14/02/2026
Eles tinham a química perfeita, mas o universo sempre os afastava. Ela achava que era injustiça. A verdade? A separação não era punição, era a única forma de eles não se matarem de novo.
Ana e Beto eram aquele casal que parecia ter sido escrito nas estrelas. A conexão era elétrica, instantânea. Mas, na prática, era um desastre.
Toda vez que tentavam f**ar juntos, algo acontecia. Uma doença súbita, uma oportunidade de emprego em outro país, desencontros inexplicáveis. Era como se existisse um muro de vidro invisível entre eles.
Ana passou a vida amargurada. Ela olhava para o céu e chorava: "Por que Deus impede um amor tão lindo? O que eu fiz para merecer essa solidão?". Ela viveu e morreu idealizando aquele "amor impossível", sentindo-se vítima do destino.
Ao desencarnar, ainda revoltada, ela foi cobrar satisfações da Espiritualidade. Foi quando o Mentor Espiritual dela, com muita paciência, mostrou a "fita" de uma vida passada, em 1850.
O choque foi imediato.
Eles não eram vítimas; eram algozes. Em 1850, Ana e Beto viveram uma paixão tóxica, doentia e obsessiva. Para f**arem juntos, destruíram famílias e mataram seus antigos cônjuges. O fim foi trágico: num acesso de ciúmes incontrolável, eles tiraram a vida um do outro com punhais.
O Mentor olhou para a Ana, agora em espírito, e explicou:
"O muro de vidro nesta vida não foi uma punição, minha filha. Foi uma cerca de proteção. A atração entre vocês ainda carrega a vibração daquela tragédia. Se vocês f**assem juntos agora, sem a maturidade necessária, aquela energia antiga despertaria e vocês repetiriam o ciclo de sangue."
"Nem tudo que a gente perde é perda. Às vezes, Deus tira o fósforo da mão da criança antes que ela incendeie a casa novamente." 🔥
A solidão de Ana não foi um castigo, foi um presente. O afastamento foi a cura necessária para que, desta vez, eles não sujassem as mãos novamente.
Às vezes, o "não" do universo é a maior prova de amor que podemos receber.
Chico cartas de paz e consolação