Tenda de Umbanda de Ogum Rompe Mato

Tenda de Umbanda de Ogum Rompe Mato Um espaço de aconselhamento, sem fins lucrativos, trabalhando para o bem

Por que usamos guias ou fios de conta na Umbanda?Na Umbanda, guias ou fios de conta não são enfeites e nem acessórios re...
19/01/2026

Por que usamos guias ou fios de conta na Umbanda?

Na Umbanda, guias ou fios de conta não são enfeites e nem acessórios religiosos usados por estética. Elas têm fundamento espiritual, função energética e estão diretamente ligadas à proteção, firmeza e identidade espiritual de quem as usa.

As guias funcionam como um instrumento de conexão, auxiliando na sintonia com os Orixás, Linhas e Entidades que acompanham o médium ou o filho de fé. Elas ajudam a organizar o campo energético, proteger contra cargas negativas e reforçar o compromisso espiritual assumido dentro da casa.

Uso somente com autorização
Um ponto muito importante: ninguém deve usar guia sem autorização.
As guias precisam ser indicadas, preparadas, firmadas e entregues por quem tem responsabilidade espiritual na casa, geralmente o dirigente.

Usar guia por conta própria, comprada ou recebida sem fundamento:
Não protege
Pode gerar desequilíbrio energético
Demonstra falta de disciplina espiritual

Na Umbanda, tudo tem tempo, preparo e hierarquia.

Guia branca x Guias coloridas
Guia branca:
Normalmente é a primeira guia recebida
Representa proteção geral, humildade e disciplina
Costuma ser usada por médiuns em desenvolvimento ou por orientação da casa
Guias coloridas:
Estão ligadas a Orixás, Linhas ou Falanges específ**as
Só devem ser usadas quando autorizadas e preparadas
Indicam um grau maior de responsabilidade espiritual, não privilégio

Quanto mais específ**a a guia, maior é o compromisso de quem a usa.

Guia não é adorno
É fundamental reforçar:
Guia não é colar comum
Não é para combinar com roupa
Não é símbolo de status religioso

Ela carrega energia, fundamento, axé e responsabilidade.
Quem usa uma guia assume o compromisso de:
Ter postura
Manter respeito dentro e fora do terreiro
Cuidar da própria conduta espiritual

Conclusão
Usar guias na Umbanda é um ato de fé, disciplina e compromisso, não de vaidade.
Elas nos lembram que estamos sob orientação espiritual, que temos proteção, mas também deveres.

Guia bem usada protege, orienta e fortalece.
Guia usada sem fundamento não cumpre seu papel.
Na Umbanda, tudo é simples, mas nada é banal.

Saravá
Pai Joãozinho

O altar de Santa Sara Kali é um espaço de fé, proteção e caminhada. Ele não precisa ser luxuoso; precisa ser verdadeiro ...
19/01/2026

O altar de Santa Sara Kali é um espaço de fé, proteção e caminhada. Ele não precisa ser luxuoso; precisa ser verdadeiro e respeitoso, feito com intenção limpa.

Elementos tradicionais do altar de Santa Sara
Imagem de Santa Sara Kali
Pode ser uma imagem, estatueta ou estampa. Santa Sara é a protetora dos povos ciganos, dos caminhantes e dos que vivem na estrada da vida.

Lenço ou pano colorido
Normalmente vermelho, azul ou roxo. As cores representam proteção, espiritualidade, força e liberdade.
Velas
Branca: paz, luz e proteção
Azul: fé e espiritualidade
Vermelha: força, coragem e caminho aberto
Acenda sempre com respeito e intenção.
Água
Um copo ou taça com água limpa, representando a vida, a purif**ação e os caminhos.
Flores
De preferência naturais. Rosas, flores do campo ou as que você sentir no coração.
Moedas ou objetos simples
Simbolizam prosperidade e gratidão. Nunca por ostentação, mas como sinal de reconhecimento.
Incenso ou defumador
Para limpeza espiritual e elevação da oração.
Onde montar o altar
Em casa, em um local limpo e tranquilo
Pode ser simples, até mesmo em um canto ou prateleira
Alguns devotos montam perto da porta, simbolizando os caminhos
Como se conectar
Santa Sara não exige fórmulas rígidas. Fale com ela de coração aberto. Peça proteção para as estradas da vida, força para seguir e sabedoria para caminhar.
Santa Sara Kali caminha com quem anda com fé, verdade e respeito.🌙🍀

Aqui está uma oração simples para o altar de Santa Sara Kali, feita com palavras diretas e sinceras:
Santa Sara Kali,
guardiã dos caminhos e dos caminhantes,
esteja presente neste altar e neste lar.
Ilumine meus passos,
proteja minhas estradas visíveis e invisíveis,
afaste os perigos, as injustiças e as tristezas.
Que eu caminhe com fé, coragem e verdade,
e que nunca me falte pão, dignidade e esperança.
Receba minha gratidão, minha confiança e meu respeito.
Caminhe comigo hoje e sempre.
Assim seja.🌙🍀

Aqui está um ritual simples e respeitoso de agradecimento a Santa Sara Kali, que pode ser feito em casa, no altar, sem excessos.
Ritual de Agradecimento a Santa Sara Kali
Quando fazer
Pode ser em qualquer dia. Muitos preferem sexta-feira, mas o mais importante é a intenção.

Materiais
1 vela branca ou azul
1 copo com água limpa
Flores simples (opcional)
Incenso (opcional)
Passo a passo
Prepare o ambiente
Arrume o altar, limpe o local e silencie a mente por alguns instantes.
Acenda a vela
Acenda com calma e diga em voz baixa ou mentalmente:
“Acendo esta luz em agradecimento.”
Coloque a água no altar
A água representa a vida e os caminhos. Ofereça com respeito.
Faça a oração de agradecimento
Diga com suas próprias palavras ou use esta:
Santa Sara Kali,
hoje não venho pedir,
venho agradecer.
Agradeço pela proteção,
pelos caminhos abertos,
pela força nos momentos difíceis.
Que minha gratidão seja recebida
com humildade e verdade.
Caminhe comigo,
assim como eu caminho com fé.
Assim seja.
Silêncio e intenção
Fique alguns minutos em silêncio, sentindo gratidão sincera.
Após o ritual
Deixe a vela queimar até o fim, com segurança.
A água pode ser descartada na terra, em um vaso ou jardim.
As flores podem ser devolvidas à natureza.
Gratidão não é troca. É reconhecimento.

Ensinamento de Maria Navalha“Ô minha filha, meu filho…observe a chuva sem pressa. 🌧️Ela não pede licença pra cair,nem ex...
19/01/2026

Ensinamento de Maria Navalha
“Ô minha filha, meu filho…
observe a chuva sem pressa. 🌧️
Ela não pede licença pra cair,
nem explica por que vem — ap***s cumpre seu destino.
Tem dia que a vida desaba como temporal,
molha planos, apaga pegadas e testa o coração.
Mas quem aprende a esperar na varanda
não se perde na enxurrada.
A chuva leva o que é pesado
e deixa o chão pronto pra recomeçar.
Assim também é você:
o que ficou, ficou porque é raiz;
o que foi, precisava ir. 🍃
Não lute contra o tempo,
aprenda com ele.
Cabeça erguida, chapéu firme,
olhar atento e alma elegante.
Quem entende a chuva
nunca teme o amanhã.”
🕊️ Salve Maria Navalha!

19/01/2026

Fundamentos perdidos do Batuque
A BARCA OU DELOGUN
Antigamente, os antigos ensinavam que, ao se chegar no jeje da Mãe lemanjá, se rezava a reza do Pai Bará.
Isso acontecia porque era a própria Mãe lemanjá quem pedia ao Pai Oxalá a permissão para que Pai
Bará pudesse adentrar o salão e dançar com ela — e, junto, todos os outros filhos.
Essa era uma das formas de chamar todos os
Orixás, os filhos que são cavalos de santo, puxando o jeje de cada Orixá, até culminar no jeje da Mãe lemanjá.
Muitas vezes, nenhum Orixá de epô ou guerra havia chegado ainda. Então, o Babá ou a lya confiava à Mãe a responsabilidade de chamar seus filhos.
Em algumas ocasiões, uma visita vinha ap***s depois do jeje de Ossayn, e esse era o momento em que todos vinham dançar com ela, em louvação e adoração ao Pai Maior.
Muito desse fundamento se perdeu com o tempo
— ou, em muitos casos, já nem é conhecido.
E isso não está errado, pois nem toda nação possui ou reconhece esse fundamento ou essas rezas. ゚ ً

A LIÇÃO DE MULAMBOA noite pesava sobre o terreiro, carregada pelo cheiro de fumaça, pelo tambor que pulsava como coração...
19/01/2026

A LIÇÃO DE MULAMBO

A noite pesava sobre o terreiro, carregada pelo cheiro de fumaça, pelo tambor que pulsava como coração em desespero. O marafo girava nos copos, o vento cortava a poeira do chão de terra, e entre risos e saudações, um olhar se perdia na multidão.

Maria Mulambo viu.

Viu a moça encolhida no canto, miúda, dobrada sobre a própria tristeza como quem carrega um fardo pesado demais. Ela estava ali todas as giras, sempre chegando aos pedaços, sempre reconstruindo-se à força, tentando esconder na fé as feridas que alguém lhe deixava.

Mulambo se aproximou devagar, sem pressa de quem sabe que a dor não tem fuga.

— "Toma um gole, minha menina."

A moça negou com um gesto tímido.

— "E um trago?"

Outra recusa. Mas os olhos, ah… os olhos brilhavam como vidro rachado sob a luz, esperando, implorando por palavras que ainda não vinham.

Mulambo soltou um riso leve e sem aviso, se jogou no chão ao lado dela.

— "Ninguém me atrapalha, viu?" — avisou aos que rondavam. — "Agora eu tenho coisa mais importante pra cuidar."

Ficou ali, sentada, brincando com os anéis nos dedos, antes de erguer o rosto e perguntar, sem rodeios:

— "Quantas vezes, minha menina?"

A moça piscou, confusa.

— "Quantas vezes tu chorou por ele?"

Silêncio.

— "Quantas vezes ele te deixou esperando e nunca apareceu?"

Um tremor nos lábios dela.

— "Quantas vezes sumiu, e tu que teve que ir atrás?"

O coração da moça batia acelerado.

— "E quantas vezes, hein? Quantas vezes tu saiu do quarto dele com um sorriso, acreditando que o amor bastava, só pra ele, na mesma noite, deitar com outra?"

A respiração da jovem falhou. Os ombros caíram. O peito desmoronou pra dentro.

Ela não tinha resposta. Mas Mulambo não precisava de uma.

Pediu um cigarro, acendeu com a chama baixa do lampião que balançava ao lado.

— "Fuma."

A moça hesitou.

— "Vai, menina. Fuma."

A primeira tragada foi fraca, incerta. A segunda, mais firme. A terceira, uma tentativa de encontrar na fumaça algo que o coração não explicava.

Mulambo então disse, a voz rouca, quente como fogo sobre lenha seca:

— "Tá vendo essa fumaça? Isso é amor."

A jovem franziu a testa.

— "E a chama?"

Mulambo sorriu.

— "A chama é a esperança. Enquanto ela arde, a fumaça viaja. Vai longe, passa por todo canto. Mas sem fogo, menina… sem fogo, não tem caminho, não tem ida, não tem volta."

O cigarro começava a se apagar.

— "Traga mais."

A moça obedeceu, mas o calor começou a machucar. A brasa queimava perto do filtro, os dedos começavam a sentir o ardor, o gosto na boca já não era mais o mesmo.

— "Continua."

— "Mulambo… tá queimando."

— "Fuma."

— "Tá doendo!"

Ela jogou o cigarro no chão.

O silêncio cresceu entre elas.

Então Mulambo riu.

Riu como quem já viu aquela história mil vezes antes.

Se levantou, bateu as mãos na saia e estendeu a palma aberta para a jovem.

Ela aceitou o toque, os dedos ainda trêmulos, e quando se pôs de pé, ouviu o sussurro firme de Mulambo:

— "Tá na hora de parar, não tá?"

A moça engoliu seco.

— "A chama apagou, menina. O amor, sozinho, não foi longe. Só queimou você."

Mulambo sorriu de canto, virou nos calcanhares e partiu, deixando para trás ap***s a brisa morna da noite e um cigarro pisoteado no chão.

19/01/2026

AS FALANGES DE OGUM

São falangeiros de Ogum vibrando com a irradiação de outros Orixás que abrangem uma característica em cada um:

OGUM MATINATA:
É a linha mais pura de Ogum, sendo chamado por Ogum Guerreiro. Este falangeiro vibra originalmente na linha de Ogum sem cruzamentos. Defende os campos onde são feitas as oferendas para Oxalá, bastante comuns em colinas floridas. Não há muitos médiuns que conseguem tê-lo como Guia, pois é bastante difícil de incorporar. Suas cores são branca e vermelha, predominando mais o branco. Suas oferendas devem ser entregues em campos com muitas flores. Apesar de guardar as oferendas de Oxalá, não vibra diretamente com o mesmo.

OGUM BEIRA-MAR:
É ligado as praias de Iemanjá, conhecido como o Sentinela de Maria. Talvez seja o mais conhecido, pois muitos trabalham com as entidades desta falange, um motivo é que todos filhos de Ogum tem uma ligação direta com Iemanjá e a entidade que faz a ligação entre Ogum e Iemanjá, é Seu Beira-Mar. Esse falangeiro toma conta das praias, onde há a arrebentação das ondas, é ele que encaminha os pedidos feitos a mãe Iemanjá, pois como bem sabemos Ogum mora no mar e é lá que Seu Beira-Mar trabalha. Quando está em terra as entidades desta linha são sempre retas, com uma postura bem ereta, de peito inflado. Sua cor vibratória é o Vermelho. Trabalha bem na beira do mar, onde ele entrega os pedidos a Ogum Sete-Ondas que é um subordinado dele, depois esses pedidos são levados a Iemanjá. Ogum Beira-Mar, comanda muitas falanges como por exemplo: Ogum Sete-Ondas, Ogum Sete-Mares, Ogum Marinho entre outros.

OGUM DE LEI (OGUM DELÊ):
É intermediador de Ogum e Xangô. Suas cores cabalísticas são branco, vermelho e amarelo. Sua área de atuação é a entrada das pedreiras, pois nas pedras o intermediário de Ogum é, o “Ogum Guarda das Pedreiras”. Quando o Orixá Ogum manifesta-se na defesa do reino de Xangô, encontramos o desdobramento chamado de Ogum de Lei, ou seja, combinação vibratória do Orixá Ogum com o Orixá Xangô. Em nível de necessidade nossa de terra (ou terreiro) é quando Ogum atua na execução de justiça. É o Ogum da ponderação, ou seja, conquista/defesa através da ponderação, da estratégia.

OGUM YARA:
Ligado a Ibeji e Oxum, trabalha nas nascentes dos rios. Ogum Iara, também escrito Ogum Yara, é uma falange do Orixá Ogum, bem conhecida, trabalha como intermediador com a linha das crianças, sua cor vibratória é o azul escuro. Alguns dizem ser da linha de Oxum, mas sua ligação é primordialmente com Ibeji. Trabalha na cachoeira e comanda Ogum Caiçara entre outros.

OGUM MALÊ OU OGUM MALEI:
Ogum ligado a Oxalá, patrono das entidades do Oriente e de Cura, cuida de todos espíritos dos médicos astrais. A falange chefiada por este espirito é muito difícil de ver em terra, pois são espíritos muitos sutis que o médium precisa estar muito puro para entrar em contato. O Povo Malei, foi um povo já extinto que vivia no deserto, parecido com os beduínos e até mesmo com os ciganos, eram nômades. O nome deste falangeiro provém de lá, pois os eguns que vibram nesta linha encarnaram em solos orientais, como a maiorias dos espíritos da linha de Oxalá. São ótimos tarefeiros da cura, trabalhando na segurança e proteção de ritos de cura, cirurgias espirituais. Guardam também os médicos astrais e os médiuns de cura. Sempre que se pode deve-se saudar esta linha nos ritos de cura, pois são eles os grandes guardas e defensores astrais.

OGUM MEGÊ:
Serventia de Obaluaê, regula os Exus, trabalha muitas vezes dentro da Calunguinha. É bem conhecido dentro dos caminhos da Umbanda. Até mesmo no candomblé essa nomenclatura é dada a uma qualidade do Orixá Ogum. O Senhor Megê trabalha na linha das Almas, isto é, fazendo um entrecruzamento com Obaluae, ele que comanda a energia de Ogum dentro da Calunguinha (Cemitério). Ogum Megê que é o disciplinador das Almas insubmissas. Aplicando da lei sagrada nessas Almas. É importante ressaltar que sua governança é dentro da Calunguinha, pois fora dela o comando é de Ogum de Ronda. Suas cores vibratórias são três, Branco, Vermelho e Preto.

OGUM ROMPE-MATO:
Ligado a Oxóssi, cuida das entradas das matas e florestas. Senhor e comandante dos Caboclos de Ogum, Seu Rompe-Mato também é famoso. Suas falanges baixam em muitos terreiros. A maioria dos falangeiros de Ogum, se comportam de forma retida, costumam f**ar parado num local, como se fosse um guarda de um palácio, mas os espíritos da falange de Seu Rompe-Mato é diferente, quase todos dançam e rodam o terreiro inteiro, alguns até bradam. Talvez pela afinidade com a linha dos caboclos. Ele é intermediário entre o Orixá Ogum e Oxóssi, por isso também usa como cor vibratória além do branco e vermelho, o verde-mata. Seu campo de atuação é a entrada das matas, onde Oxóssi governa, Ogum Rompe-Mato guarda, ele está sempre na entrada de uma trilha, guardando os espíritos que lá habitam. Não devemos confundir o Ogum Rompe-Mato com o Caboclo Rompe-Mato, um é o intermediador de Ogum e Oxóssi, já o Caboclo, é um espírito que trabalha na linha de Ogum, e faz sua entrega pra Oxóssi, um é falangeiro, outro é um Guia. Apesar de estas duas entidades trabalharem muito próximas, o médium normalmente que trabalha com um normalmente também trabalha com outro, porém em graus diferentes.

OGUM SETE-ESPADAS :
Ligado a energia pura de Ogum, vibra com Ogum Matinata, usa uma espada na mão e outras seis cruzadas na capa, Usa vermelho e prata. Ogum 7 Espadas é um falangeiro do Orixa Ogum que baixa nos terreiros de umbanda sempre disposto a proteger seus filhos contra o mal com suas espadas. Enviado de ogum , ou seja, um falangeiro de seu exército, àquele que vem sobre a qualidade de um 7 espadas defende 7 degraus de evolução na Lei da Guerra. Assim como os Xangôs 7 pedreiras ou o Caboclo 7 Flechas. Eles são os guardiões dos mistérios de seus domínios, porque vêm na Umbanda com uma irradiação pura do seu Orixá de origem.

OGUM SETE-ONDAS :
Vibra com Ogum Beira-Mar, trabalha nas ondas do mar, ligado a Iemanjá. É o responsável por entregar as oferendas a Iemanjá, ele vem logo após a Ogum Beira-Mar, ou seja, se oferta algo a Iemanjá, Ogum autoriza a Ogum Beira-Mar a receber, e Ogum Beira-Mar faz a entrega a Ogum 7 Ondas para que esse entregue aos braços da linda Iemanjá. Caso Ogum não autorize, seus pedidos e sua oferenda não vão chegar a Iemanjá, e por esse motivo alguns pedidos feitos a ela não são realizados.

OGUM DAS PEDREIRAS :
Guarda as pedreiras de Xangô de armadura dourada e p***s marrons, vibra com Ogum de Lei quase não se desloca, grande executor não aceita ordens.

OGUM CAIÇARA :
Vibra com Ogum Yara, usa Vermelho e Azul bebê, se desloca pelo tempo, cuida do fundo da foz dos Rios.

OGUM DO ORIENTE :
Vibra com Ogum Malê, com ligações arábes, traz um turbante, vibra com as cores vemelho, branco e dourado.

OGUM DE RONDA:
Trabalha com Ogum Megê, trabalha nas entradas da Calunguinha, corre sua ronda a Meia-Noite. Usa Preto, Vermelho e Verde. Trás cruz de Malta no peito.

OGUM DAS MATAS:
Usa Verde e Branco, são espíritos Indígenas, usam espadas e bradam muito.

OGUM NARUÊ:
Seu nome signif**a “Aquele que é o primeiro a gerar valor”. Trabalhando diretamente na Linha das Almas, desmanchando a magia negra, controla as almas quibandeiras. Aceita suas oferendas com Ogum Megê ou, ainda, dentro ou fora dos cemitérios, nas cores branca e vermelha. Alguns incluem uma pedra-ímã nos itens a oferecer-lhe. Existem outras falanges, como Ogum Nagô, Ogum Naruê, Ogum Malei, que também atuam fortemente na vibração da esquerda, são Oguns que tem como grande poder o feitiço e o exímio conhecimento da Quimbanda, raramente se manifestam, atuando somente nos bastidores.

OGUM SETE-LANÇAS :
Ligado a Ogum Matinata e Sete-Espadas usa vermelho ap***s, roda cruzando o terreiro.

OGUM SETE-MARES:
Ligado a Ogum Beira-Mar e Ogum Sete-Ondas, cuida dos Mares, usa azul bem escuro e vermelho.

OGUM DE OURO:
Trabalha com Ogum de Lei e Ogum das Pedreiras, Usa Vermelho e Amarelo. Vibra com Iansã.

OGUM MENINO :
Vem com Ogum Yara e Ogum Caiçara trabalha nos lajeados e barrado de corais. Usa Vermelho e Azul.

OGUM DA LUA :
Vibra com Ogum Malê e Ogum do Oriente, trabalha nas vibrações lunares, nos campos abertos do Humaitá. Usa Vermelho e branco. Trabalha com Ogum Megê e Ogum de Ronda vibra muito com Exu, ligado a Obaluaê também. Usa Preto, Vermelho e Branco.

OGUM XOROQUÊ :
Sem dúvidas é dentro do Povo de Ogum a entidade que mais chama atenção, por ser dúbia, ter dois lados, um lado ser Ogum e do outro ser Exu. Esta forma quer dizer não que o orixá tem duas faces e sim que trabalha em dois pólos energéticos - tanto positivo como negativo - divindade masculina, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal.

OGUM DOS RIOS :
Trabalha com Ogum Rompe-Mato e Ogum das Matas, usa verde Água e vermelho. Apesar do nome trabalha nas Pontes.

Além desses ainda existem outros Oguns:

Ogum da Estrada - (Trabalha na estrada)
Ogum Rompe Folha - (Trabalha na Mata)
Ogum Bandeira - (Trabalha no Humaitá)
Ogum Gererê - (Ligado a Xangô).

Anderson Stefani

O SANTO FUGIU!Você já ouviu esta frase?E eu, logo no início da minha trajetória, me perguntava o que signif**ava "O SANT...
19/01/2026

O SANTO FUGIU!

Você já ouviu esta frase?

E eu, logo no início da minha trajetória, me perguntava o que signif**ava "O SANTO FUGIU".

Lembro-me em época de obrigação que meu pai mandava mensagem perguntando se poderia ir ajudar a cuidar dos "presos" (irmãos em obrigação). Um dia, ele disse:
- Ajude-os! Mas não deixe que levantem. Somente para ir ao banheiro e, antes de levantarem, tenha certeza de que todos os espelhos da casa estão cobertos.

Perguntei o porquê. A única resposta dele foi:
Porque não pode!
Pedi uma explicação mais clara. Ele me olhou e disse:
"O SANTO PODE FUGIR" (Fiquei mais confusa, mas fiz conforme o orientado)

Hoje entendo...

Naquela época, o respeito ao sagrado era tanto que tinha que haver um zelo extremo em tudo que fosse feito. Era a forma de demonstrar carinho e respeito ao orixá, principalmente pelo período de obrigação.

Hoje, O SANTO FUGIU...

O SANTO FUGIU quando o conhecimento deixou de ser importante e o terreiro virou status.

O SANTO FUGIU quando a quantidade de vela acesa no cruzeiro e no cemitério para derrubar o irmão é maior do que aquelas acesas no quarto de santo.

O SANTO FUGIU quando os fios de conta que carregamos foram substituídos por cordões gigantescos de ouro.

O SANTO FUGIU quando a comida tradicional do batuque foi posta de lado, sendo substituída por petiscos e tira-gostos.

O SANTO FUGIU quando o quarto de santo deixou de ser sua morada para virar símbolo de status e poder para alguns.

O SANTO FUGIU quando os simpatizantes que iam no terreiro ver a chegada das nossas divindades resolveram se iniciar visando f**ar ricos com religião, achando que seu orixá era empregado e que tinham que entregar tudo nas mãos dele.

O SANTO FUGIU quando viu que o ser humano começou a se mistif**ar passando por ele.

O SANTO FUGIU quando perdeu-se o respeito no tempo em que se alimenta o ori (selfie pós selfie).

O SANTO FUGIU quando pararam de se vestir para ele e começaram a se vestir para causar inveja nos irmãos.

O SANTO FUGIU quando a mão que tocou o ori começou a tocar o corpo.

O SANTO FUGIU quando o ifá virou mercadoria.

Sim, a cada dia mais o orixá se afasta do aiyê. Porque ele mesmo não suporta ver seus próprios filhos se destruindo. Orixá é vivo, e cada vez que algo do gênero acontece, é como se nós mesmos os mandássemos daqui. Porque, se o próprio ser humano se coloca na figura do orixá, por que o mesmo teria que vir até nós?! Quando entra ego, ganância, desrespeito, inveja e devassidão, o orixá não f**a.

Reflitam!

A África no Brasil - a raiz da ancestralidade
🌿

Oração a IemanjáDoce Mãe das Águas,Rainha do mar e guardiã das conchas,recebe esta flor branca oferecida com amor e fé.A...
17/01/2026

Oração a Iemanjá

Doce Mãe das Águas,
Rainha do mar e guardiã das conchas,
recebe esta flor branca oferecida com amor e fé.
Assim como as ondas que tocam a areia com suavidade,
lava meu coração, minha mente e meu caminho,
levando embora toda dor, medo e tristeza.
Que tuas águas sagradas tragam paz,
que teu manto azul cubra meu lar e minha vida,
e que a serenidade do mar habite meu espírito.
Iemanjá, Mãe amorosa,
abençoa meus passos, protege quem amo
e conduz meus sonhos em segurança
pelos caminhos da luz e da esperança.
Que assim seja,
Odoyá! 🌊🤍

IMPORTÂNCIA DO ORÍ A palavra yorubá Orí possui diversos signif**ados, mas o mais utilizado é cabeça. O Orí (cabeça) é o ...
16/01/2026

IMPORTÂNCIA DO ORÍ

A palavra yorubá Orí possui diversos signif**ados, mas o mais utilizado é cabeça. O Orí (cabeça) é o ponto mais alto do corpo humano (Ara) e representa para a espiritualidade, principalmente para o culto do Orixá o principal pólo para o corpo humano.

Uma das principais funções do Orí é guiar o homem em sua vida terrena, auxiliando, servindo como amigo e conselheiro, desde o momento de sua concepção, acompanhando-o durante toda a sua vida, até a morte física; o Orí é o nosso Orixá individual e pessoal, devendo assim ser o primeiro a ser cultuado e louvado, antes de todos os outros Orixás e energias, pois ele é a essência real de nosso ser.

Ele está sempre com a atenção voltada para tornar nossos sonhos em realidade e trazer felicidade, e por estar inteiramente ligado a nós, mais do que nosso próprio Orixá, ele conhece melhor nossas necessidades, e é o que melhor nos guia na trajetória de vida terrena.

Tem a ver com nossos acertos e erros no modo de ser e agir e é o que melhor pode nos mostrar e indicar o caminho certo a ser percorrido.

Para que o homem desempenhe bem seu destino individual, tem que estar bem sintonizado com seu Ori, que por ser uma energia física e espiritual, é uma divindade que não possui características estéticas, pois não provoca transe.

O ORÍ É SUBDIVIDIDO EM:

ORÍ ORÚN - parte da cabeça física desprendida que nos liga ao passado, nosso incosciente, o próprio sopro da vida, e há quem acredite ser o próprio anjo da guarda.
ORÍ ÁIYÈ - cabeça física, nosso presente, e está ligado a cada novo dia, a cada pensamento. É a parte do Ori que nos guia na vida terrena fazendo realizar nossos pensamentos.
ORÍ INU - cabeça interior, que nos liga aos nossos antepassados, é a própria individualidade de cada ser humano e direciona o homem ao futuro.

A cerimônia específ**a em que se dá o equilíbrio, se fortalece o Orí, chama-se Bori (Bo=comer, Orí= cabeça= dar de comer à cabeça). Neste ritual lhe são ofertados, oferendas ritualísticas (comidas) Orikis (invocações), rezas e saudações, para que se reestabeleça uma sincronia física e espiritual do ser com sua força, para que afaste problemas, infortúnios.
Oríô!

Um bom Orí não lamenta a dificuldade, SUPERA!

Imagem do escultor Jesus Maneiro.
"Ele dominou a técnica de fazer argila parecer madeira".

Pai Oxalá, peço que nesta sexta-feira derrame sua luz e sua misericórdia sobre todos aqueles que estão passando por difi...
16/01/2026

Pai Oxalá, peço que nesta sexta-feira derrame sua luz e sua misericórdia sobre todos aqueles que estão passando por dificuldades.
Que sua paz envolva os lares, acalme os corações aflitos e fortaleça quem já pensa em desistir.
Que Oxalá nos abençoe nesta sexta-feira, cobrindo-nos com seu manto branco de fé, esperança e amor.
Que a fé transborde dos nossos corações e alcance também os corações dos irmãos que ainda não compreenderam que este é o tempo de amar.
Amar e respeitar o próximo.
Amar e preservar a natureza.
Amar e cuidar dos animais.
Pois somente através do amor, do respeito e da consciência podemos nos transformar em seres humanos melhores, mais justos e mais fraternos.
E como fazer essa transformação?
Dando o exemplo.
Que não esperemos do outro aquilo que ainda não somos capazes de praticar.
Que sejamos nós os primeiros a agir com amor, respeito e compaixão.
Vamos começar essa mudança hoje, agora.
Que Oxalá nos guie, nos fortaleça e nos inspire.
Epa Babá Oxalá! 🤍✨

15/01/2026

Amanhecer de Umbanda.
Sementes de Sabedoria.
Dia 15/01/26.

“A Virtude”.

Na Religião de Umbanda, a virtude não é um conceito abstrato nem um ideal distante: ela é a vivência consciente da Lei Maior, a sintonia do ser humano com o seu propósito espiritual, com o Axé e com a ordem divina que rege o universo.

Ser virtuoso é caminhar em harmonia com o próprio espírito, cultivando o bom caráter, a humildade e a caridade, fundamentos essenciais de toda evolução espiritual.

A virtude não se revela por cargos mediúnicos, guias incorporados, roupas brancas ou títulos dentro do terreiro, mas pela conduta diária, pela forma como se fala, se age e se trata o próximo.

A Umbanda ensina que nenhum Orixá sustenta aquele que não cultiva o bem, pois a espiritualidade maior atua segundo a Lei de Amor, Justiça e Caridade.
Sem caráter, não há firmeza espiritual que se mantenha, nem trabalho que prospere.

Espiritualmente, a virtude é ouvir a consciência antes do orgulho.
É dominar os impulsos que geram desequilíbrio, compreendendo que cada pensamento, palavra e ação gera consequências no próprio caminho espiritual.

O ser humano se perde quando se afasta de sua consciência e se reconecta quando aprende a ouvir com humildade.
Por isso, na Umbanda, os guias não punem: orientam, educam, esclarecem e conduzem de volta ao caminho correto.

Filosof**amente, a Umbanda reconhece que o espírito reencarna para se aperfeiçoar.
Ninguém nasce pronto.
A virtude não é rigidez moral nem perfeição artificial, mas equilíbrio, aprendizado contínuo e esforço sincero para melhorar a cada dia.
Errar faz parte do processo; permanecer no erro por orgulho, vaidade ou negação do ensinamento é o verdadeiro desvio.

Quem cultiva a virtude aprende com a queda e transforma o tropeço em crescimento.

Moralmente, a virtude se expressa no respeito aos mais velhos e aos mais sábios, na palavra verdadeira, na paciência, na gratidão, na responsabilidade espiritual e no compromisso com o bem.
É reconhecer quando se falha, pedir perdão, reparar o erro e corrigir a atitude, em vez de justificá-la.

O médium ou dirigente virtuoso não é aquele que mais incorpora ou mais fala em nome da espiritualidade, mas aquele que vive em coerência entre o que ensina no terreiro e o que pratica fora dele.

Ética e comunitariamente, a virtude sustenta o terreiro.
Onde há fofoca, vaidade, autoritarismo ou exploração, a espiritualidade se afasta.
Onde há humildade, serviço desinteressado, verdade e amor ao próximo, o Axé se fortalece e se expande.

A Umbanda ensina que ninguém evolui prejudicando o outro, pois toda ação retorna segundo a Lei de Causa e Efeito.

A virtude, na Umbanda, é caminhar corretamente mesmo quando ninguém observa, honrar os compromissos espirituais e humanos, e lembrar que o maior altar é o caráter.
Quem cultiva o bem não precisa se exibir: sua vida se organiza, sua palavra tem peso e seus caminhos se abrem naturalmente.

Porque, no fim,
não é o Orixá que favorece o ser humano…
é o bom caráter que permite que a bênção se manifeste.
José Abreu.•.

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