Virgílio Baltasar_Psicólogo Clínico

Virgílio Baltasar_Psicólogo Clínico Psicologia Clínica; Neuropsicologia; a partir dos 10 anos. CP OPP: 018579.

Métodos de intervenção psicológica: Psicoterapia Integrativa; Psicoterapia Assistida por Neurofeedback Clínico; Fotobiomodulação
Grupo HPA de VRSA: 281530160

07/02/2026

Toda a aprendizagem começa na vinculação: primeiro aprendemos a amar - só depois podemos amar a aprendizagem. Primeiro a vinculaçao, o amor, e só depois o método e a técnica.

Excerto do filme “ Maria Montessori”

Muito obrigado ♥️
04/02/2026

Muito obrigado ♥️

➡️ Neurofeedback InfraSlow LORETAO Neurofeedback InfraSlow com mapeamento cerebral LORETA, é  uma abordagem avançada, pr...
01/02/2026

➡️ Neurofeedback InfraSlow LORETA

O Neurofeedback InfraSlow com mapeamento cerebral LORETA, é uma abordagem avançada, precisa e profunda no campo do Neurofeedback Clínico.

Essa tecnologia combina dois grandes avanços:
• InfraSlow/ Infralow Neurofeedback: trabalha com as frequências cerebrais mais lentas (abaixo de 0.5 Hz), essenciais para a regulação emocional e cognitiva;
• LORETA (Low Resolution Brain Electromagnetic Tomography): permite mapear em tempo real as regiões do cérebro que estão desreguladas, possibilitando um tratamento mais localizado e eficaz; por essa razão envolve a colocação de pelo menos 19 eléctrodos.

✔️Para que serve?
O Neurofeedback InfraSlow LORETA é útil em duas situações:
1. Casos resistentes, onde o neurofeedback tradicional ou o InfraSlow/ Infralow bipolar não tiveram o efeito esperado.
2. Quando queremos aprofundar o trabalho clínico, mesmo após bons resultados com outros tipos de neurofeedback. Ele permite avançar para níveis mais profundos de tratamento cerebral, oferecendo maior especificidade e alcance terapêutico.

Ou seja, não é apenas uma alternativa quando os outros não funcionam. É também um passo seguinte natural, em situações em que é necessário consolidar e ampliar os ganhos já alcançados com outras tipologias de neurofeedback clínico.

✔️O que ele oferece de diferente?
• Protocolos de tratamento mais individualizados
• Maior precisão ao identificar regiões cerebrais envolvidas nos sintomas
• Maior potencial de mudança em níveis mais profundos de autorregulação cerebral

É um avanço tecnológico que se traduz em mais possibilidades clínicas, tanto para quem precisa de uma nova abordagem quanto para quem quer e precisa ir mais além.

1. Adhia, D. B., Mani, R., Turner, P. R., Vanneste, S., & De Ridder, D. (2022). Infraslow neurofeedback training alters effective connectivity in individuals with chronic low back pain: A secondary analysis of a pilot randomized placebo-controlled study. Brain Sciences, 12(11), 1514. https://doi.org/10.3390/brainsci12111514

2. Mathew, J., Adhia, D. B., Smith, M. L., De Ridder, D., & Mani, R. (2022). Source localized infraslow neurofeedback training in people with chronic painful knee osteoarthritis: A randomized, double-blind, sham-controlled feasibility clinical trial. Frontiers in Neuroscience, 16, 899772. https://doi.org/10.3389/fnins.2022.899772

3. Perez, T. M., Mathew, J., Adhia, D., & De Ridder, D. (2021). Infraslow neurofeedback update. NeuroRegulation, 8(4), 198–219. https://doi.org/10.15540/nr.8.4.198

4. Cannon, R. L. (2012). LORETA neurofeedback: Odd reports, observations, and findings associated with spatial specific neurofeedback training. Journal of Neurotherapy, 16(2), 164–167. https://doi.org/10.1080/10874208.2012.677611

5. Congedo, M., Lubar, J. F., & Joffe, D. (2004). Low-resolution electromagnetic tomography neurofeedback. IEEE Transactions on Neural Systems and Rehabilitation Engineering, 12(4), 387–397. https://doi.org/10.1109/TNSRE.2004.837823

O que é o Síndrome de Resignação e o que ele nos ensina sobre o trauma psicológico ✔️O que é o Síndrome de Resignação?O ...
30/01/2026

O que é o Síndrome de Resignação e o que ele nos ensina sobre o trauma psicológico

✔️O que é o Síndrome de Resignação?

O Síndrome de Resignação é um estado raro e grave descrito sobretudo em crianças e adolescentes refugiados, expostos a experiências traumáticas intensas e prolongadas, como guerra, perseguição e ameaça constante ao futuro. Nestes casos, a criança pode deixar progressivamente de falar, de comer, de se mover e de responder ao ambiente, entrando num estado de inresponsividade profunda, semelhante a um coma, que pode durar meses ou até anos (Carpenter et al., 2020).

✔️Isto não é uma escolha psicológica

De acordo com a literatura, este estado não é voluntário, nem simulado, nem explicável por uma doença neurológica clássica. Surge num contexto de stresse extremo, sensação de impotência e perda de esperança, quando a criança vive uma discrepância contínua entre aquilo que precisa para se sentir segura e aquilo que a realidade lhe oferece (Carpenter et al., 2020). Trata-se, portanto, de uma resposta extrema do organismo quando todas as outras formas de adaptação falharam.

✔️Pode acontecer fora de contextos de guerra?

Embora o Síndrome de Resignação, enquanto entidade clínica específica, tenha sido descrito principalmente em contextos de migração forçada e ameaça de deportação, estados muito semelhantes de “apagamento psicológico” podem ocorrer fora da guerra. Na Psicopatologia, estes quadros são descritos como coma funcional ou estupor dissociativo, caracterizados por uma inresponsividade profunda sem lesão cerebral estrutural.

Isto significa que o fenómeno central - o corpo desligar quando a experiência é vivida como insuportável e inescapável - não é exclusivo da guerra, ainda que assuma formas particularmente graves nesses contextos (Carpenter et al., 2020).

✔️O que a Teoria Polivagal nos ajuda a compreender

A Teoria Polivagal explica que o sistema nervoso autónomo organiza o nosso comportamento de acordo com a perceção de segurança ou ameaça. Quando existe segurança, conseguimos estar ligados, presentes e responsivos. Quando há perigo, o corpo entra em alerta. Mas quando o perigo é vivido como inescapável e prolongado, o organismo pode ativar um estado profundo de imobilização e desligamento, mediado pelo nervo vagal dorsal (Porges, 2011).

Neste estado:
• a energia do corpo diminui drasticamente,
• o contacto com o mundo exterior é reduzido,
• a dor e as emoções podem ficar anestesiadas.

À luz desta teoria, o Síndrome de Resignação - e estados semelhantes fora da guerra - podem ser compreendidos como a última estratégia biológica de sobrevivência, e não como desistência, fraqueza ou falha psicológica (Porges, 2011).

▶️O Síndrome de Resignação mostra até onde o cérebro e o corpo humanos conseguem ir para lidar com o trauma. Quando não é possível lutar, fugir ou pedir ajuda, o corpo pode sobreviver desligando (Carpenter et al., 2020; Porges, 2011).

Mostra também algo importante e esperançoso: quando a ameaça desaparece e a segurança é real, previsível e sustentada, o sistema nervoso pode lentamente reaprender a voltar ao contacto com a vida (Carpenter et al., 2020).

Referências

Carpenter, D. O., Kapatos, G., & Papadopoulos, K. (2020). Resignation syndrome: A stress response of children in the face of trauma and uncertainty. Biomedical Journal of Scientific & Technical Research, 30(3), 23547–23551.

Porges, S. W. (2011). The polyvagal theory: Neurophysiological foundations of emotions, attachment, communication, and self-regulation. New York, NY: W. W. Norton & Company.

30/01/2026

Endereço

Vila Real De Santo António
8900-211

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