26/02/2026
O silêncio da madrugada do dia 28 de janeiro de 2026 foi interrompido pelo barulho da tempestade Kristin, ventos com velocidades acima dos 160 km/h, estalos horrorosos que a escuridão da noite não nos permitia saber o que realmente estava acontecendo. Essa incerteza alimentava o medo que já tomava conta das mentes e dos corações daqueles que escutaram os gritos da tempestade Kristin.
Minha filha acordou assustada, sem saber de nada, e eu, sem respostas para lhe oferecer, passei aquela noite em claro sem conseguir pregar os olhos, a minha mente com medo. Logo pela manhã, saí vagarosamente para fora de casa — abri a porta e, calmamente, consegui convencer os meus olhos a verem o que tinha sobrado. Acho, sinceramente, que eu não queria ver o tamanho da destruição.
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