21/01/2026
Uma semana depois do meu regresso da Amazónia e ainda me sinto longe de integrar totalmente este tempo de escuta, de silêncio e de verdade.
Esta segunda dieta trouxe-me uma nova perspectiva de um tema particularmente forte, mas não necessariamente novo na minha vida.
Meses antes e já sentia que 2026 estava a pedir-me um novo corpo-templo. Mais espaço, mais liberdade, mais crescimento.
A minha história plasma a consciência de que emoções não resolvidas não desaparecem.
Não se perdem com o tempo.
Não se dissolvem porque somos “fortes”.
Não se transformam só porque as compreendemos mentalmente.
Elas ficam.
Aguardam no corpo, nos tecidos, nos sintomas que insistem, nas reações que às vezes nos surpreendem.
O corpo não mente, e aquilo que não pôde ser sentido no momento certo procura outro tempo, outra forma, outro espaço para se expressar.
Vivemos numa cultura que nos ensinou a seguir em frente rapidamente, a normalizar a dor e a funcionar apesar de tudo. Mas há momentos da nossa vida em que o corpo pede outra coisa.
Sentir não é regredir, é permitir que a vida volte a circular. Integrar emoções não é dramatizar o passado, mas libertar energia para o presente.