser um ponto onde f**amos presos.

E talvez seja isso que a frase de Calypso resume tão bem:

saber o que aconteceu não signif**a ter de continuar a viver dentro desse momento.

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⛔️Quando se fala de situações de assédio, é comum surgir uma crítica: o aparente não incómodo imediato da vítima ou até ...
06/03/2026

⛔️Quando se fala de situações de assédio, é comum surgir uma crítica: o aparente não incómodo imediato da vítima ou até o famoso "na altura achou engraçado". Esta interpretação ignora algo fundamental sobre o funcionamento humano perante o perigo: a panóplia de respostas automáticas ao stress e ao trauma - cuja função é a sobrevivência imediata.
Tradicionalmente, fala-se das respostas de luta ou fuga mas a literatura sobre stress/trauma acrescentou outras duas respostas igualmente importantes: congelar (freeze) e apaziguar (fawn).
Não são escolhas conscientes nem estratégias pensadas, são mecanismos neurobiológicos de sobrevivência ativados quando o cérebro percebe uma ameaça - ocorre quando a pessoa tenta reduzir o perigo agradando, não confrontando ou aparentando concordância com quem tem poder sobre ela.
Em contextos hierárquicos (como relações entre treinador e atleta) esta resposta torna-se particularmente provável - a pessoa percebe, de forma implícita, que confrontar diretamente pode trazer consequências, nesse contexto, responder com um emoji a rir pode funcionar como uma estratégia de descompressão da situação.

Importa compreender que, em situações de ameaça relacional, muitas vítimas tentam manter a interação o mais segura possível. O cérebro avalia rapidamente: confrontar pode escalar a situação, ignorar pode provocar insistência ou agressividade, responder de forma aparentemente leve pode diminuir a tensão.

Compreender a resposta de apaziguamento ajuda a perceber porque é que, muitas vezes, a aparência de consentimento ou leveza numa interação não reflete a experiência interna da vítima. Em contextos onde existe poder, dependência ou hierarquia, aquilo que parece uma resposta de concordância pode ser, na realidade, um mecanismo de proteção ativado pelo sistema nervoso para evitar conflito ou retaliação.

E é precisamente por isso que, na análise de situações de assédio, o foco deve permanecer onde realmente pertence: no comportamento de quem exerce o poder e ultrapassa os limites, e não nas estratégias de sobrevivência de quem tentou lidar com a situação da forma que, naquele momento, o seu sistema de defesa considerou mais segura.

Winnicott propõe uma compreensão da inveja bastante mais profunda do que aquela que habitualmente usamos no dia-a-dia. N...
04/03/2026

Winnicott propõe uma compreensão da inveja bastante mais profunda do que aquela que habitualmente usamos no dia-a-dia. Normalmente dizemos que alguém tem inveja quando deseja aquilo que outra pessoa possui. No entanto, para Winnicott, a inveja não é apenas querer o que o outro tem; é, sobretudo, não conseguir suportar que o outro tenha algo de bom.

Há aqui uma diferença importante: não se trata apenas de desejar possuir, mas de sentir mal-estar perante o bem do outro.

Nesta perspectiva, quando alguém sente inveja, muitas vezes não sofre apenas porque o outro tem algo que lhe falta; sofre porque, no fundo, sente que nunca poderá ter esse bem, ou que esse bem não lhe pertence. Assim, o problema não é apenas a desigualdade entre duas pessoas, mas uma sensação interior de insuficiência ou de perda de esperança.

Muitas vezes, curiosamente, aquilo que mais provoca inveja não são necessariamente bens materiais, mas as qualidades internas das pessoas — a sua bondade, criatividade, serenidade ou capacidade de estabelecer relações signif**ativas. Essas qualidades podem despertar uma dor particular, porque falamos de algo que não pode simplesmente ser adquirido ou imitado.

Neste sentido, a inveja pode estar ligada a uma insegurança mais profunda acerca da própria identidade.

Quando alguém não se sente seguro do seu próprio valor ou da sua própria existência psicológica, o bem do outro pode ser vivido como uma ameaça - a presença de algo bom no outro parece confirmar uma sensação dolorosa de falta em si mesmo.

Compreender a inveja a partir desta perspetiva signif**a reconhecê-la como um sinal de sofrimento interno. O oposto da inveja não é simplesmente o sucesso ou a igualdade, mas a capacidade de sentir gratidão e confiança. Quando a pessoa consegue reconhecer que o bem do outro não ameaça a sua própria existência, torna-se possível admirar em vez de destruir, aprender em vez de competir e inspirar-se em vez de ressentir.

O desenvolvimento de um sentido seguro de si próprio é fundamental para que possamos reconhecer e celebrar o bem que existe nos outros sem sentir que ele nos diminui.
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O corpo da criança fala o que a família cala...Ele traduz em febres, dores, medos e silêncios aquilo que muitas vezes nã...
03/03/2026

O corpo da criança fala o que a família cala...

Ele traduz em febres, dores, medos e silêncios aquilo que muitas vezes não encontra espaço nas palavras, não encontra espelho, não encontra elaboração - o que esbarra no "vamos fingir que está tudo bem".

As crianças são profundamente sensíveis ao clima emocional que as rodeia, como um instrumento afinado, captam as tensões invisíveis, os conflitos não resolvidos, as tristezas abafadas e as inseguranças que atravessam o sistema familiar. E, porque ainda não possuem os recursos para compreender ou elaborar tudo o que sentem, o corpo torna-se muitas vezes a linguagem possível.

Os sintomas, quando não têm outra explicação fisiológica, são tantas vezes a sinalização de que algo no ambiente precisa de cuidado.

Quando olhamos para a criança apenas como “o problema”, perdemos a oportunidade de pensar o que o sistema inteiro está a pedir. Talvez a pergunta não seja: "O que está errado com esta criança?”
Mas sim:
“O que está a acontecer à volta dela que o seu corpo está a tentar contar?”

Cuidar da criança é, quase sempre, cuidar do vínculo.

E quando o amor se torna espaço seguro, o corpo deixa de precisar de gritar.

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F**a a dica do canito  ❤️🧠
02/03/2026

F**a a dica do canito

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A discriminação nasce, muitas vezes, do medo.Medo do diferente.Medo do desconhecido.Medo de perder lugar, identidade ou ...
01/03/2026

A discriminação nasce, muitas vezes, do medo.
Medo do diferente.
Medo do desconhecido.
Medo de perder lugar, identidade ou poder.

Curiosamente, ou não, pessoas com identidade mais integrada e autoestima mais estável tendem a sentir menos ameaça perante a diferença.

Quando não precisamos diminuir o outro para nos sentirmos suficientes, o respeito torna-se possível.

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Guardem esta no coração ❤️🧠
27/02/2026

Guardem esta no coração ❤️🧠

Não acredito em casos perdidos. Acredito que às vezes não somos a pessoa certa para determinadas tarefas. Não quer dizer...
18/11/2025

Não acredito em casos perdidos.
Acredito que às vezes não somos a pessoa certa para determinadas tarefas.
Não quer dizer que não haja (pessoas certas)
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Endereço

São Brás De Alportel
8150-121

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 15:30 - 17:00
Terça-feira 15:30 - 19:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 19:00
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Sábado 15:30 - 19:00

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SITUAÇÕES MAIS COMUNS EM QUE A CONSULTA DE NEUROPSICOLOGIA ESTÁ ACONSELHADA:

Avaliação neuropsicológica


  • Adultos Avaliação do funcionamento cognitivo geral (e.g., pedido de invalidez ou para incorporar relatório médico-legal); Estado cognitivo após AVC ou Traumatismo Crânio-encefálico; Avaliação diferencial entre declínio cognitivo esperado para a idade ou patológico devido a processo demencial ou distúrbio emocional (e.g., síndromes depressivas); Défices cognitivos associados a epilepsia; Estados confusionais.

  • Crianças Dificuldades de aprendizagem específ**as: Suspeita de dislexia, disortografia ou disgrafia; Perturbação de défice de atenção com ou sem hiperatividade; Deteção precoce de perturbações do desenvolvimento; Dificuldades de aprendizagem não especif**adas; Défices cognitivos associados a epilepsia.