19/02/2026
💫 Ser terapeuta não significa estar disponível 24 horas por dia, nem carregar as dores de toda a gente.
Durante muito tempo romantizou-se a ideia de que “quanto mais damos, melhores profissionais somos”.
Mas a verdade é outra: sem limites claros, começamos a perder presença, energia e discernimento clínico.
Limites não são barreiras frias.
São estruturas que sustentam o processo terapêutico.
Quando definimos horários, regras de contacto, valores, enquadramento de sessão e responsabilidade de cada um no processo, estamos a criar segurança.
Para o cliente — e para nós.
Um terapeuta regulado ajuda a regular.
Um terapeuta exausto começa a reagir.
E quando reagimos, deixamos de acompanhar com consciência.
Cuidar dos nossos limites é um ato ético.
É proteger o espaço terapêutico.
É honrar a nossa energia.
É ensinar, pelo exemplo, que relações saudáveis têm contorno.
Se és terapeuta, lembra-te: presença não é fusão.
Empatia não é absorção.
Cuidar do outro não implica abandonar-te.
Os teus limites também são terapêuticos.