Psicóloga Clínica Filipa Cameirinha

Psicóloga Clínica Filipa Cameirinha Psicologia - Neuropsicologia - Psicoterapia - Nutrição - Fisioterapia - Psicologia do Trabalho

O 25 de Abril é um evento. A tua liberdade individual é um processo.Celebrar a liberdade na rua sem varrer a poeira das ...
28/04/2026

O 25 de Abril é um evento. A tua liberdade individual é um processo.

Celebrar a liberdade na rua sem varrer a poeira das expectativas alheias que ainda te sufocam é uma ilusão. Se tens estado a sentir uma desconexão entre o que desejas, o uqe O manual do adulto 'útil' e 'perfeito' é uma prisão com boa iluminação.

Na clínica, liberdade é quando começas a ouvir a tua própria voz por cima do ruído de quem escreveu o script para ti. O trono que pensas que deves ocupar é teu. Mudar os móveis mentais de sítio exige rigor.

Estás aí?

Hoje saí à rua mas não fui passear. Hoje não foi para isso.Não gritei, não corri e não pulei. Hoje não foi para isso.Não...
25/04/2026

Hoje saí à rua mas não fui passear. Hoje não foi para isso.

Não gritei, não corri e não pulei. Hoje não foi para isso.

Não fui ao concerto de x ou y nem à festa z. Hoje não foi para isso.

Não defendo cores específ**as mas há uma coisa que tenho em mim que é inegociável: o valor da liberdade.

E se hoje vi algumas publicações e comentários contra estas celebrações, posso dizer que vi muitas mais pessoas a descer na Avenida. Fiquei longe do telemóvel e das redes. Hoje não foi para isso.

Hoje

After Life, classif**ada como comédia com o genial Ricky Gervais. Poucas gargalhadas, muita reflexão e um final regado c...
16/02/2026

After Life, classif**ada como comédia com o genial Ricky Gervais. Poucas gargalhadas, muita reflexão e um final regado com lágrimas e muito afeto no peito.

O "superpoder" de não querermos saber de nada acaba quando percebemos que precisamos uns dos outros. Fez-me pensar em algumas pacientes, em momentos diferentes, histórias diferentes mas o mesmo sentir. Que a vida
Que às vezes, quem nos salva é a senhora viúva no banco do cemitério, o carteiro que nos irrita, ou o cão que só precisa que lhe abram a lata de comida 🐕

A vida adulta dói. A perda dói.
Mas, tal como o Tony descobre (e nós tentamos lembrar todos os dias aqui no centro): a bondade é a única coisa que realmente importa.

Se estás a passar por um momento "cinzento", f**a a recomendação desta série. Não para "curar", mas para te sentires menos sozinho na tua humanidade.

Boa noite. 🌙

After Life, classif**ada como comédia com o genial Ricky Gervais... Gargalhadas? Poucas, muita reflexão. E no final umas...
16/02/2026

After Life, classif**ada como comédia com o genial Ricky Gervais... Gargalhadas? Poucas, muita reflexão. E no final umas

Ensinou-nos que o "superpoder" de não querermos saber de nada acaba quando percebemos que precisamos uns dos outros.
Que às vezes, quem nos salva é a senhora viúva no banco do cemitério, o carteiro que nos irrita, ou o cão que só precisa que lhe abram a lata de comida. 🐕

A vida adulta dói. A perda dói.
Mas, tal como o Tony descobre (e nós tentamos lembrar todos os dias aqui no centro): a bondade é a única coisa que realmente importa.

Se estás a passar por um momento "cinzento", f**a a recomendação desta série. Não para "curar", mas para te sentires menos sozinho na tua humanidade.

Boa noite. 🌙

A inveja é, talvez, o sentimento mais mal amado de todos. Aprendemos cedo a escondê-la, a senti-la com culpa e a batizá-...
02/02/2026

A inveja é, talvez, o sentimento mais mal amado de todos. Aprendemos cedo a escondê-la, a senti-la com culpa e a batizá-la de "inveja boa" para a tornar suportável. Nos últimos dias, temos sentido muitas coisas que preferiamos não sentir - alguns de nós inclusive falam da culpa de estar numa situação confortável quando tanta gente está sem o básico. Além da culpa, a inveja pode surgir e hoje escolhi falar dela.

Na psicoterapia, não há inveja boa nem má. Olhamos para ela sem julgamento moral.

Quando o sucesso de alguém te causa um aperto no peito, uma irritação inexplicável ou uma vontade de te retirares, isso não diz que és uma má pessoa. Diz-te, sim, onde é que a tua própria vida está a necessitar de atenção.

A inveja não é sobre o outro; é sobre ti. É uma bússola que aponta, com uma precisão dolorosa, para os teus desejos mais reprimidos. Aquilo que te magoa no triunfo alheio é, muitas vezes, a permissão que tu ainda não te deste para brilhares, para arriscares ou para seres humana.

"O que é que isto me revela sobre o que eu realmente quero?" e "Que parte de mim se sente deixada para trás?" são duas questões que nos ajudam a olhar para a inveja com uma perspetiva mais funcional e menos crítica.

O sucesso do outro não tem de retirar espaço ao teu. Por vezes o que acontece é que o mapa do teu próprio desejo está escondido até ser iluminado pelo brilho do outro.

Plea

Muitas vezes, aquilo a que chamamos "esforço" é, na verdade, uma guerra contra a nossa própria biologia.Passamos dias, m...
28/01/2026

Muitas vezes, aquilo a que chamamos "esforço" é, na verdade, uma guerra contra a nossa própria biologia.

Passamos dias, meses, anos a tentar silenciar a fome, o sono, a tristeza ou a necessidade de amparo. Agimos como se o cansaço fosse uma falha de sistema e não a prova de que estamos vivas. Criamos uma personagem que chega a todo o lado, que resolve tudo, que nunca falha. Mas a que custo?

A verdade é que dá muito trabalho tentar não ser humana.

Tentar ser uma máquina de produtividade e eficácia exige uma armadura tão pesada que, eventualmente, o corpo deixa de aguentar o peso. A paralisia que sentes não é falta de vontade; é o teu corpo a reclamar o direito de ser frágil.

Talvez a cura não esteja em "fazer mais" ou em "esforçar-te melhor". Talvez a cura esteja em suportar ser menos. Em aceitar a pele, o limite e a falha.

Porque ser humana é, precisamente, a única coisa que não podes delegar.

Diz-me: que parte da tua humanidade tens tentado esconder atrás do esforço hoje? 👇

Hoje é difícil não olhar para cima. Ou para o lado. Ou para o ecrã.Acordámos num país em suspenso. Uma segunda volta his...
19/01/2026

Hoje é difícil não olhar para cima. Ou para o lado. Ou para o ecrã.

Acordámos num país em suspenso. Uma segunda volta histórica, 40 anos depois, que nos coloca a todos num estado de alerta e polarização. O ruído político lá fora é tanto que se torna impossível não o sentir cá dentro, na nossa carga mental, na ansiedade do que virá.

Lembrei-me imediatamente do filme "Don't Look Up".

Embora seja uma sátira ao fim do mundo, ele descreve perfeitamente o que vivemos hoje: a exaustão de tentar processar a realidade enquanto o sistema nos empurra para fações opostas. O filme é sobre um cometa que vai colidir com a Terra, mas é, sobretudo, sobre a nossa incapacidade de parar, olhar para o que é real e admitir que estamos com medo.

Na minha prática clínica, vejo muitas mulheres a viver o seu próprio "Don't Look Up". O cometa delas é a exaustão física, o esgotamento emocional ou o silenciamento do próprio corpo. Elas vêem o sinal de perigo, mas o guião da "adulta funcional" obriga-as a baixar a cabeça e a continuar a carregar chapéus, como se nada estivesse a acontecer.

Talvez o que Portugal e cada uma de nós precisa hoje seja da mesma coisa: a coragem de parar de ignorar o óbvio. Parar de fingir que está tudo bem só porque o guião assim o exige.

O mundo não acaba hoje, nem o país. Mas a tua permissão para estares exausta e confusa no meio deste ruído todo pode começar agora.

Como é que estás a gerir o "cometa" da tua carga mental no meio deste barulho lá fora? 👇

P.S. Esta semana, vamos abrir espaço para pousares os teus chapéus. Se quiseres, f**a por aqui.

Filipa

🫠 Só mais um e vou dormir.

Um espaço de partilha de reflexões sobre o que vou vendo, lendo, assistindo... Neste caso quando não consigo dormir... 😮‍💨

Este é um livro de autoajuda que pensei odiar... Mas não é que coisas fizeram sentidos no cérebro? 😅O potencial existe e...
05/01/2026

Este é um livro de autoajuda que pensei odiar... Mas não é que coisas fizeram sentidos no cérebro? 😅

O potencial existe e sim, és tu que estás no leme da tua vida. Algumas ideias fizeram-me todo o sentido quando enquadradas com pensamento crítico... Deixo-te duas nos primeiros dois slides!

Mas depois... Pegou em reflexões que poderiam ser maduras e fechou-as em receitas universais. Em frases "tipo mandamento" que resumem a intenção mas também a reduzem a um ato, um pensar, uma força, uma referência. A ambição tem de reconhecer os limites reais do ser humano, diria até que o verdadeiro potencial cabe e encontra-se dentro dos tais limites porque nós não somos tudo (uf, imaginem!).

Nenhum futuro substitui o trabalho de integração do passado. Nenhum agir no momento em que as coisas acontecem anula o signif**ado emocional que elas têm. Por vezes as circunstâncias não são mesmo desculpa, e é olhar para a realidade que faz a diferença. Ah! E há quem seja muito feliz conquistando coisas que lhes dizem muito mas parecem pouco - aqui o livro toca mas depois (parece-me) distorce. Não vou dizer mais nada senão entramos no território do spoiler e ninguém gosta dessa armadilha 🤫

Já o leste? Tens uma opinião diferente da minha? Gostava muito de a ouvir 🫶🏻

Filipa

🫠 Só mais um e vou dormir.

Um espaço de partilha de reflexões sobre o que vou vendo, lendo, assistindo antes de dormir. Com psicologia, nuance e alguma resistência à promessa fácil.

O spotify wrapped deste ano revelou padrões curiosos. Mas o que me interessa não é a música, é a forma como estes padrõe...
09/12/2025

O spotify wrapped deste ano revelou padrões curiosos. Mas o que me interessa não é a música, é a forma como estes padrões se parecem com aquilo que observo diariamente em clínica: modos de funcionamento que se repetem. Estes não são diagnósticos, mas formas de estar no mundo que moldam decisões, relações e sofrimento.

O que posso dizer mais sobre o clube da ansiedade funcional? Levantam a bandeira da produtividade, muitas vezes não sabendo que é uma defesa. O controlo como anestesia e a exaustão como barreira a estar, verdadeiramente, presente.

O clube do sentimento à flor da pele é dos que acham que sentem demais, sobrecarregados sem um lugar onde compreender e escutar as suas emoções intensas.

O clube do deixa que eu faço usa a independência como armadura e muitas vezes como parte da sua identidade. Mas na verdade o que muitas vezes encontro debaixo da superfície é a dificuldade em confiar no outro e uma história onde sobreviveram não tendo apoio.

O clube do não sei do que preciso tem muitas vezes um cansaço sem nome, enérgicos e sempre ocupados, estremecem quando lhes perguntamos (assim mais a sério) sobre o que querem, do que gostam, o que temem.

Esta brincadeira de hoje pode ser um ponto de partida para ti que te identif**aste. As mudanças começam, muitas vezes, assim - em momentos de awareness. Enquanto clínica, vejo estes ah-ha! como oportunidades de trabalho interno.

E tu, se tivesses de escolher um, em que clube estavas neste momento da tua vida?
Filipa

Outubro no off 💛
31/10/2025

Outubro no off 💛

Entre páginas, encontro perguntas. Sim, mais do que respostas. Não é assim que se aprende?Sinto que são caminhos que se ...
24/09/2025

Entre páginas, encontro perguntas. Sim, mais do que respostas. Não é assim que se aprende?

Sinto que são caminhos que se vão fazendo, lentamente. De cada vez que os visito, descubro mais um recanto, mais uma ideia nova, mais uma pergunta.

Temos pressa mas não temos muitas vezes para onde ir. Quando estou nesse impasse, venho aqui. Nunca os li de uma ponta à outra e ainda bem.

Conheces o Livro do Desassossego? Bem sei que estamos numa página de Psicologia e escolhi aqui várias referências da área. Também escolhi um filósofo, um poeta e um ilustrador... Não é assim que se aprende?

Este fim de semana volto em força à formação de Psicoterapia Psicodinâmica na e a refletir sobre a importância desta aprendizagem ao longo da vida.

Ah e tal o curso de Psicologia são 5 anos... 12 anos mais tarde, cá estou. Daqui a 25, adivinha 👋🏻🤭

A quantidade de psis "mázinhas" que andam por aí a cobrar faltas, a dizer que os pacientes têm de se comprometer com a h...
05/09/2025

A quantidade de psis "mázinhas" que andam por aí a cobrar faltas, a dizer que os pacientes têm de se comprometer com a hora que agendaram, que temos de falar sobre os atrasos que têm acontecido... Mas será mesmo? Parece que não encaixa, pois não?

Tanta parte ativa do cuidado que f**a por ser percebida... Na psicoterapia, nada é detalhe. E o que comunicas com as tuas ações é visto, reconhecido e conversado. Quando inicias um processo comigo ou com uma das colegas da equipa do .coisasdamente, as regras da consulta são-te enviadas ainda antes da primeira. Avançar é escolher esse compromisso e é esperar certas características da nossa parte também.

Sabemos o que estamos a pedir, sabemos o que vamos oferecer.

Como Paciente, já tinhas pensado nisto?

E como Psi, qual destes limites é mais complicado de colocar?

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