CesPsi Página dedicada à partilha de informação na área da psicologia, com os contributos das recentes descobertas no domínio das neurociências aplicadas à educação.

21/01/2024

Os videojogos fazem bem ao desenvolvimento. Levam a concentração e a atenção “ao limite”. Mesmo nos adolescentes tidos pelos pais como distraídos ou com défices de atenção… Desafiam para lógicas de combinação a uma velocidade estonteante que são amigas da capacidade de associar, de discorrer e de decidir. Desenvolvem a lógica, a formulação de hipóteses e a resolução de problemas. São pensamento matemático. Testam reflexos e motricidade. Autonomia e capacidade de decisão. Competitividade e rivalidade. Determinação e ambição. Êxtase e tolerância à frustração. Por tudo isto, os videojogos fazem bem à saúde. Quer quando se jogam a sós como “em rede”.

Mas porque têm gráficos magníficos, enredos intensos e arrebatadores e colocam desafios sempre em crescendo, os videojogos, primeiro, seduzem. E, a seguir, viciam. E porque colocam os jovens em rede e lhes disponibilizam chats que fazem com eles socializem sempre em contexto de jogo, “agarram-nos”. Os videojogos são responsáveis por alterações significativas de comportamento. Aumentam as perturbações de humor e as manifestações ansiosas. Aumentam a distracção e a impulsividade. Aumentam o sedentarismo e a irascibilidade. Aumentam o mau humor e agressividade. Aumentam os problemas do sono e a obesidade. Aumentam a vulnerabilidade na relação com terceiros e o ciberbulying. E aumentam os comportamentos de dependência. Ou seja, consumidos sem moderação, os videojogos são perigosos!

Não é, diante de tudo isto, razoável que se espere que sejam os adolescentes a “auto-regularem” a sua relação com os videojogos. Porque a forma como eles são construídos leva a que fiquem “dependentes”. E, em consequência disso, os consumam de modo significativamente mais intenso, por mais horas e com comportamentos mais desregrados.

Por tudo isto, a função dos pais diante dos videojogos é preciosíssima. No sentido de definirem tempos estritos de convivência com os videojogos. De forma coerente e constante. De modo a que os ganhos que eles trazem aos adolescentes não fiquem comprometidos pelos custos, exorbitantes, que podem ter.

26/12/2023
10/10/2023
10/10/2023

O que fazes para cuidar da tua saúde mental? Partilha nos comentários.

22/09/2023

Os bons alunos não tiram sempre boas notas.
Porque não gostam de todas as disciplinas por igual.
Porque não são sensibilizados para o conhecimento, em todas as áreas, com a mesma paixão.
Porque não aprendem a gostar de todas as disciplinas de forma semelhante e ao mesmo tempo.
Porque há boas aulas e aulas assim-assim.
Porque, entretanto, acumularam algumas dificuldades numa área ou noutra e, por isso, muito naturalmente, vão imaginando que são maus numa matérias e bons noutras, o que faz com se dediquem a elas de forma muito diferente.
Porque nem sempre têm professores que destrincem os porquês das suas dificuldades e os ajudem a decifrá-las e a aprenderem a gostar daquilo que não entendiam.
Porque nem sempre os critérios de avaliação dos diferentes professores se casam com a forma como um aluno intui, discorre e comunica aquilo que sabe.
Porque nem sempre são ajudados a pensar as disciplinas e a estudar para elas, sendo-lhes pedido mais facilmente boas notas do que boas dúvidas, sobre as quais se pronunciem e pensem.
Porque há professores e há escolas que põem pó de arroz nas notas. Outros que são austeros e severos. E outros, ainda, que são, simplesmente, justos.
Porque há pais que entendem que eles devem ser autónomos na forma como estudam e aprendem e os responsabilizam pelos seus desempenhos e pais que estudam por eles ou que estudam com eles.
Porque há alunos que têm equipas de explicadores a trabalhar com eles e alunos que se bastam a si próprios na forma como aprendem.
Porque há momentos, numa família, que não são nem amenos nem arejados, e isso repercute-se na forma como um aluno tem cabeça ou não para ter alguma disciplina, método e autonomia.
Porque “há dias”, e nem sempre se tem “cabeça”e segurança quando se trata de responder a uma questão ou a expressar-se aquilo que se sabe, de forma expedita e clara.

É por isso que nem todos os alunos têm sempre boas notas.E é, também por isso, que nem sempre as notas correspondem a uma leitura irrefutável daquilo que se vale. Nem é razoável que se afunile uma avaliação nas notas e se perca de vista que, em muitos momentos, um “falhanço” traz mais oportunidades de crescimento que muitas boas notas juntas.

Boas soluções para ensinar literacia financeira às crianças e adolescentes lá de casa!
17/09/2023

Boas soluções para ensinar literacia financeira às crianças e adolescentes lá de casa!

Setting long-term financial goals and modeling good money management habits sets kids up for a future of financial success

17/09/2023
16/09/2023

Recupera

Encontra-se disponível a toda a comunidade educativa a página eletrónica Recupera, que reúne, num só espaço virtual, recursos (com variados formatos, temas e domínios), projetos, práticas de escolas e informação relativa a formação, entre outros, por forma a apoiar os docentes na sua prática letiva e valorização profissional, bem como os alunos no desenvolvimento da sua autonomia. Em atualização constante, esta iniciativa visa agilizar a recuperação das aprendizagens e o sucesso de todos os alunos.

Visite o Recupera em: https://recupera.dge.mec.pt/

Estudo OMS - Saúde MentalConsulte informação sobre o estudo realizado pela OMS Health Behaviour School Aged Children (HB...
21/07/2023

Estudo OMS - Saúde Mental

Consulte informação sobre o estudo realizado pela OMS Health Behaviour School Aged Children (HBSC) - 2021/2022 (Europa) na página da DGEEC https://www.dgeec.mec.pt/np4/1523.html

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