09/05/2026
"Se pudéssemos ter consciência do quanto a nossa vida é efémera, talvez pensássemos duas vezes antes de deitar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.
Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranquilas, vividas, se entregam ao vento.
Mas nós não conseguimos adivinhar. Não sabemos durante quanto tempo estaremos a enfeitar este Éden e tão pouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Entristecemo-nos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosas. Perdemos dias, às vezes anos. Calamo-nos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos f**ar em silêncio. Não damos o abraço que tanto a nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso “porque não estamos habituados a isso” e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos ou achamos que não temos o suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Consumimo-nos.
Costumamos comparar as nossas vidas com as daqueles que possuem mais do que nós. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença!
E o tempo passa…
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos para trás. E então perguntamo-nos: e agora?!
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.
Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.
Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos. Olhe para a frente!
Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de se voltar para dentro e agradecer pela vida, que mesmo efémera, ainda está em nós." - Autor desconhecido