28/05/2026
A epiconpdilite é uma condição dolorosa que afeta o cotovelo, mais especificamente a região dos epicôndilos — pequenas saliências ósseas do úmero (osso do braço) onde se inserem tendões e músculos responsáveis pelos movimentos do punho e da mão. Dependendo da localização, pode ser chamada de epicondilite lateral (mais conhecida como “cotovelo de tenista”) ou epicondilite medial (“cotovelo de golfista”).
A epicondilite ocorre, na maioria das vezes, devido a sobrecarga repetitiva dos músculos do antebraço. Movimentos constantes de extensão ou flexão do punho, força excessiva ou técnicas inadequadas (no desporto ou no trabalho) levam a pequenas lesões nos tendões. Com o tempo, essas microlesões acumulam-se e provocam dor, inflamação e diminuição da força.
Os sintomas mais comuns incluem dor na parte externa ou interna do cotovelo, sensibilidade ao toque, dificuldade em segurar objetos e dor ao realizar movimentos simples, como rodar uma maçaneta ou levantar um copo.
A osteopatia pode ser uma abordagem eficaz no tratamento da epicondilite, pois atua não apenas no local da dor, mas também nas causas subjacentes do problema. Entre os principais benefícios destacam-se:
Alívio da dor: através de técnicas manuais que reduzem a tensão muscular e a sobrecarga nos tendões.
Melhora da mobilidade: libertação das articulações do cotovelo, punho e até do ombro, que podem estar a contribuir para o problema.
Correção de desequilíbrios: o osteopata avalia toda a cadeia muscular e postural, identificando compensações que favorecem a lesão.
Estimulação da recuperação dos tecidos: técnicas que melhoram a circulação sanguínea local, favorecendo a cicatrização dos tendões.
Prevenção de recidivas: orientação sobre postura, ergonomia e padrões de movimento para evitar o reaparecimento da dor.
Assim, a osteopatia pode ser uma aliada importante tanto no alívio dos sintomas como na recuperação funcional e prevenção da epicondilite.