
17/03/2025
Uma pergunta polémica, eu sei 🫣, mas por vezes também nos cabe fazer perguntas acerca das práticas que ainda se mantêm no que toca à saúde maternoinfantil...e sem mostras de evolução...🤷♀️
🔹️A amamentação, infelizmente, continua a ser pouco apoiada pela sociedade, instituições e profissionais, e é sempre vista como uma problemática no que toca à promoção da autonomia, sono, comportamento do bebé, entre muitas outras situações. Em acréscimo, quando esta não está a ser conseguida com eficácia não perdemos tempo em oferecer o biberão como a solução para todos os problemas...mas será de facto a introdução do biberão a melhor solução tanto para a mãe como para o bebé, a longo prazo?
Existe uma grande tendência para a desvalorização das alterações à normalidade, principalmente no que toca à esfera neonatal e da maternidade.
Mas precisamos de perceber:
🔹️o bebé saudável nasce com a capacidade de sucção (sendo um dos reflexos primitivos) que lhe permitirá na vida extra uterina a obtenção de alimento (sucção nutritiva) e conforto/regulação (sucção não-nutritiva).
🔹️da mesma forma que o corpo da mãe saudável durante a gravidez vai sendo estimulado no sentido de promover a produção de leite e posterior potencial para amamentar.
⚠️ Quando este processo não acontece de forma tranquila precisamos de perceber o que o estará a influenciar...se um fator materno ou algo no bebé que esteja a condicionar a qualidade da pega, capacidade de deglutição, de sucção e/ou capacidade respiratória.
⚠️ Alterações nesta fase inicial da vida do bebé quando não avaliadas e trabalhadas vão manter-se e levar a compensações que mais tarde influenciam negativamente o desenvolvimento da criança!
✅️ o biberão, num período de transição e de forma temporária, poderá ser uma opção viável mas nunca a longo prazo! Apenas até à resolução do problema!
Procurem quem vos ajude mamã e papá! ❤️ estamos cá para vocês!
Osteopata Andreia Leite
Cédula profissional C-0031954