14/07/2025
𝗧𝗿𝗲̂𝘀 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼𝘀: 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗱𝗼, 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗳𝘂𝘁𝘂𝗿𝗼.
Quando nascemos, habitamos o 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗽𝗼𝗿 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗶𝗿𝗼.
Sentimos com o corpo, choramos quando temos fome, rimos quando há colo.
Mas... e os adultos à nossa volta?
Muitos vivem emocionalmente no 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗱𝗼, carregam dores antigas, feridas da infância, marcas da adolescência, histórias do casamento, traumas não curados.
E nós, crianças, vamos pisando um 𝗰𝗵𝗮̃𝗼 𝗲𝗺𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗻𝗼𝘀 𝗽𝗲𝗿𝘁𝗲𝗻𝗰𝗲
Escutamos histórias que vêm lá de longe.
Histórias sobre o amor, sobre o medo, sobre o ser mulher, ser mãe, ser homem, ser criança.
Sobre merecer ou não.
Sobre ter ou não ter.
Sobre confiar ou sobreviver.
E, sem saber, 𝘃𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗳𝗶𝗰𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗲𝗺𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗹𝗶𝗴𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗮 𝗻𝗮𝗿𝗿𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝗮̃𝗼 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮𝘀.
Com fios invisíveis, uns de dor, outros de amor,
essas histórias vão 𝘁𝗲𝗰𝗲𝗻𝗱𝗼 𝗼𝘀 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗿𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀.
E à medida que crescemos, esses fios ora apertam, ora soltam.
Alguns já nem os sentimos.
Mas eles estão lá. A moldar a forma como amamos, como trabalhamos, como olhamos o mundo.
E como olhamos o nosso futuro…
Um futuro onde muitas vezes há ansiedade, medo, preocupação.
Mas... e se parássemos?
E se perguntássemos com honestidade:
“𝗜𝘀𝘁𝗼 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗲́ 𝗺𝗲𝘂?”
Que histórias eu carrego que não são minhas?
Em que tempo eu estou a viver?
O mais bonito é que podemos 𝗿𝗲𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗮𝗿 𝗮𝗼 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲.
Sentir o agora com verdade.
Olhar a vida com os nossos olhos, não com os olhos dos nossos pais, avós, professores ou fantasmas.
Quando nos permitimos 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗿 𝗼 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲,
libertamos o peso do passado.
E enfrentamos o futuro com amor e coragem.
Porque só no agora há cura.
E só com verdade há liberdade.
**arépreciso