04/03/2026
«A minha esposa sugeriu-me que fosse ao psicólogo, “Porque isto não está bem”. Já ao acordar, sentia uma revolta dentro de mim, fosse o que fosse, na relação com as pessoas. Sentia, mas não tinha consciência total de que estava irritado, chateado, nervoso e agitado também. 𝐌𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐳𝐞𝐢 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨. Manter sempre isto, era o ideal. Acima de tudo, consegui aperceber-me das coisas com as pessoas que me relacionava e pôr as coisas no sítio como eu quero e acho que deve ser. Voltei à prática física. Sinto-me muito relaxado à noite. Outras mudanças foram por causa do próprio tratamento, o facto de sair e ficar a beber até às tantas. Ajudou a não ser tão agitado e buscar um buraquinho que era o álcool. No trabalho, se tivesse um cliente na cabeça com oportunidade de negócio vivia aquilo e não descansava se não alcançasse o objetivo. 𝐍𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐞𝐭𝐚𝐩𝐚 𝐝𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨, 𝐧𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐚ç𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐦ê𝐬 𝐧ã𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐯𝐚 à 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐬𝐬𝐞 𝐭𝐚𝐧𝐭𝐨. Era muito obcecado com o trabalho e se me ligassem ao sábado ou domingo, eu ia de manhã ou de tarde. Hoje isto está fora de questão, organizo-me com os vendedores, nos fins-de-semana evito trabalhar, porque o trabalho é durante a semana. 𝐄𝐬𝐭𝐨𝐮 𝐚 𝐝𝐢𝐳𝐞𝐫 "𝐧ã𝐨". 𝐍ã𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐚 𝐝𝐢𝐳𝐞𝐫 "𝐧ã𝐨" 𝐚 𝐧𝐢𝐧𝐠𝐮é𝐦, 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐜𝐡𝐚𝐯𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐬ó 𝐞𝐮 𝐞𝐫𝐚 𝐜𝐚𝐩𝐚𝐳 𝐝𝐞 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐚𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨. Vivia para a empresa como se fosse um problema unicamente meu, e não é. Não dá para tratar de tudo sozinho, por muita vontade que eu tenha. Eu e a minha esposa, pela primeira vez em muito tempo, saímos sozinhos e falamos do que vamos fazer no futuro.»
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