22/03/2026
Havia uma mãe que jurava que o problema era o feitio do filho.
Ele era teimoso, difícil, não havia forma de falar com ele.
Tentou ser mais firme.
Tentou ser mais suave.
Tentou ignorar.
Tentou confrontar.
Nada resultava.
Um dia, quase sem querer, começou a olhar para dentro.
Não para o filho, mas para ela.
Para o que sentia, quando ele resistia.
Para o que disparava lá dentro, quando ele não obedecia.
Para a criança que ela própria tinha sido, e que também precisava de ter sido vista.
E ali, nesse sítio quieto e desconfortável, encontrou a raiz.
Não era o feitio dele, era o eco de algo que ela ainda não tinha resolvido.
Quando ela mudou, ele mudou.
Não de um dia para o outro, claro, mas mudou.
Porque o que muda em nós, muda neles.
Não é coincidência - é conexão.