Tenda de Umbanda de Ogum Rompe Mato

Tenda de Umbanda de Ogum Rompe Mato Um espaço de aconselhamento, sem fins lucrativos, trabalhando para o bem

“A mão que coloca na cabeça não toca o corpo.”Isso não é metáfora. É fundamento.No terreiro, existem limites claros, e e...
22/04/2026

“A mão que coloca na cabeça não toca o corpo.”

Isso não é metáfora. É fundamento.

No terreiro, existem limites claros, e eles existem para proteger o axé, a hierarquia e as pessoas.

Sacerdote ou sacerdotisa não pode se envolver emocional ou sexualmente com filho de santo.
E também não deve aceitar como filho de santo alguém com quem já teve envolvimento afetivo ou íntimo.

Não é questão de opinião.
É questão de função espiritual.

Quem coloca a mão na cabeça:

- orienta destino
- conduz caminhos
- sustenta o campo espiritual do outro

Quando entra desejo, interesse ou vínculo íntimo, essa função se quebra.

Mistura de papéis gera:

- confusão energética
- perda de autoridade espiritual
- desequilíbrio dentro do terreiro

E o axé sente.

Mas esse fundamento não é só de quem conduz.

Filho de santo também precisa ter postura.

- respeitar limites
- não confundir cuidado espiritual com envolvimento pessoal
- agir com caráter, fé e responsabilidade
- manter dignidade dentro e fora do terreiro

Espiritualidade não é conveniência.
É compromisso.

O terreiro é sustentado por ordem.
E ordem exige consciência de cada lugar.

Quem conduz, conduz.
Quem aprende, respeita.

Quando cada um ocupa seu papel com verdade, o axé cresce.
Quando mistura, enfraquece.

Simples assim.

Babalorixá André de Xangô
Sangoyori
Postado:

22/04/2026

Nem sempre é preciso falar alto para ser ouvido.
A forma como você se posiciona já diz muito sobre quem você é.

Xangô ensina que presença não se impõe, se sustenta.
É na postura, na coerência e na verdade que nasce a influência real.

Quem se reconhece não se diminui.
E quem se firma, não precisa convencer, apenas ser.

Kaô Kabecilê!

—Dofono Edson D'Omolu

22/04/2026

Macumbeiro tem pacto com satanás?

Não, meu caro ou minha cara, macumbeiro tem pacto com a caridade, com o amor, com a união, com o respeito para com o próximo, tem honestidade, tem dedicação, macumbeiro tem pacto com a felicidade!

Macumbeiro tem pacto com a transparência.
Macumbeiro tem pacto com a solidariedade.
Macumbeiro tem pacto em viver bem com a sua fé.

Na macumba não existe satanás, se tem um satanás ele não está sendo cultuado na macumba.

Na macumba tem Exu que não é o satanás!
Na macumba tem Pombo Gira que não é o satanás!
Na macumba tem Òrìsàs que não são o satanás!

Esqueça o satanás, o diabo, o capeta.

Fale mais o nome de Deus,
Pratique mais a verdade que é trazer o carinho para os necessitados.
Ame mais,
Perdoe mais,
Não viva de falsas esperanças, falsas promessas.

Esse Jesus que eu conhece é LUZ!
Esse Deus que eu conhece é o criador!
Esse ódio que você carrega não é meu, é seu.
Enquanto você condena a umbanda, estamos trabalhando 24h para o mundo, para Deus, para ajudar o nosso semelhante.

Cada força da natureza é o divino.

A cachoeira é Oxum
O mar Iemanjá
A pedreira Sàngó
Encruzilhada Èsù
Terra Obaluayie
Folhas Ossain
Ferro Ògún
Alegria Ibejis
Encanto LogunEdé
Ventos Oyá
Branco Oxalá
Barro Nàná
Pureza Ewá
Arco-íris Oxumarê
Justiça Obá
Mata Oxóssi

Eu cultuo os meus ancestrais
Eu cuido da minha fé
Eu respeito o seu amém
Respeite o meu Axé,
Respeite o meu Saravá!
Não julgue a nossa religião, venha conhecer e saberá o porquê usamos o branco e andamos descalços no terreiro.

CONGÁ: O ALTAR SAGRADO E O CORAÇÃO DO TERREIROA palavra Congá tem origem no idioma Banto, mas sua essência se conecta ao...
22/04/2026

CONGÁ: O ALTAR SAGRADO E O CORAÇÃO DO TERREIRO

A palavra Congá tem origem no idioma Banto, mas sua essência se conecta ao significado latino de altar: aquilo que está no alto, que nutre e alimenta. É a definição perfeita para este espaço onde estabelecemos nossos pontos energéticos e nossa conexão direta com o Sagrado.

Desde tempos imemoriais, sacerdotes, xamãs e pajés identificam locais de força para consagrar seus cultos. O Congá é essa "ponte" entre o humano e o divino.

O Ponto Principal de Axé
No Terreiro, o Congá é o núcleo onde as energias são permanentemente renovadas. Através de nossas preces e de elementos imantados — como velas, flores, pedras, pontos riscados e imagens — criamos um campo de força espiritual.

Ali, o sincretismo se faz presente nas imagens de Santos Católicos, Caboclos, Pretos Velhos e tantas outras entidades que sustentam a nossa Umbanda.

Um Transformador Energético
O Congá funciona como o mais potente aglutinador de forças do templo. Ele é:
Atrativo e Condensador: Capta e organiza as energias.

Escoador e Transformador: Limpa fluidos pesados e os transmuta.
Expansor e Alimentador: Irradia axé por todo o chão do terreiro, para que nossos pés descalços absorvam o fluido renovador.
É um processo constante de renovação. O Congá é o centro da vida espiritual de uma casa de Umbanda, garantindo o equilíbrio e a proteção de todos.
Axé a todos!

A FORÇA DA FÉ QUE VOCÊ NÃO VÊA fé é a base de tudo dentro do terreiro de Umbanda. É ela que sustenta o trabalho espiritu...
21/04/2026

A FORÇA DA FÉ QUE VOCÊ NÃO VÊ

A fé é a base de tudo dentro do terreiro de Umbanda. É ela que sustenta o trabalho espiritual, fortalece os médiuns e acolhe quem chega em busca de ajuda.

Ter fé não é apenas acreditar. É confiar, mesmo quando não entendemos tudo o que está acontecendo. É entrar no terreiro com o coração aberto, disposto a aprender, a sentir e a receber aquilo que a espiritualidade tem para oferecer.

Dentro do terreiro, a fé está presente em cada detalhe: no toque dos atabaques, nas orações, nos pontos cantados, no passe e nas palavras de orientação. Tudo é feito com amor e com a força da fé.

A fé também ajuda a acalmar o coração. Muitas pessoas chegam carregadas de tristeza, medo ou dúvidas, e é a fé que traz esperança e força para seguir em frente.

Para os médiuns, a fé é ainda mais importante. É ela que dá segurança no trabalho espiritual e ajuda a manter o equilíbrio, mesmo nos momentos difíceis.

Mas a fé não precisa ser perfeita ou gigante. Ela pode ser simples, como a de uma criança, pois o mais importante é que seja verdadeira.

No terreiro, aprendemos que a fé caminha junto com a caridade, o respeito e o amor ao próximo. É ela que nos lembra que nunca estamos sozinhos.

Por fim, a fé é uma luz que guia nossos passos, dentro e fora do terreiro, fortalecendo nossa caminhada e aproximando-nos cada vez mais da espiritualidade.

Axé a todos!
Mara Sant’Ana

A HISTÓRIA OGUM BEIRA MARA história de Ogum Beira Mar, psicografada...Relata que sua encarnação foi em 1268, em territór...
21/04/2026

A HISTÓRIA OGUM BEIRA MAR

A história de Ogum Beira Mar, psicografada...

Relata que sua encarnação foi em 1268, em território Gaulês...

Hoje ocupado pela França, e se chamava Olave de Gusttave...

Como emissário de São Jorge, dedicou sua vida a serviço da Igreja...

Sendo designado para servir a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo...

E do Templo de Salomão, tornando-se um Templário...

Foi treinado desde muito sedo ao exercício do bom combate...

Fez voto de pobreza e castidade, era um Monge Guerreiro...

Porém depois da Guerra Santa, conhecida como as Cruzadas...

Foi traído pela própria Igreja, acusado de heresia...

E de esconder tesouros no Convento da Ordem...

Na verdade foi uma conspiração para acabar com a Ordem dos Templários...

Orquestrada pelo Alto Clero e o Rei da França...

Então foi decapitado em 1303...

Tendo a Ordem dos Templários sido extinta pouco tempo depois...

Torno-se, então, Cavaleiro de São Jorge, servindo a Virgem Maria...

E na Legião de São Miguel Arcanjo!

Recebendo a insígnia de Cavaleiro de Ogum...

E passou a se chamar Ogum Beira Mar!

Que pode se deslocar no tempo e no espaço...

Atuando em locais distantes e desconhecidos...

Seu ideal é servir a Oxalá e à amada Mãe Iemanjá...

Quando encarnado devoto da Virgem Maria e Jesus Cristo...

O Caboclo Ogum Beira Mar é o Senhor da Sétima Onda do Mar...

Defensor da Calunga Grande, senhor da guerra...

Indomável e imbatível defensor da lei e da ordem...

A força pelo poder do fogo e do aço!

Defende os fracos e os que estão em demanda...

Trabalha na linha do Mar e sua morada está na sétima onda do mar...

Onde recebe suas oferendas e despacha todo o mal na Calunga Grande...

Ogum Beira Mar é o escudo fiel dos bravos navegantes...

Nos dias de tormentas!

É o lado masculino da Calunga Grande, o lado da força nas demandas...

Cumpridor fiel da balança da justiça terrena...

Controla os ventos na praia soprados por Iemanjá e Iansã...

Dosando cada onda quando chega à praia...

Lenda de Ogum Beira Mar:

Conta a lenda que Ogum GUM Beira Mar quando chegou a uma aldeia...

Ficou furioso porque falava com as pessoas e ninguém lhe dava atenção...

Sempre que tentava falar com um morador da aldeia não tinha resposta...

E começou a achar que estavam zombando dele...

Num ato de fúria matou todos os que pensou o estarem humilhando...

Depois disso, logo a frente quando passou por outra aldeia...

Encontrou um ancião e lhe contou o ocorrido...

Ao que ouviu do senhor que era costume então nas aldeias...

Por onde Pai Ogum passava, fazerem voto de silêncio por alguns dias...

Ogum Beira Mar ao saber disso!

Entendeu o que havia se passado com ele e, enfurecido consigo mesmo...

Foi em direção ao mar, parou e fitou a sétima onda com seus olhos...

E ali jurou proteger os fracos!

E todos aqueles que tivessem sofrendo injustiças, discriminações...

E qualquer tipo de perseguição injusta!

Após esse juramento de Ogum Beira Mar!

O mar começou a jogar conchas nas areias das praias...

Ogum mora no mar junto com Iemanjá!

Saravá Fraterno!

Pai Jonathas de Ogum.'.

Que mensagem linda e cheia de axé! ✨Oxum é realmente essa força suave, mas poderosa, que rege o amor, a fertilidade e a ...
21/04/2026

Que mensagem linda e cheia de axé! ✨

Oxum é realmente essa força suave, mas poderosa, que rege o amor, a fertilidade e a prosperidade. É ela quem nos ensina que a verdadeira beleza nasce de dentro, na transparência das águas e na doçura do mel. Sentir essa proteção e purificação é um bálsamo para a alma.
Que as águas de Mamãe Oxum continuem banhando seu caminho com muita paz, brilho e abundância.

"Oraieieo Mamãe Oxum!

Mãe sagrada da beleza que habita em nosso ser,
pedimos que derrame sobre nós o brilho do seu ouro.
Rainha das cachoeiras e das águas que rolam nas cascatas,
proteja-nos com seu manto sagrado e acolhedor.
Que seus espelhos mágicos reflitam apenas o que há de melhor em nós,
afastando as sombras e revelando a luz da nossa alma.
Que sua água doce e cristalina purifique todo o nosso ser,
lavando as dores e renovando nossas forças.
Traga-nos, Senhora da Doçura, a beleza de viver com fé,
para que possamos transbordar amor e gratidão por onde passarmos.
Nas suas águas me benzo, no seu amor me firmo.

Axé

🌸 Ela tinha 7 anos. Saiu para comprar ovos e nunca voltou. Hoje, 125 anos depois, o povo ainda leva brinquedos para o se...
21/04/2026

🌸 Ela tinha 7 anos. Saiu para comprar ovos e nunca voltou. Hoje, 125 anos depois, o povo ainda leva brinquedos para o seu túmulo.
Era uma tarde comum em Sorocaba, interior de São Paulo.

O ano era 1899.

Uma menina de cabelos escuros, olhos vivos e vestidinho simples saiu de casa com uma missão pequena:

Comprar ovos para a mãe.

Eram poucos metros. Um trajeto que ela já conhecia.

E foi a última vez que a viram com vida.

Seu nome era Julieta Chaves.

Tinha acabado de completar 7 anos.

Quando Julieta não voltou para casa, a mãe saiu à sua procura.

Depois, os vizinhos.

Depois, a cidade inteira.

Por quatro dias, Sorocaba parou. Ruas foram varridas, terrenos foram revirados, rezas foram feitas em todas as igrejas.

Nada.

No quinto dia, o corpo da menina foi encontrado num terreno próximo à Rua Santa Clara.

A cidade chorou como nunca havia chorado antes.

O culpado foi identificado: um homem de confiança, com posição respeitada na sociedade local.

Alguém que os pais jamais teriam imaginado.

Julieta havia cruzado seu caminho naquele dia, e ele tirou dela o que jamais deveria ter tocado — sua inocência, sua alegria, sua vida inteira.

A Sorocaba de 1899 ficou em estado de choque.

E nunca — nunca — esqueceu.

O corpo de Julieta foi sepultado no Cemitério Municipal da Saudade, em Sorocaba.

Logo, uma cruz simples foi colocada sobre o túmulo.

E antes mesmo que qualquer padre autorizasse, antes de qualquer decreto oficial, o povo já estava ali.

Com flores. Com velas. Com choro.

E com fé.

Em 1905 — apenas 6 anos após a morte da menina — um devoto chamado Januário Festa mandou construir uma capela de vidro e madeira sobre o túmulo.

Ele havia feito um pedido a Julieta.

O pedido havia sido atendido.

E ele não guardou isso para si.

Em 1932, uma capelinha de alvenaria foi erguida no lugar — e é ela que está lá até hoje, na quadra 22, sepultura 4 do cemitério.

Mais de 125 anos se passaram.

E o túmulo de uma menina de 7 anos continua sendo um dos mais visitados de toda a cidade.

Mas o que mais impressiona quem visita pela primeira vez não são as velas.

Não são as flores.

São os brinquedos.

Ursos de pelúcia. Bonecas. Carrinhos. Flores de plástico coloridas.

O povo não esqueceu que Julieta era uma criança.

E trata seu túmulo como se ela ainda fosse.

Como se, de alguma forma, ela merecesse ter de volta a infância que lhe foi arrancada.

Existe até um livro publicado sobre ela — "A História de Julieta Chaves — a Santinha de Sorocaba", escrito pela artista plástica Flávia Aguilera.

Uma criança de 1899 que ganhou biógrafa no século XXI.

Isso é o que a fé popular faz com quem o mundo tenta apagar.

Toda vez que alguém deixa um brinquedo naquele túmulo, está dizendo sem palavras:

"Eu sei o que aconteceu com você. Eu não esqueci. E você não está sozinha."

Quando você percorre os cemitérios do Brasil em busca dos seus "santos populares", uma coincidência perturbadora começa a aparecer.

Os homens que o povo canonizou — como Nhô João de Camargo — em geral morreram por doenças, acidentes ou pelo peso da idade. Viveram. Sofreram. Construíram algo. E partiram.

Mas as mulheres e meninas que viraram santas populares — como Julieta, como a Loira Desconhecida, como tantas outras espalhadas pelos cemitérios deste país — quase sempre carregam a mesma marca:

Foram vítimas de violência.

Morreram cedo demais. Morreram de forma injusta. Morreram pelas mãos de alguém que não deveria ter chegado perto delas.

E o povo, que não podia fazer justiça em vida, fez da única forma que restava:

Não deixou o mundo esquecê-las.

Transformou seus túmulos em altares.

Seus nomes em orações.

Suas histórias em aviso permanente.

Talvez seja essa a mensagem silenciosa que cada vela acesa sobre esses túmulos carrega:

"Aqui jaz alguém que o mundo falhou em proteger. Mas que a fé se recusa a abandonar."

E enquanto houver alguém levando uma flor — ou um ursinho de pelúcia — essa mensagem continuará sendo dita.

Em voz baixa. Mas para sempre.

📍 Cemitério Municipal da Saudade — Sorocaba, SP
🌸 Quadra 22, Sepultura 4
🧸 Túmulo real. História real. Devoção que dura mais de um século.

Dona Sebastiana já tinha visto de tudo nos trinta anos em que trabalhou limpando as alamedas do Cemitério de Santo Amaro...
21/04/2026

Dona Sebastiana já tinha visto de tudo nos trinta anos em que trabalhou limpando as alamedas do Cemitério de Santo Amaro, em Recife. Ela conhecia o som do vento nas palmeiras e o estalo das pedras de mármore que esfriavam ao entardecer. Para ela, a morte não era um bicho-papão, era apenas um silêncio que precisava de vassoura e respeito.

Certo dia, uma de suas clientes mais antigas, a doutora Helena, fez um pedido diferente.

— Sebastiana, quero que você cuide com carinho do túmulo da Dona Rosa. Ela foi minha babá a vida inteira, morreu semana passada e eu ainda não tive coragem de ir lá.

Sebastiana aceitou. Lavou a pedra, poliu o bronze e deixou tudo brilhando. Sete dias depois, ela voltou para a manutenção de rotina, acompanhada por Tião, um ajudante novo que ainda se benzer toda vez que uma coruja sobrevoava os jazigos.

Eles estavam perto do muro alto, onde o sol custava a chegar, quando o ar ficou subitamente parado.

— Ei... me dá água... tô com muita sede — uma voz abafada, mas nítida, pareceu brotar debaixo dos pés deles.

Tião parou com a vassoura no ar. O rosto dele ficou da cor da cal que usavam nos muros.

— Tu ouviu isso, Sebastiana?

— Ouvi o quê, homem? Trabalha e deixa de bobagem.

— A mulher ali dentro... ela tá pedindo água, Sebastiana! Pelo amor de Deus, vamos sair daqui!

Dona Sebastiana parou, colocou as mãos nos quadris e olhou para o rapaz com aquela firmeza de quem já enfrentou muita tempestade na vida.

— Ô Tião, que marca de homem é você? A alma tá pedindo ajuda e tu quer correr?

Ela pegou o balde, foi até a to****ra de ferro no fim do corredor e encheu até a boca. Voltou ao jazigo da Dona Rosa, encheu um copo de plástico e o colocou sobre a lápide. O resto da água ela derramou devagar sobre a pedra, como se estivesse dando um banho em alguém que ama.

— Tome aqui, Dona Rosa. Se for sede do corpo, a terra bebe. Se for sede da alma, minha prece lhe alcança. Sossegue o coração.

Minutos depois, Sebastiana ligou para a doutora Helena.

— Doutora, a sua babá me pediu água agora pouco. Já dei pra ela.

Houve um silêncio de chumbo do outro lado da linha. A voz de Helena veio trêmula, quase um sussurro.

— Sebastiana... ela passou vinte dias em coma na UTI. Os médicos não deixavam dar nem uma gota de água por causa dos aparelhos. Ela morreu sentindo essa sede.

— Pois não sinta mais, doutora. Ela já bebeu.

No dia seguinte, Sebastiana voltou ao local. O copo estava lá, exatamente onde ela deixou. Mas estava seco. Não havia rastro de gotejamento, nem sinal de que a água tivesse evaporado pelo sol, que nem tinha aparecido naquela manhã nublada.

Naquela noite, porém, o plano espiritual resolveu revelar o que os olhos de Helena não queriam ver. Sebastiana sonhou com Dona Rosa. Ela estava jovem, vestindo um uniforme branco muito limpo e segurava uma chave de metal antiga.

— Diga para a Helena que a sede passou, mas que o segredo do pai dela ainda está guardado no fundo do baú de sândalo. Ela precisa libertar aquela dívida para que ele também consiga beber da água da paz.

Helena, após ouvir o relato de Sebastiana, abriu o tal baú que estava trancado há décadas no sótão da família. Lá dentro, encontrou uma escritura de uma casa que o pai de Helena havia prometido para Dona Rosa em testamento, mas que os advogados haviam escondido para não diminuir a herança.

Dona Rosa não pedia água apenas para si. Ela usou a sua necessidade espiritual para atrair a única pessoa que teria coragem de ouvi-la e, assim, fazer a justiça que a ganância dos vivos tentou apagar.

A sede espiritual muitas vezes é o grito de uma injustiça que ficou pendente na Terra.

Existem vozes que o mundo ignora, mas que o coração simples acolhe. Você tem sensibilidade para ouvir o que o outro precisa, mesmo quando ele já não tem mais voz física?

A caridade não conhece fronteiras. Um copo de água e uma prece podem ser a chave que abre as portas do céu para quem ficou preso nas dores do mundo material.

Você já viveu uma experiência onde sentiu que um pedido de alguém que já partiu te levou a descobrir uma verdade oculta?
_______________________
A história acima é baseada em fatos reais, mas a personagem da vida real é de Raimunda Magno, zeladora particular de sepulturas. Há uma entrevista com ela no canal "Almeidas Indicam".

Optamos por criar uma história baseada ao invés dela própria porque isso nos deu mais liberdade para criar mais detalhes (mesmo que fictícios) e deixar a narrativa mais longa, pois ela foi muito breve na entrevista e na entrega de detalhes.

20/04/2026

🙏 ✨ Vestido e armado com as armas de Jorge, para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem. ✨ 🙏
𝐒𝐚̃𝐨 𝐉𝐨𝐫𝐠𝐞, 𝐎 𝐆𝐮𝐞𝐫𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐈𝐦𝐛𝐚𝐭𝐢́𝐯𝐞𝐥 𝐝𝐚 𝐅𝐞́
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O Milagre da Coragem contra o Dragão: São Jorge é o símbolo máximo da vitória do bem sobre o mal ⚔️🐉. A história conta que ele enfrentou e venceu um terrível dragão para salvar uma cidade e libertar o povo do medo. Esse dragão representa as tribulações, a inveja e os problemas que tentam devorar a nossa paz. São Jorge não venceu apenas com a lança, mas com o poder da Cruz e uma fé que não recua diante de nenhum perigo! Onde ele cavalga, o mal se ajoelha. 🛡️🏇✨
Oração de Blindagem e Vitória:
"Ó São Jorge, meu santo guerreiro e protetor, eu invoco a tua força nesta hora de batalha. Assim como venceste o dragão, ajuda-me a vencer as dificuldades do meu trabalho e a afastar as ciladas de quem me deseja o mal ⚔️🔥.
Eu andarei vestido e armado com as tuas armas! Que a tua lança quebre as demandas contra mim e que o teu escudo blinde o meu lar e a minha família 🏠🛡️. Que a coragem habite em meu peito e que, sob a tua guarda, eu caminhe seguro, pois quem tem o Céu como exército nunca luta sozinho. São Jorge Guerreiro, rogai por nós! Amém." 🙏⛓️💥
Escreva "EU ESTOU VESTIDO COM AS ARMAS DE JORGE" nos comentários e receba essa proteção agora! ⚔️🛡️

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