05/02/2026
O que ninguém lhe explicou sobre emagrecimento após os 40 anos
Se sente que faz tudo “certo” e mesmo assim não emagrece, o problema provavelmente não está na sua disciplina. Está na abordagem.
Após os 40 anos, sobretudo na fase de peri menopausa e menopausa, o emagrecimento deixa de ser um processo linear. Alterações hormonais, redução progressiva da massa muscular, maior resistência à insulina, aumento do stress crónico e menor capacidade de recuperação interferem diretamente com o metabolismo energético.
Continuar a aplicar estratégias generalistas, como restrição calórica excessiva, aumento indiscriminado do exercício ou eliminação constante de alimentos, tende a gerar estagnação metabólica, perda de massa magra, fadiga e dificuldade em manter resultados a médio prazo. Muitas mulheres ativas, com elevada exigência profissional e vida social presente, entram neste ciclo sem perceber porquê.
Outro ponto pouco discutido é que mesmo com o uso de fármacos como agonistas do GLP-1, o emagrecimento não se torna automaticamente saudável ou sustentável. Sem uma estratégia nutricional adequada, o risco de défice proteico, sarcopenia, baixa energia e alteração da relação com a comida aumenta de forma signif**ativa.
O emagrecimento ef**az nesta fase da vida exige uma abordagem clínica individualizada, que considere o estado hormonal, o padrão alimentar, o tipo de exercício praticado, o sono, o stress e a realidade diária da mulher. O foco deve estar na melhoria da composição corporal, preservação da massa muscular e optimização metabólica, não apenas na redução do peso na balança.
Alguns pilares fundamentais neste processo:
• Estratégia nutricional ajustada à fase hormonal e ao nível de actividade física
• Prioridade à preservação de massa muscular e saúde metabólica
• Plano alimentar compatível com vida social, trabalho e adesão a longo prazo
Quando a estratégia respeita o corpo e o contexto, o emagrecimento deixa de ser uma luta constante e passa a ser um processo estruturado, consciente e sustentável.