21/02/2026
A profissão de terapeuta é, uma profissão solitária.
Apesar de estarmos com pessoas, estamos num contexto terapêutico e que, claramente não é o mesmo que estar entre pares, relaxar a escuta ou simplesmente partilhar.
Há sempre uma parte de nós que sustenta o espaço e permanece no lugar de terapeuta.
Estar com outros profissionais torna-se cada vez mais uma necessidade,para mim.
Conversar sem papel definido, trocar experiências, ouvir outros olhares, aprender através do encontro humano e não apenas terapêutico.
Encontros de terapeutas são sempre uma oportunidade de ampliar o olhar, de crescer, de nos fazer sentir parte de algo
Em junho estaremos num encontro, cada um a contribuir com aquilo que é e com aquilo que vive.
Pediram-me uma frase inspiradora, e surgiu esta, que l reflete tanto a minha condição enquanto mulher e ser humano, como o meu lugar nas terapias.
Durante muito tempo , e ainda hoje, o meu trabalho pessoal e profissional foi ajudar os meus clientes, e a mim própria, a sanar dores emocionais, ganhar consciência e promover mudança.
Mas hoje, com outra maturidade, quer como ser humano quer como terapeuta, percebo que o trabalho mais importante é connosco mesmos:
permitirmo-nos ir ao fundo da nossa alma e descobrir quem verdadeiramente somos.
Sim, somos profundamente condicionados pela infância, pela família e pela história transgeracional.
Mas é preciso sair desse lugar, tratar as feridas e ocupar o nosso espaço para chegarmos ao encontro mais importante da nossa vida — o encontro connosco.
Um encontro onde deixamos de responsabilizar o exterior e os outros, e conseguimos não só ver, mas aceitar o que há para aceitar e transformar o que precisa de mudança.
Sem desculpas.
Sem vitimização.
É aí que começa a transformação…
e é aí que começa a nascer a mulher e a terapeuta sábia , a anciã, que traz não apenas o saber dos livros, mas o saber das vivências da vida 😍