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Ortorexia nervosa: quando o saudável se torna demaisNão sendo ainda uma patologia reconhecida pelo DSM-5, a ortorexia é ...
04/04/2026

Ortorexia nervosa: quando o saudável se torna demais

Não sendo ainda uma patologia reconhecida pelo DSM-5, a ortorexia é um transtorno cuja prevalência e incidência tem vindo a aumentar, sendo cada vez mais identificados casos. A palavra deriva do grego “orthós” e “orexsis”, cuja junção será algo como a fome correta, termo inicialmente atribuído em 1997 ao médico Steven Bratman. Ortorexia nervosa é o nome do distúrbio alimentar em que o indivíduo apresenta uma preocupação excessiva com a qualidade da sua alimentação.

Mas como detetar? Quando é que ser saudável passa a ser demais?
Sinais comuns passam pelo tempo exagerado dedicado ao planeamento e preparação das refeições, rigidez no que respeita às porções ou ao tipo de alimentos que ingere – imagine ir jantar a casa de amigos e levar a sua marmita. Separar os alimentos em puros ou do “bem” ou impuros como os que têm na sua constituição sal, açúcar ou aditivos, rejeitando-os sempre. O prazer de comer e de conviver deixa de ser central, e o indivíduo torna-se extremo observador e comentador dos outros durante a confeção culinária. Tendo como objetivo manter um corpo saudável, o que não engloba o controlo do peso por si, mas sim a saúde do mesmo.

Assim, estes indivíduos tendem a tornar-se extremamente rígidos, isolando-se socialmente. Consequentemente ocorrem défices nutricionais derivados das restrições alimentares que estes indivíduos se autoimpõem e que conduzem a grandes perdas de peso não intencionais, podendo chegar a desnutrição severa e inclusivamente a morte. Por detrás, está a necessidade de controlo e o perfecionismo, com impacto na auto-estima.

Como tratar? Em equipa multidisciplinar e dependendo do grau de desnutrição: nutricionistas, médicos, psicólogos deverão ser chamados a intervir.

02/04/2026

Comparamo-nos, muitas vezes, com versões irreais da vida dos outros.
O que vemos é apenas uma parte, nunca o todo.
Não está atrasado, nem a falhar.

Está no seu tempo 🩷

Margarida Coelho, licenciada em Psicologia pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA). Mestrado em Psicologia...
30/03/2026

Margarida Coelho, licenciada em Psicologia pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA). Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde na área de especialização em Neuropsicologia pela Universidade Católica Portuguesa (UCP)

Estágio curricular na Neurocog – Centro de Reabilitação da Lesão Cerebral, onde praticou avaliação e intervenção psicológica com crianças, jovens e adultos, bem como estimulação cognitiva a crianças, jovens e adultos com perturbações do neurodesenvolvimento e lesão cerebral adquirida.

Tem como áreas de interesse a avaliação e intervenção psicológica com crianças e adolescentes, mais concretamente nas perturbações emocionais, comportamentais e do neurodesenvolvimento. Para além disto, nutre interesse nas áreas de estimulação cognitiva de crianças, adolescentes e adultos, bem como no desenvolvimento e acompanhamento de métodos e hábitos de estudo, promovendo estratégias de organização, motivação e autonomia académica.

27/03/2026

Neste vídeo há tantos abraços… missão cumprida 🩷

A culpa e a vergonha são emoções humanas, mas diferentes: a culpa foca-se no que fizemos e pode ajudar a reparar e apren...
24/03/2026

A culpa e a vergonha são emoções humanas, mas diferentes: a culpa foca-se no que fizemos e pode ajudar a reparar e aprender. A vergonha foca-se em quem somos e pode levar ao isolamento e à autocrítica.

Distingui-las é essencial para cuidar da saúde mental 🩷

O que transforma estas emoções é a forma como escolhemos responder-lhes.

Será que ainda vamos a tempo desta trend? Quem é quem? 🧐
22/03/2026

Será que ainda vamos a tempo desta trend?
Quem é quem? 🧐

19/03/2026

No âmbito do Dia do Pai, a Psicóloga Margarida Coelho, partilha um momento muito especial, uma conversa com o seu próprio pai sobre o que significa, afinal, ser pai.

Num diálogo simples e cheio de emoção, pai e filha partilham aprendizagens, medos e momentos marcantes da paternidade. Falam sobre amor incondicional, sobre como educar é também aprender todos os dias e sobre a importância de escutar, apoiar e valorizar as pequenas coisas da vida.

Uma conversa sobre vínculos, imperfeições e amor. Feliz Dia do Pai 💙

As perturbações do controlo dos impulsos são caracterizadas pela repetição de actos sem existência de um motivo racional...
18/03/2026

As perturbações do controlo dos impulsos são caracterizadas pela repetição de actos sem existência de um motivo racional óbvio, que a pessoa não consegue controlar e geralmente podem ser prejudiciais para o próprio, terceiros ou ambos (WHO, 1992).

Uma característica comum consiste na incapacidade ou fracasso em resistir, adiar ou inibir comportamentos repetitivos e acções, que quando excessivas se podem tornar prejudiciais. A antecipação da acção é acompanhada por uma sensação de tensão ou activação crescente, à qual se segue uma sensação de gratificação, prazer ou libertação, durante ou após a realização da acção. Contudo, não raramente, seguem-se vivências de culpa ou arrependimento e vergonha. A diminuição da capacidade de inibir estes comportamentos, neste caso de procura de recompensa (jogo, compras compulsivas, dependência de internet…) leva invariavelmente a situações de perda de controlo, com consequências negativas como gastos excessivos e descuramento de responsabilidades pessoais ou profissionais, muitas vezes associando-se a comorbilidades como ansiedade e depressão.

O primeiro passo para quebrar este ciclo será sempre a aceitação de que os comportamentos se tornaram num problema e que será necessário procurar ajuda. O tratamento destas condições visa não só o tratamento da patologia do impulso como também de qualquer comorbilidade associada, sendo que o uso combinado de abordagens farmacológicas e psicoterapêuticas se tem revelado o mais eficaz.

Bruno Devesa é licenciado em Terapia Ocupacional pela Escola Superior de Saúde do Porto, com formação em Terapia de Snoe...
13/03/2026

Bruno Devesa é licenciado em Terapia Ocupacional pela Escola Superior de Saúde do Porto, com formação em Terapia de Snoezelen pela ZENsenses e frequência em conferências nas áreas das demências e saúde mental, incluindo “Estratégias para lidar com as demências”, “Uma Visão Holística sobre as Demências” e “Viver melhor com demência, em nossa casa” (Alzheimer Portugal).

Desenvolveu atividade profissional na Santa Casa da Misericórdia do Porto – Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo (Feminino), na área da saúde mental; no Hospital da Prelada, no serviço de reabilitação física; no Centro Hospitalar Conde de Ferreira, no serviço de Psiquiatria e Saúde Mental; e em contexto de geriatria, na Liga dos Amigos da Terceira Idade. Colaborou no estudo científico “Perspetiva dos cuidadores informais sobre a sexualidade das pessoas com Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental”.

Atualmente, atua como Terapeuta Ocupacional no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental – Internamento de Agudos, Centro Hospitalar de Setúbal, e em contexto clínico privado. Atua na avaliação e intervenção em adultos e idosos, promovendo autonomia e funcionalidade ao nível das atividades da vida diária, competências cognitivas, funcionais e psicossociais, com uma abordagem centrada na pessoa, no contexto e baseada em evidência científica.

Áreas de interesse: reabilitação neurológica em adultos e idosos, demências, envelhecimento patológico e saúde mental.

No mundo frenético em que vivemos, o descanso tem um "mau marketing"! Muitas pessoas vivem com a pressão de que estar pa...
11/03/2026

No mundo frenético em que vivemos, o descanso tem um "mau marketing"! Muitas pessoas vivem com a pressão de que estar parado é errado ou perigoso.

O corpo pode estar quieto, mas a mente não abranda. E quando não há nada produtivo para fazer, surge uma sensação difícil de ignorar: Estou a perder tempo. Sou inútil, se não estiver ocupado.

A nossa equipa pode ajudar-te a identificar a origem da inquietação, diminuir a ansiedade ligada ao descanso e promover uma relação mais equilibrada com o tempo, com a produtividade e contigo próprio.

Cuidar da saúde mental também é aprender a parar!

06/03/2026

🧠 Programa Histórias e Memórias

Portugal está cada vez mais envelhecido e muitos idosos vivem em isolamento, mesmo rodeados de pessoas.

A solidão pode aumentar o risco de depressão, declínio cognitivo e perda de autonomia. Conversar, partilhar histórias e sentir-se incluído são estímulos importantes para a memória, a atenção e o bem-estar.

O Programa Histórias e Memórias promove a estimulação cognitiva, o convívio e o apoio emocional em grupo, contribuindo para um envelhecimento mais ativo e com mais qualidade de vida.

📝 O link para o questionário de inscrição encontra-se na biografia.

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