Virgílio Baltasar_Psicólogo Clínico

Virgílio Baltasar_Psicólogo Clínico Psicologia Clínica; Neuropsicologia; a partir dos 10 anos. CP OPP: 018579.

Métodos de intervenção psicológica: Psicoterapia EMDR e Integrativa; Psicoterapia Assistida por Neurofeedback Clínico; Fotobiomodulação
Grupo HPA de VRSA: 281530160

04/05/2026
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30/04/2026

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TRAUMA COMPLEXOO trauma complexo refere-se à exposição continuada, repetida e cumulativa a experiências de abuso, neglig...
26/04/2026

TRAUMA COMPLEXO

O trauma complexo refere-se à exposição continuada, repetida e cumulativa a experiências de abuso, negligência, violência, perturbações graves nas relações de vinculação ou ausência persistente de proteção e segurança, sobretudo quando ocorrem durante a infância ou adolescência, períodos críticos do desenvolvimento neurobiológico, emocional e psicológico(Gómez & Hosey, 2025; Cruz et al., 2022). Ao contrário de um evento traumático isolado, o trauma complexo afeta profundamente o desenvolvimento global da pessoa, interferindo com a regulação emocional, o sistema nervoso, o corpo, a identidade, a autoestima, a perceção de segurança e a capacidade de estabelecer relações saudáveis (Pasteuning et al., 2025). Em vez de deixar apenas memórias dolorosas, pode moldar a própria forma como a pessoa sente, pensa, reage e se relaciona consigo e com os outros, podendo manifestar-se ao longo da vida através de ansiedade, dissociação, hipervigilância, colapso, somatização, dificuldades emocionais e sofrimento psicológico persistente.

❤️Neste contexto, o neurofeedback clínico tem sido descrito na literatura como uma intervenção relevante e indicada na abordagem ao trauma complexo, particularmente ao promover autorregulação neurofisiológica, estabilização funcional e melhoria da integração emocional e autonómica (Panisch & Hai, 2020).

Referências:

Cruz, D., Spinazzola, J., van der Kolk, B., Perrotta, P., & Ford, J. D. (2022). Developmental trauma: Conceptual framework, associated risks and comorbidities, and evaluation and treatment. Frontiers in Psychiatry, 13, 800687. https://doi.org/10.3389/fpsyt.2022.800687

Gómez, A. M., & Hosey, J. (Eds.). (2025). The handbook of complex trauma and dissociation in children: Theory, research, and clinical applications. Routledge.

Pasteuning, J. M., Groot, A., van der Feltz-Cornelis, C. M., & de Kloet, E. R. (2025). Mechanisms of childhood trauma: An integrative review of neurobiological, psychosocial, and behavioral pathways across mental and somatic disorders. Current Opinion in Psychology, 58, 101866.

Panisch, L. S., & Hai, A. H. (2020). The effectiveness of neurofeedback interventions for complex trauma and dissociative symptoms: A systematic review. Trauma, Violence, & Abuse, 21(4), 732–750.

12/04/2026

O caminho que nos perde é, por vezes, aquele que nos leva para casa

Virgílio Baltasar

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10/04/2026

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✔️Como o Trauma Psicológico Afeta o Corpo: Da Energia Celular à DoençaO trauma psicológico deixa marcas profundas no cor...
09/04/2026

✔️Como o Trauma Psicológico Afeta o Corpo: Da Energia Celular à Doença

O trauma psicológico deixa marcas profundas no corpo. Hoje sabemos que experiências difíceis, especialmente na infância, podem alterar o funcionamento de vários sistemas biológicos, incluindo o sistema nervoso, o sistema imunitário e o metabolismo (Straub, 2023).

Quando uma pessoa vive uma situação de ameaça intensa (como abuso, negligência ou stresse prolongado), o organismo entra num modo de “sobrevivência”. Esse estado não é apenas psicológico: envolve alterações reais nas células. Um dos mecanismos centrais é a chamada resposta de perigo celular (cell danger response), um programa biológico ativado quando as células percebem ameaça (Naviaux, 2019b).

As mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia nas células, desempenham aqui um papel fundamental. Funcionam como sensores de perigo: quando detetam stresse psicológico, o metabolismo celular altera-se, a produção de energia torna-se menos eficiente e são ativados sinais inflamatórios (Naviaux, 2014). Este processo é adaptativo a curto prazo, pois ajuda o organismo a defender-se.

O problema surge quando esse estado não “desliga”. Se o organismo permanece preso neste modo de defesa, a resposta de perigo torna-se crónica. Isso pode levar a alterações fisiológicas importantes, como inflamação persistente, disfunção metabólica e perturbações na comunicação entre células e sistemas do corpo (Naviaux, 2019a).

Ao longo do tempo, estas alterações aumentam o risco de diversas doenças. A investigação mostra que o trauma precoce está associado a maior probabilidade de desenvolver doenças inflamatórias, autoimunes, cardiovasculares, entre muitas outras, bem como perturbações mentais (Straub, 2023). Isto ocorre porque o cérebro e o corpo ficam “programados” para um estado de alerta contínuo, influenciando tanto a regulação emocional como a fisiologia global.

O trauma psicológico pode ser compreendido não apenas como uma experiência emocional, mas como um fator que altera profundamente a biologia do organismo, especialmente ao nível energético (mitocondrial) e inflamatório, contribuindo para o desenvolvimento de doença ao longo da vida.

Bibliografia

Naviaux, R. K. (2014). Metabolic features of the cell danger response. Mitochondrion, 16, 7–17. https://doi.org/10.1016/j.mito.2013.08.006

Naviaux, R. K. (2019a). Metabolic features and regulation of the healing cycle-A new model for chronic disease pathogenesis and treatment. Mitochondrion, 46, 278–297. https://doi.org/10.1016/j.mito.2018.08.001

Naviaux, R. K. (2019b). Cell danger response biology-The new science that connects environmental health with mitochondria and the rising tide of chronic illness. Mitochondrion, 51, 40–45. https://doi.org/10.1016/j.mito.2019.12.005

Straub, R. H. (2023). Early trauma as the origin of chronic inflammation: A psychoneuroimmunological perspective. Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-662-66751-4

Todos nós precisamos de existir no pensamento de alguém.Somos concebidos, crescemos, vivemos e morremos. Os propósitos d...
11/03/2026

Todos nós precisamos de existir no pensamento de alguém.

Somos concebidos, crescemos, vivemos e morremos. Os propósitos da existência humana podem ser muito diversificados e complexos. Contudo, todos desejamos o mesmo desde que nos sabemos pessoas deste mundo. Todos desejamos, lutamos e até adoecemos para existir no pensamento de alguém. Dos nossos pais, filhos, irmãos, amigos, professores, namorado(a)s...todos aqueles importantes que se cruzam com a nossa história. Todos queremos ocupar esse lugar na vida de dentro de alguém e sentir que estamos entrelaçados e protegidos da solidão, do esquecimento, da inexistência, da anulação da nossa pessoa. É como se de alguma forma a nossa existência, o ser-se pessoa, dependesse do olhar e do pensamento de outrem.

Atrevo-me mesmo a dizer, que mesmo antes de existirmos fisicamente, este desejo e necessidade humana igualmente se concretiza; veja-se quantas vezes os nossos pais ou outros fantasiaram e sonharam connosco ainda sequer de sermos concebidos, dando-nos a possibilidade de existirmos nas suas vidas, nos seus corações?! E quantas pessoas, conhecidas ou não, nos transportam no seu pensamento sem nós suspeitarmos, em segredo?

É este o nosso propósito. Nascemos para amar e desamar, mas nem mesmo no desamor deixamos de viver dentro das pessoas. Aliás, por vezes e paradoxalmente, quando tentamos romper vínculos, quando experimentamos ódio e repúdio em relação a uma pessoa, é quando essa pessoa se torna mais presente na nossa vida de dentro.
Enfim, nem a morte nos tira as pessoas; elas permanecem no nosso pensamento, naquele lugar que existe dentro de todos nós e só cada um de nós (des)conhece.

Virgílio Baltasar

Endereço

Vila Real De Santo António
8900-211

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