03/05/2026
Existe uma incoerência social muito clara quando o assunto é saúde mental.
Ninguém chama de fraqueza quem usa medicamento para emagrecer, para melhorar desempenho sexual ou para evitar uma gestação. Mas quando o remédio é para tratar depressão, ansiedade ou transtorno de humor, surgem julgamentos, piadas e desconfiança.
Medicação psiquiátrica não é atalho moral. É recurso terapêutico. Quando bem indicada, ela reduz sofrimento, restaura funcionamento e, em muitos casos, literalmente salva vidas.
Criticar tratamento sem conhecimento técnico não é opinião. É reforço de estigma.
E estigma adoece mais do que qualquer diagnóstico.
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