24/01/2014
MINISTÉRIO DA SAÚDE MOSTRA-SE IMPOTENTE PARA TRAVAR SUICÍDIO E CONSUMO DE ANTIDEPRESSIVOS:
Por muito que os serviços de saúde em Portugal tentem melhorar os índices de qualidade, há setores onde o Plano Nacional de Saúde (PNS) projetado para 2016 prevê agravamento.
Quatro das situações com evolução negativa estão relacionadas com a monitorização da saúde das crianças no nascimento e primeiros anos de vida. Por outro lado, os técnicos de saúde temem que, se se mantiverem as condições atuais, o suicídio continue a crescer, tal como o consumo de ansiolíticos e antidepressivos. Neste último caso, mesmo com um plano de combate plurianual, a utilização de antidepressivos deverá duplicar em quatro anos, com a região Centro à frente, só ultrapassada pelo Alentejo (ver quadros).
Também os números de atendimento nas urgências hospitalares tendem a crescer, embora o Ministério da Saúde prometa envidar todos os esforços para inverter esta tendência que, ano após ano, começa a aproximar-se da média de uma entrada nas urgências por ano, por cada cidadão.
Na área da obstetrícia e pediatria, mesmo que tivesse agora início um plano específico de redução dos partos por cesariana, por exemplo, o documento de planificação elaborado pela Direção Geral da Saúde, a um prazo de três anos, não conseguiria impedir um crescimento entre cinco e oito por cento deste tipo de partos.