Psicóloga Clínica Filipa Cameirinha

Psicóloga Clínica Filipa Cameirinha Psicologia - Neuropsicologia - Psicoterapia - Nutrição - Fisioterapia - Psicologia do Trabalho

A inveja é, talvez, o sentimento mais mal amado de todos. Aprendemos cedo a escondê-la, a senti-la com culpa e a batizá-...
02/02/2026

A inveja é, talvez, o sentimento mais mal amado de todos. Aprendemos cedo a escondê-la, a senti-la com culpa e a batizá-la de "inveja boa" para a tornar suportável. Nos últimos dias, temos sentido muitas coisas que preferiamos não sentir - alguns de nós inclusive falam da culpa de estar numa situação confortável quando tanta gente está sem o básico. Além da culpa, a inveja pode surgir e hoje escolhi falar dela.

Na psicoterapia, não há inveja boa nem má. Olhamos para ela sem julgamento moral.

Quando o sucesso de alguém te causa um aperto no peito, uma irritação inexplicável ou uma vontade de te retirares, isso não diz que és uma má pessoa. Diz-te, sim, onde é que a tua própria vida está a necessitar de atenção.

A inveja não é sobre o outro; é sobre ti. É uma bússola que aponta, com uma precisão dolorosa, para os teus desejos mais reprimidos. Aquilo que te magoa no triunfo alheio é, muitas vezes, a permissão que tu ainda não te deste para brilhares, para arriscares ou para seres humana.

"O que é que isto me revela sobre o que eu realmente quero?" e "Que parte de mim se sente deixada para trás?" são duas questões que nos ajudam a olhar para a inveja com uma perspetiva mais funcional e menos crítica.

O sucesso do outro não tem de retirar espaço ao teu. Por vezes o que acontece é que o mapa do teu próprio desejo está escondido até ser iluminado pelo brilho do outro.

Plea

Muitas vezes, aquilo a que chamamos "esforço" é, na verdade, uma guerra contra a nossa própria biologia.Passamos dias, m...
28/01/2026

Muitas vezes, aquilo a que chamamos "esforço" é, na verdade, uma guerra contra a nossa própria biologia.

Passamos dias, meses, anos a tentar silenciar a fome, o sono, a tristeza ou a necessidade de amparo. Agimos como se o cansaço fosse uma falha de sistema e não a prova de que estamos vivas. Criamos uma personagem que chega a todo o lado, que resolve tudo, que nunca falha. Mas a que custo?

A verdade é que dá muito trabalho tentar não ser humana.

Tentar ser uma máquina de produtividade e eficácia exige uma armadura tão pesada que, eventualmente, o corpo deixa de aguentar o peso. A paralisia que sentes não é falta de vontade; é o teu corpo a reclamar o direito de ser frágil.

Talvez a cura não esteja em "fazer mais" ou em "esforçar-te melhor". Talvez a cura esteja em suportar ser menos. Em aceitar a pele, o limite e a falha.

Porque ser humana é, precisamente, a única coisa que não podes delegar.

Diz-me: que parte da tua humanidade tens tentado esconder atrás do esforço hoje? 👇

Hoje é difícil não olhar para cima. Ou para o lado. Ou para o ecrã.Acordámos num país em suspenso. Uma segunda volta his...
19/01/2026

Hoje é difícil não olhar para cima. Ou para o lado. Ou para o ecrã.

Acordámos num país em suspenso. Uma segunda volta histórica, 40 anos depois, que nos coloca a todos num estado de alerta e polarização. O ruído político lá fora é tanto que se torna impossível não o sentir cá dentro, na nossa carga mental, na ansiedade do que virá.

Lembrei-me imediatamente do filme "Don't Look Up".

Embora seja uma sátira ao fim do mundo, ele descreve perfeitamente o que vivemos hoje: a exaustão de tentar processar a realidade enquanto o sistema nos empurra para fações opostas. O filme é sobre um cometa que vai colidir com a Terra, mas é, sobretudo, sobre a nossa incapacidade de parar, olhar para o que é real e admitir que estamos com medo.

Na minha prática clínica, vejo muitas mulheres a viver o seu próprio "Don't Look Up". O cometa delas é a exaustão física, o esgotamento emocional ou o silenciamento do próprio corpo. Elas vêem o sinal de perigo, mas o guião da "adulta funcional" obriga-as a baixar a cabeça e a continuar a carregar chapéus, como se nada estivesse a acontecer.

Talvez o que Portugal e cada uma de nós precisa hoje seja da mesma coisa: a coragem de parar de ignorar o óbvio. Parar de fingir que está tudo bem só porque o guião assim o exige.

O mundo não acaba hoje, nem o país. Mas a tua permissão para estares exausta e confusa no meio deste ruído todo pode começar agora.

Como é que estás a gerir o "cometa" da tua carga mental no meio deste barulho lá fora? 👇

P.S. Esta semana, vamos abrir espaço para pousares os teus chapéus. Se quiseres, f**a por aqui.

Filipa

🫠 Só mais um e vou dormir.

Um espaço de partilha de reflexões sobre o que vou vendo, lendo, assistindo... Neste caso quando não consigo dormir... 😮‍💨

Este é um livro de autoajuda que pensei odiar... Mas não é que coisas fizeram sentidos no cérebro? 😅O potencial existe e...
05/01/2026

Este é um livro de autoajuda que pensei odiar... Mas não é que coisas fizeram sentidos no cérebro? 😅

O potencial existe e sim, és tu que estás no leme da tua vida. Algumas ideias fizeram-me todo o sentido quando enquadradas com pensamento crítico... Deixo-te duas nos primeiros dois slides!

Mas depois... Pegou em reflexões que poderiam ser maduras e fechou-as em receitas universais. Em frases "tipo mandamento" que resumem a intenção mas também a reduzem a um ato, um pensar, uma força, uma referência. A ambição tem de reconhecer os limites reais do ser humano, diria até que o verdadeiro potencial cabe e encontra-se dentro dos tais limites porque nós não somos tudo (uf, imaginem!).

Nenhum futuro substitui o trabalho de integração do passado. Nenhum agir no momento em que as coisas acontecem anula o signif**ado emocional que elas têm. Por vezes as circunstâncias não são mesmo desculpa, e é olhar para a realidade que faz a diferença. Ah! E há quem seja muito feliz conquistando coisas que lhes dizem muito mas parecem pouco - aqui o livro toca mas depois (parece-me) distorce. Não vou dizer mais nada senão entramos no território do spoiler e ninguém gosta dessa armadilha 🤫

Já o leste? Tens uma opinião diferente da minha? Gostava muito de a ouvir 🫶🏻

Filipa

🫠 Só mais um e vou dormir.

Um espaço de partilha de reflexões sobre o que vou vendo, lendo, assistindo antes de dormir. Com psicologia, nuance e alguma resistência à promessa fácil.

O spotify wrapped deste ano revelou padrões curiosos. Mas o que me interessa não é a música, é a forma como estes padrõe...
09/12/2025

O spotify wrapped deste ano revelou padrões curiosos. Mas o que me interessa não é a música, é a forma como estes padrões se parecem com aquilo que observo diariamente em clínica: modos de funcionamento que se repetem. Estes não são diagnósticos, mas formas de estar no mundo que moldam decisões, relações e sofrimento.

O que posso dizer mais sobre o clube da ansiedade funcional? Levantam a bandeira da produtividade, muitas vezes não sabendo que é uma defesa. O controlo como anestesia e a exaustão como barreira a estar, verdadeiramente, presente.

O clube do sentimento à flor da pele é dos que acham que sentem demais, sobrecarregados sem um lugar onde compreender e escutar as suas emoções intensas.

O clube do deixa que eu faço usa a independência como armadura e muitas vezes como parte da sua identidade. Mas na verdade o que muitas vezes encontro debaixo da superfície é a dificuldade em confiar no outro e uma história onde sobreviveram não tendo apoio.

O clube do não sei do que preciso tem muitas vezes um cansaço sem nome, enérgicos e sempre ocupados, estremecem quando lhes perguntamos (assim mais a sério) sobre o que querem, do que gostam, o que temem.

Esta brincadeira de hoje pode ser um ponto de partida para ti que te identif**aste. As mudanças começam, muitas vezes, assim - em momentos de awareness. Enquanto clínica, vejo estes ah-ha! como oportunidades de trabalho interno.

E tu, se tivesses de escolher um, em que clube estavas neste momento da tua vida?
Filipa

Outubro no off 💛
31/10/2025

Outubro no off 💛

Entre páginas, encontro perguntas. Sim, mais do que respostas. Não é assim que se aprende?Sinto que são caminhos que se ...
24/09/2025

Entre páginas, encontro perguntas. Sim, mais do que respostas. Não é assim que se aprende?

Sinto que são caminhos que se vão fazendo, lentamente. De cada vez que os visito, descubro mais um recanto, mais uma ideia nova, mais uma pergunta.

Temos pressa mas não temos muitas vezes para onde ir. Quando estou nesse impasse, venho aqui. Nunca os li de uma ponta à outra e ainda bem.

Conheces o Livro do Desassossego? Bem sei que estamos numa página de Psicologia e escolhi aqui várias referências da área. Também escolhi um filósofo, um poeta e um ilustrador... Não é assim que se aprende?

Este fim de semana volto em força à formação de Psicoterapia Psicodinâmica na e a refletir sobre a importância desta aprendizagem ao longo da vida.

Ah e tal o curso de Psicologia são 5 anos... 12 anos mais tarde, cá estou. Daqui a 25, adivinha 👋🏻🤭

A quantidade de psis "mázinhas" que andam por aí a cobrar faltas, a dizer que os pacientes têm de se comprometer com a h...
05/09/2025

A quantidade de psis "mázinhas" que andam por aí a cobrar faltas, a dizer que os pacientes têm de se comprometer com a hora que agendaram, que temos de falar sobre os atrasos que têm acontecido... Mas será mesmo? Parece que não encaixa, pois não?

Tanta parte ativa do cuidado que f**a por ser percebida... Na psicoterapia, nada é detalhe. E o que comunicas com as tuas ações é visto, reconhecido e conversado. Quando inicias um processo comigo ou com uma das colegas da equipa do .coisasdamente, as regras da consulta são-te enviadas ainda antes da primeira. Avançar é escolher esse compromisso e é esperar certas características da nossa parte também.

Sabemos o que estamos a pedir, sabemos o que vamos oferecer.

Como Paciente, já tinhas pensado nisto?

E como Psi, qual destes limites é mais complicado de colocar?

{𝘱𝘰𝘳 𝘥𝘦𝘵𝘳á𝘴 𝘥𝘰𝘴 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰𝘴, 𝘩á 𝘰 𝘦𝘶}“Ele disse isto. Ela não percebe aquilo. Parece que fazem de propósito.”Há sessões intei...
17/04/2025

{𝘱𝘰𝘳 𝘥𝘦𝘵𝘳á𝘴 𝘥𝘰𝘴 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰𝘴, 𝘩á 𝘰 𝘦𝘶}

“Ele disse isto. Ela não percebe aquilo. Parece que fazem de propósito.”

Há sessões inteiras em que o outro ocupa tudo - aparentemente. Na verdade, estás a falar sobre o que te incomoda, o que te magoa, muitas vezes o que não disseste em voz alta para esse tal outro ouvir.

As consultas cheias de outros são muito signif**ativas - por isso se um dia achares que nem falaste de ti... Procura o teu reflexo na partilha que fizeste. A forma como falas de alguém e das tuas relações espelha tanto sobre o teu mundo interno:

🌱 As tuas feridas
🌱 As tuas expectativas
🌱 As tuas necessidades não escutadas

Falar do outro pode ser um caminho legítimo até ti. Projeção? Sim. Transferência? Muitas vezes. Mecanismos de defesa? Também. Mas nenhuma destas coisas são “erros”, são pistas. Quando deixas de procurar respostas só no comportamento do outro, quando começas a sentir que o outro não pode ser o centro da tua reflexão, começas a perguntar-te: 𝙋𝙤𝙧𝙦𝙪ê 𝙞𝙨𝙩𝙤, 𝙖𝙜𝙤𝙧𝙖? 𝙋𝙤𝙧𝙦𝙪ê 𝙚𝙨𝙩𝙖 𝙥𝙚𝙨𝙨𝙤𝙖, 𝙙𝙚𝙨𝙩𝙖 𝙛𝙤𝙧𝙢𝙖?

Se alguma vez deste por ti a falar do outro e percebeste, no fundo,
que estavas a falar de ti... esta reflexão é tua. E se já estás até ao pescoço com os “outros” da tua vida — talvez seja altura de te encontrares a ti.

Filipa
🤎

{𝘶𝘮𝘢 𝘤𝘰𝘯𝘷𝘦𝘳𝘴𝘢 𝘲𝘶𝘦 𝘯ã𝘰 𝘤𝘢𝘣𝘦 𝘯𝘶𝘮𝘢 𝘵𝘰-𝘥𝘰 𝘭𝘪𝘴𝘵}E se hoje não fosse sobre fazer xyz? Nem resolver, melhorar, agilizar, adapta...
10/04/2025

{𝘶𝘮𝘢 𝘤𝘰𝘯𝘷𝘦𝘳𝘴𝘢 𝘲𝘶𝘦 𝘯ã𝘰 𝘤𝘢𝘣𝘦 𝘯𝘶𝘮𝘢 𝘵𝘰-𝘥𝘰 𝘭𝘪𝘴𝘵}

E se hoje não fosse sobre fazer xyz? Nem resolver, melhorar, agilizar, adaptar. Nem compensar o que ficou por fazer ontem.

Às vezes, o que pesa não é o que ainda falta fazer - é não saberes onde pousar tudo o que estás a sentir. É não conseguires ouvir, compreender signif**ados, sentir e existir.

Há dias em que o corpo anda no automático, o calendário está cheio, mas por dentro… Nem sabemos bem porque não há espaço para perceber isso. Talvez seja por isso que o teu mundo interno parece estar contra a tua ideia tão bonita e "certinha" de produtividade. Talvez esteja a pedir presença. Pedir-te que pares, que ouças. Que não te percas só no fazer.

Nem sempre é fácil mas por vezes é o mais honesto. Não sei se estás preparada para esta conversa. Não sei se vais compreender que não estou a glorif**ar a preguiça nem a dizer-te para deixar de lado as tuas ambições, sonhos, planos e tarefas. Não sei se estás preparada para te incluir nesta to-do que é muito mais do que bullet points.

É a tua identidade e presença além das tuas capacidades. Não és um robot, então porque te tentas comportar como se fosses?

Se isto te fez parar um bocadinho, talvez já tenhamos começado a conversa ☺️

Filipa
🤎

{𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦 𝘤𝘶𝘭𝘱𝘢}Há culpas que nascem antes de sabermos o que é culpa. E há pesos que carregamos sem saber bem porquê. Estás...
08/04/2025

{𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦 𝘤𝘶𝘭𝘱𝘢}

Há culpas que nascem antes de sabermos o que é culpa. E há pesos que carregamos sem saber bem porquê. Estás mesmo a assumir responsabilidades que são tuas?

Ou estás a tentar carregar o mundo inteiro… só para ninguém (mais) se magoar?

Se essas costas estão pesadas com tudo o que é teu e o que não é, f**a por aqui.
Deste lado,
Filipa
🤎

{𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦 𝘢 𝘷𝘦𝘳𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘯ã𝘰 𝘤𝘢𝘭𝘢}Esta manhã fiz-te um convite - pensar nas mentiras "protetoras" que te mantém em lugares o...
01/04/2025

{𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦 𝘢 𝘷𝘦𝘳𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘯ã𝘰 𝘤𝘢𝘭𝘢}

Esta manhã fiz-te um convite - pensar nas mentiras "protetoras" que te mantém em lugares onde já não queres estar. O "está tudo bem", "não se passa nada", "eu tomo conta". As suaves, desgraçadas, mentiras fofinhas que contas aos outros e a ti mesma para não incomodares ninguém.

E agora está na hora de falar sobre as verdades - as que parece que ameaçam esse lugar protegido.

"Lá está ela com aquelas coisas."
"Isso já lhe passa, ela que respire."

Até que já não era preciso ninguém dizer nada.

"Lá estou eu com as minhas coisas."
"Isto já me passa, vou respirar."

Lugar protegido? Protegido do quê? E protegido para quem? O lugar onde a tua voz não pode ser autêntica, onde nada do que disseres vai ser escutado ou reconhecido. O lugar onde sempre que te tentaste fazer ouvir, foste apelidada de "dramática". A exagerada. Talvez tenhas chegado a um ponto onde te apercebes que afinal a voz silenciada não era assim tão problemática. Que até faz o seu sentido, depois de ultrapassares a camada de julgamento que colocas sempre nos teus conteúdos.

Agora talvez te sintas, realmente, exagerada. Porque a tua verdade está a querer sair, como uma cascata. Libertadora. Angustiante. Meio perdida - ou tudo perdida.

Talvez o problema, hoje, adulta, é que existe na tua vida um lugar que parece melhor. Onde és convocada para dizeres realmente o que pensas e sentes. E o que sentes nesse espaço é vazio.

Mas repara: não tens de calar sempre. E não tens de falar sempre.

Podes ir descobrindo a tua verdade aos poucos, explorando a tua voz à medida que o fazes. Podes dizer algo e depois ajustar, exagerar e depois reparar. Experimentar sem ter de acertar à primeira. Descobrir o risco de conhecer e colocar a tua verdade cá fora parece-me ter um preço mais baixo do que continuar a escondê-la.

Se esta reflexão te tocou, partilha com alguém que também está a aprender a sair do lugar onde se escondeu de si.

Filipa
🤎

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