26/01/2026
Chegar ao fundo do poço não é um sinal de fraqueza. É, muitas vezes, o sinal de que todos os recursos foram esgotados.
Que tentou de tudo.
Que resistiu enquanto foi possível.
Quando já não há mais para onde cair, f**a apenas uma direção possível: para cima.
Mesmo que esse “para cima” comece devagar.
Mesmo que comece apenas por parar de descer.
Há momentos em que é preciso esgotar todas as forças para perceber uma verdade difícil: assim, já não dá.
Com estas condições, com estas exigências, com este peso, não é possível continuar.
Mas essa percepção, por mais difícil que seja, não é um fim.
É um ponto de viragem.
Estar no fundo não signif**a que falhou.
Signif**a que algo na sua vida precisa, inevitavelmente, de mudar.
Não por capricho.
Mas por sobrevivência emocional.
Às vezes, o corpo e a mente precisam chegar a este limite para deixar claro que não dá mais para ignorar a dor, para adiar cuidados, para fingir que está tudo bem.
Subir não é um salto.
É um movimento pequeno.
É pedir ajuda.
É aceitar apoio.
É admitir que sozinho já não chega.
E isso não é desistir.
É começar de outra forma.
Mesmo que hoje só consiga ver o cansaço, o facto de estar aqui, a ler isto, já é um sinal de que algo em si ainda procura saída.
O fundo do poço não é onde a sua história termina.
É, muitas vezes, o lugar onde começa a possibilidade de viver de forma diferente, com mais verdade, mais apoio, menos dor.
Com carinho,
Sofia
Esta carta é para quem sente que tudo deixou de fazer sentido…
Se esta carta falou consigo, guarde este post ou envie a alguém que esteja a precisar destas palavras 🤍
E se lhe fizer sentido… vamos conversar? 🤍