18/03/2026
“ Existem pessoas que, apesar de já terem a sua agenda preenchida, conseguem ainda assim arranjar um espaço (que retiram ao tempo de lazer ou da família) para encaixar mais uma tarefa no seu dia.
Parecem quase fazer com que lhes sobre pouco tempo (talvez se sintam mais produtivos e eficientes, mas o que acontece é o oposto); assim é que se sentem bem.
Alguns dizem que é uma questão de proatividade, mas poderá também ser uma escolha: se tiverem pouco tempo livre, talvez se sintam mais em paz (apesar de andarem sempre a correr). Pode ser esse o propósito (“quanto mais tarefas fizer, menos tempo tenho para pensar”).
Em consulta, também é comum sucederem-se “momentos de tempo supostamente livre” ... os chamados momentos de silêncio. Para a maioria das pessoas, o silêncio dentro das quatro paredes parece assustá-las. Torna-se assim também num momento de vulnerabilidade. A pessoa busca então alguma segurança, recorrendo a factos. Ter tempo livre faz pensar e parece que o pensar dói, que faz sofrer.
Então, talvez não seja uma questão de satisfação por se conseguir cumprir com uma check list, ou por se considerar importante relatar todas tarefas do seu dia (os factos). Talvez possa ser também uma forma de fugirem à realidade daquilo que sentem e pensam.”
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