11/02/2026
Há crianças que nunca estão quietas.
Saltam, giram, balançam, caem e voltam a levantar-se.
Outras são o oposto — têm medo, evitam baloiços, escadas, escorregas, qualquer coisa que as tire do chão.
Há as que não conseguem coordenar os dois pés para saltar, que param antes de dar o chuto, que perdem a linha quando leem ou pintam, que escrevem por cima das margens.
As que se sentam tortas, que mudam de posição a cada minuto, que se apoiam em tudo.
E as que se deitam sobre a mesa, ou fazem o “avião” sem conseguir levantar a cabeça.
Outras parecem desligadas — cansam-se rápido, perdem o foco, confundem direita e esquerda.
Não conseguem recontar histórias nem organizar o que querem dizer, porque o corpo e o pensamento ainda não estão sincronizados.
Tudo isto pode estar ligado ao sistema vestibular — o sistema que nos dá noção de equilíbrio, orientação e segurança no movimento.
Quando está em desequilíbrio, o corpo sente o mundo como instável.
Ou precisa de se mover sem parar…
Ou precisa de se proteger de qualquer movimento.
💡 Não é falta de vontade.
Nem desinteresse.
É o corpo a tentar sentir-se em segurança num mundo que gira depressa demais — ou depressa de menos.
✨ Com o movimento certo, o corpo aprende.
O equilíbrio melhora.
O medo dá lugar à confiança.
E a criança volta a sentir o chão — e o mundo — como lugares seguros.