Psicóloga Vera Silva Santos

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24/03/2026
24/03/2026

"Ele queria moldá-la, submetê-la às suas vontades, transformá-la em algo que ela não era.
Dava-lhe sugestões sobre o cabelo, sobre as roupas, sobre as amizades, as leituras, os gostos, como se ela nunca fosse suficiente como era. Comparava-a.
Ela tinha nascido livre, completa, inteira. Sabia o que queria. Nasceu num dia de vendaval e por isso nenhuma tempestade a assustava.
Ele dizia-lhe que se ela o deixasse ir, ele nunca mais regressava. Que se ela o deixasse ir, nunca encontraria ninguém tão bom como ele, que a amasse tanto como ele amava.
Ela ouvia-o e não falava. Apenas, pensava, para dentro de si mesma, que não fazia mal, que ela tinha nascido assim e que assim se manteria. Se era pouco para ele, que se fosse embora, que procurasse o seu caminho.
Ele foi e depois de correr o mundo, quis regressar, mas ela já não o queria.
Sozinha, percebeu, que nunca seria feliz ao lado de quem não a aceitasse como ela era.
Ele continuou à procura. Ela já se tinha encontrado." - Autora: Ana Silvestre

24/03/2026

"Recomeçar depois dos 40 é uma coragem que ninguém aplaude porque todo mundo acha que essa fase é de colher, não de plantar. Você ouve que já passou da hora, que o mercado é para os jovens, que relacionamento novo a essa altura é complicado demais, que mudar de vida é coisa de quem não tem responsabilidade. E você está ali com um fogo dentro que não combina com o que o mundo espera de alguém na sua idade. Esse fogo não é crise. É clareza. É a diferença entre quem recomeça com 40 anos de experiência e quem começou sem saber nada. Você já sabe o que não quer. Já sabe o que te faz mal. Já perdeu tempo demais em lugares que não eram seus para desperdiçar mais. Recomeçar depois dos 40 não é desespero. É a primeira vez na vida que muita gente tem coragem suficiente para escolher de verdade. E essa escolha feita agora, com tudo que você já viveu, tem um peso e uma precisão que os 20 anos nunca teriam." - Autor: Marcos Adriano

24/03/2026

Preenchemos vazios

24/03/2026

"Quantas pessoas na sua vida sabem o seu nome mas não te conhecem de verdade? Não é culpa de ninguém. É o que acontece quando a vida vai f**ando mais rápida e as relações vão f**ando mais rasas sem que ninguém decrete isso. Você tem contato com muita gente. Responde mensagem, aparece em aniversário, está presente nas redes. Mas quando você fecha o aplicativo e f**a no silêncio do seu próprio dia existe um espaço que toda essa movimentação não preenche. Porque o que você precisa não é de presença. É de alguém que te vê antes de você precisar explicar quem você é. Que não precisa de contexto para entender o que você está sentindo. Que aparece sem ser chamado porque sente quando você está mal antes de você falar. Esse tipo de pessoa é raro. E a pergunta que você não faz em voz alta mas que mora em você é quantas dessas pessoas você realmente tem. A resposta diz mais sobre solidão moderna do que qualquer estatística." - Autor: Marcos Adriano

24/03/2026

"Sabe aquela sensação de abrir um livro antigo e encontrar uma pétala seca esquecida entre as páginas? É um cheiro de tempo bom, de algo que foi cuidado com carinho. A vida às vezes parece uma correria barulhenta, onde todo mundo quer aparecer mais, brilhar mais e ostentar uma perfeição que só existe nos filtros do celular. Mas, no fundo, o que a gente guarda na memória de verdade não é o contorno do rosto de alguém ou a marca da roupa que a pessoa usava naquele domingo de sol.
O que f**a, o que realmente faz o coração bater mais devagar e com mais paz, é o jeito que a pessoa nos fez sentir. Tem gente que chega no ambiente e parece que acende uma luz suave, sem precisar fazer esforço algum. Não é sobre maquiagem ou roupas caras, é sobre a doçura que sai pela boca e o respeito que mora no olhar. Já percebeu como um simples obrigado dito com verdade ou um bom dia acompanhado de um sorriso sincero podem mudar o clima de um lugar inteiro?
A gente se encanta pela estética, mas a gente se apaixona é pela alma que transborda nos pequenos gestos. É uma nostalgia boa lembrar de quem nos tratou com delicadeza quando o mundo lá fora estava sendo bruto. Esse tipo de encanto não envelhece e não sai de moda nunca. É por isso que eu sempre digo que a estética é apenas o cartão de visitas, porque o que faz alguém querer morar na sua vida é a hospitalidade do seu coração.
Metade da sua beleza vem da maneira como você fala e trata as pessoas. O restante é apenas o embrulho de um presente que só tem valor se o conteúdo for real. Quando você fala com mansidão, quando acolhe o erro do outro com paciência e quando estende a mão sem olhar a quem, você se torna a pessoa mais linda que alguém já conheceu. É um brilho que vem de dentro e ilumina até os dias mais cinzentos da rotina.
Que a sua presença seja sempre um abraço quentinho para quem cruzar o seu caminho. A beleza que importa é aquela que não precisa de espelho para ser vista, apenas de sensibilidade para ser sentida. Seja leve, seja doce e nunca esqueça que o seu rastro no mundo é feito de palavras e afetos." - Autor: Marcos Adriano

24/03/2026

Não agradamos a toda a gente

24/03/2026

“Uma resposta tardia não é um sinal vermelho. É um reflexo da vida real.
As pessoas f**am ocupadas. Eles f**am sobrecarregados. Às vezes, eles simplesmente não têm energia para manter uma conversa, e está tudo bem.
Nem sempre é pessoal. Isso não signif**a que eles não se importem. Signif**a que estão a gerir as suas prioridades, o seu espaço mental ou simplesmente a tirar um momento para si mesmos.
Seja paciente. Seja compreensivo. Respeite o fato de que cada um está navegando pela vida no seu próprio ritmo..” - Autoria: Amor incondicional

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Psicóloga Vera Silva Santos

Quando pensamos numa ida ao Psicólogo facilmente visualizamos a imagem de um doente mental que procura um daqueles seres que verbaliza “uhm uhm” e que têm como função tratar das pessoas que apresentam distúrbios mentais. Mas, será isto que acontece na realidade? Pois bem, esta não é a minha profissão, esta não é a minha forma de trabalhar e, acima de tudo, esta não é a minha vida.

Podia descrever-vos qual o papel da minha profissão tendo como base estudos, teorias delineadas há muitos anos, apresentar-vos nomes conhecidos e importantes e as suas contribuições para esta área do saber; mas não é isso que eu vou fazer. Vou aproveitar o momento para vos escrever sobre a minha forma de trabalhar ou, mais concretamente, sobre a minha forma de viver a profissão.

Os meus pacientes têm um fator comum: são seres humanos que procuram melhorar, crescer, aliviar a dor ou, simplesmente, ser compreendidos. Não são doentes mentais, não são “malucos”, não são seres incapazes de melhorar. São seres humanos com sentimentos, emoções, medos, dúvidas e dores na alma. Muitas vezes são portadores de dores infindáveis, de lágrimas contidas durante anos, de palavras nunca escutadas…

Enquanto profissional sou um ser que acolhe, que cuida, que mostra que todos podemos ter uma vida melhor, que acredita nas capacidades de todos aqueles que têm a coragem de procurar ajuda e de expor o seu íntimo. Falo-vos de coragem. Aquela força que nos leva a reconhecer que não estamos bem e que precisamos da ajuda de outra pessoa para restabelecermos o nosso interior. Mas, porque conjugo coragem com uma ida ao Psicólogo? Em termos sociais ainda existem muitos mitos e preconceitos associados a esta profissão. Pensa-se que só vai ao Psicólogo quem está “maluco” ou quem descompensou por completo. Errado! Se assim fosse eu afirmaria com toda a convicção de que todo o ser humano é “maluco” porque todos nós temos alguma coisa a melhorar. Partindo desta ideia, assumo que ser “maluco” é ser saudável ao ponto de ter a noção de que não estamos bem e que precisamos de ajuda. Uma ajuda baseada em teorias com peso, demonstradas durante séculos mas, acima de tudo, uma ajuda que é fruto da sensibilidade do profissional que nos acolhe e que nos faz ir ao encontro de nós mesmos.