Dra. Patrícia Gonçalves - Pediatra de família

Dra. Patrícia Gonçalves - Pediatra de família Acredito que o Pediatra deve cuidar de toda a família, para que a criança cresça feliz e saudável

09/12/2025
09/12/2025
06/12/2025

Post para partilhar muitoooooo 🙌

A gripe, tal como outras infeções víricas, levam o seu tempo e não há muito a fazer para mudar o seu tempo de recuperação. Podem fazer tudo. Podem não fazer nada. O curso da gripe será o mesmo 🤷‍♂️

As infeções respiratórias víricas habitualmente agravam nos primeiros 3-5 dias (febre, + tosse, + ranho, + expectoração, + vómitos, + diarreia) e depois melhoram lentamente ao longo de 1-2 semanas.
Não há muito que se posso fazer além de controlar o desconforto com medicação analgésica para controlo da dor e desconforto… e outras medidas que ajudem a passar melhor estes dias bem difíceis 😩

⚠️ OU SEJA.....
Não posso negar que uma canjinha da avó, um colinho do pai ou um miminho da mãe... não têm efeitos secundários e ajudam bastante a passar pelos piores momentos da gripe. Usem e abusem disto! 🥰 Podem dizer que fui eu que prescrevi isso diariamente ✍️😅
De facto, uma ‘colher de amor’ pode não curar a doença… mas melhora, seguramente, a sensação de ‘estar doente’. E isso é muito importante.🩷❤️
Além disto, há coisas simples, e cientificamente provadas, que podem ajudar a passar melhor pelos sintomas piores da gripe… apesar de nada fazerem ao tempo que a gripe vai demorar a passar. Estamos, sim, a falar de:
- Ingestão de muitos líquidos para melhorar as dores musculares;
- Mel para melhorar a tosse;
- Chá ou canja quentinha para melhorar desconforto da irritação das mucosas, além de aumentar a hidratação.

⚠️NOTA🚨
Os medicamentos antivirais são reservados apenas para situações de risco aumentado:
- Doença grave
- Crianças com necessidade de internamento
- Crianças com doenças crónicas
- Crianças imunodeprimidas

Neste grupo de crianças mais fragilizadas, os antivirais têm a capacidade de diminuir a ocorrência de consequências mais graves da gripe.
Estejam atentos aos sinais de necessidade de avaliação médica.
Vejam o post “Quando levar o seu filho à urgência?” e, em caso de dúvida contactem a linha SNS24: 808 24 24 24.

Afinal quem é o Elfo que anda a invadir algumas casas?O elfo surgiu pela primeira vez no livro "The Elf on the Shelf: A ...
05/12/2025

Afinal quem é o Elfo que anda a invadir algumas casas?

O elfo surgiu pela primeira vez no livro "The Elf on the Shelf: A Christmas Tradition” publicado em 2005. 

Esta obra, da autoria de Carol Arbersold, conta a história de um Elfo que se esconde na casa das pessoas em Dezembro e atua como uma espécie de "espião" do Pai Natal, vigiando e relatando o comportamento das crianças ao bonacheirão de barbas brancas, que depois decidirá se a miudagem merece ou não os presentes. Esta é mais uma personagem natalícia que vive no mundo imaginário das crianças, ao lado do Pai Natal e da rena Rodolfo. 

Este elfo surge, de manhã, em diferentes partes da casa, fazendo diversas atividades, por vezes traquinas e marotas (às vezes demasiado, pelos exemplos que se vão vendo nas redes sociais). Isto pode ser o mote para uma divertida "caça ao Elfo", mas também pode ser um estímulo demasiado forte para crianças mais sensíveis. 

A imprevisibilidade de um "estranho" que invade a casa durante a noite e, ainda por cima, faz coisas que as crianças não devem fazer, pode ser demasiado desreguladora para algumas delas, principalmente entre os 3 e os 5 anos (às vezes mais velhas) quando os medos se relacionam com o escuro, os monstros, os fantasmas e invasões da segurança da casa. Crianças com perturbações do desenvolvimento são ainda mais sensíveis e podem reagir pior. 

Se quer brincar com o Elfo, traga-o para casa com bons exemplos: o Elfo arrumou os brinquedos, o Elfo fez o pequeno almoço, ou outras tantas atividades produtivas e que são bons modelos de comportamento.

A quadra natalícia aproxima-se e há tradições que acompanham cada família, criando memórias felizes às crianças... Vesti...
04/12/2025

A quadra natalícia aproxima-se e há tradições que acompanham cada família, criando memórias felizes às crianças... Vestir todos os elementos da familia com o mesmo pijama, fazer uma caça ao tesouro...
Qual é a tradição da sua família?

04/12/2025

Quando pedires alguma coisa a Dezembro, pede que te traga presentes que não se vendem em lojas: um 'gosto muito de ti', um 'obrigado por existires', um 'estou aqui para ti, sempre'.

Quando pedires alguma coisa a Dezembro, pede que te traga de presente abraços apertados, gargalhadas altas, colo de quem mais amas, mãos dadas o ano inteiro, ombros que te seguram, corações onde podes morar sem prazo de validade.

Quando pedires alguma coisa a Dezembro, pede que te traga de presente olhos que brilham por ti e para ti, palavras que te protegem e cuidam como sol em dias frios, os pequenos nadas que valem tudo na vida, o essencial que ocupa, sem pesar, o lado esquerdo do peito, e o fermento da alegria que faz a vida valer a pena.

Quando pedires alguma coisa a Dezembro, pede que te ensine a viver de peito aberto e a acreditar - sem mas - que há uma luz ao fundo do túnel para cada escuridão que tiveres de enfrentar. ❤️

30/11/2025

Deixo aqui o artigo completo do Jornal Médico que não está em livre acesso

“Estou cheio de sono, mas não quero dormir!”: sobre o sono e a PDAH

A Perturbação de Défice de Atenção e Hiperatividade (PDAH) caracteriza-se por um padrão persistente de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que interfere de forma significativa no funcionamento social, académico e ocupacional do indivíduo. Esta perturbação do neurodesenvolvimento tem uma prevalência de 5% em idade pediátrica e estima-se que entre 50 a 74% destes doentes apresentem problemas de sono.

Um sono não reparador tem um impacto negativo na saúde, particularmente na idade pediátrica, com consequências físicas, fisiológicas, cognitivas e emocionais, diminuindo a qualidade de vida da criança e da sua família. Algumas das manifestações da privação de sono – como a agitação, impulsividade e dificuldades de concentração – podem assemelhar-se às manifestações da PDAH, pelo que definir se os sintomas se devem à primeira, à segunda, ou a ambas, pode ser um desafio na prática clínica.

A origem neurobiológica da PDAH é conhecida, resultando do desequilíbrio do metabolismo da dopamina e da noradrenalina, neurotransmissores que desempenham um papel fundamental na regulação da atenção e no ciclo sono-vigília. No entanto, este desequilíbrio não é, por si só, suficiente para justificar as alterações do sono encontradas nesta população, crescendo a evidência que os doentes com PDAH têm dificuldade em manter o seu ritmo circadiano por uma perturbação na libertação de melatonina.

Os problemas de sono mais frequentemente relatados pelos pais de crianças com PDAH incluem a maior resistência em ir para a cama (pedem para brincar “só mais um bocadinho”, ou para ler “só mais uma história” várias vezes), o aumento da latência do sono, um sono agitado, fragmentado por despertares frequentes e dificuldade no despertar matinal. Estas crianças dormem, em média, menos 30 a 60 minutos do que a população em geral.

Na consulta de neurodesenvolvimento do doente com suspeita de PDAH, devem ser ativamente questionadas as características do sono: como é a rotina de ir para a cama? Quanto tempo é que a criança demora a adormecer (idealmente menos de 30 minutos)? Tem despertares noturnos e quanto tempo duram? Movimenta-se muito para adormecer, ou enquanto está a dormir? Tem roncopatia ou outros sintomas sugestivos de apneia obstrutiva do sono? Como é o despertar matinal? Tem sonolência diurna (que a criança pode tentar ultrapassar com o excesso de atividade motora)?

A colheita de dados na anamnese deve, ainda, incluir informação detalhada sobre a utilização de ecrãs (conteúdo, duração e horário – a luz azul tem um efeito inibidor na libertação da melatonina, pelo que a utilização de ecrãs na hora imediatamente antes de ir para a cama vai provocar um atraso na fase do sono) e o consumo de estimulantes (alimentos, bebidas ou fármacos, incluindo os psicoestimulantes usados no tratamento da PDAH, que devem ser titulados de forma a obter o melhor efeito terapêutico com o mínimo de efeitos secundários – um dos quais é a dificuldade para adormecer).

O exame físico pode também fornecer pistas valiosas para o diagnóstico, para o diagnóstico diferencial e na identificação de comorbilidades, como sinais sugestivos de atopia ou hipertrofia amigdalina que podem condicionar uma obstrução da via respiratória.
O tratamento das perturbações do sono deve começar pela adoção de medidas comportamentais de higiene do sono, estabelecendo rotinas de sono apropriadas à idade, regulares e relaxantes, num ambiente calmo, escuro, sem ecrãs e sem consumo de estimulantes antes de dormir.

Nos casos em que as medidas comportamentais estão otimizadas mas são, ainda assim, insuficientes, a intervenção farmacológica pode ser uma ferramenta útil, nomeadamente pela prescrição de melatonina. A melatonina de ação imediata é útil nos casos de atraso da fase do sono. Recentemente, a Agência Europeia do Medicamento aprovou a melatonina de libertação prolongada para crianças com PDAH (já o havia feito anteriormente para as Perturbações do Espetro do Autismo) em que as medidas de higiene do sono não são suficientes – esta formulação permite mimetizar a libertação endógena de melatonina ao longo do período noturno, com potencial para melhorar as características do sono, (não apenas a latência, mas também a continuidade e duração total do sono noturno), com possível impacto positivo no comportamento e qualidade de vida das crianças e das suas famílias.

As perturbações do sono nos doentes com PDAH devem ser ativamente investigadas e tratadas, pois só assim será possível otimizar os resultados da intervenção em neurodesenvolvimento.

26/11/2025
Colorir desenhos é uma excelente forma de estimular o neurodesenvolvimento das crianças. Através da pintura e do desenho...
23/11/2025

Colorir desenhos é uma excelente forma de estimular o neurodesenvolvimento das crianças.
Através da pintura e do desenho, as crianças conseguem expressar emoções, sentimentos e ideias: se olharmos bem, vemos que os pequenos comunicam muito pelos desenhos que fazem, pelas cores que escolhem, pelo espaço da folha que ocupam a desenhar...
Pintar e desenhar estimula a criatividade, a coordenação motora fina, a capacidade de lidar com a frustração e muito mais!
Deixo aqui desenhos deliciosos para imprimir e passar tempo de qualidade com os miúdos. Aproveite para conversar enquanto pintam. 🎅🏼Ohohoh

Endereço

São Domingos De Rana

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