EFT Tapping - Magda Mesquita

EFT Tapping - Magda Mesquita Magda Mesquita, Advanced EFT /Tapping Practitioner
Terapia para a ansiedade sem medicação.

Há forças que não brilham ao sol. Revelam-se no peso dos dias difíceis.
07/02/2026

Há forças que não brilham ao sol. Revelam-se no peso dos dias difíceis.

Ainda sobre o narcisismo …A maior parte das pessoas que lida de perto com um narcisista — começa, pouco a pouco, a duvid...
06/02/2026

Ainda sobre o narcisismo …

A maior parte das pessoas que lida de perto com um narcisista — começa, pouco a pouco, a duvidar de si. E, com o tempo, a duvidar da própria sanidade mental.

Não por fragilidade, mas como consequência de manipulação que planta a semente da dúvida e da insegurança. Chama-se a isto gaslighting.

O termo nasceu do filme Gaslight (George Cukor, 1944), protagonizado por Ingrid Bergman. A casa onde a personagem vivia era iluminada a gás, e o marido alterava sistematicamente, e sem o seu conhecimento, a intensidade da luz, causando a diminuição da luminosidade sem causa aparente; mudava o sítio de objetos seus, tentando convencer a esposa que era tudo imaginação sua, com o intuito de a internar compulsivamente num hospício por alegada insanidade, para se apoderar dos seus bens.

Negava todas as alterações repetidamente. Num ataque sistemático à sua confiança em si mesma, até ela começar a duvidar do que via, do que sentia, do que percebia.

É exatamente isso que acontece no narcisismo relacional. O gaslighting não é um mal-entendido. É distorcer a realidade para dominar e confundir.

A realidade é constantemente reescrita até que a outra pessoa comece a perguntar-se: “será que estou a exagerar?”, “será que percebi mal?”, “o problema sou eu?”

Tal como no filme, o efeito não surge de um episódio isolado, mas da repetição. E quem está do outro lado perde o centro.

A saída está em voltar a confiar no que se vê, no que se sente e no que se sabe, com apoio especializado e distância.

E duvidar, sim, das “boas” intenções de quem plantou a dúvida.

Para ganhar de novo o controlo — e, com ele, a lucidez. Tudo começa pela consciencialização e pelo reconhecimento da manipulação e dos danos causados.

Para que serve, afinal, o processo terapêutico?Não é para atingir a perfeição, nem para alcançar o nirvana. Não é para f...
04/02/2026

Para que serve, afinal, o processo terapêutico?

Não é para atingir a perfeição, nem para alcançar o nirvana. Não é para ficar desprovido de emoções, imune à dor, indiferente ou insensível.

O processo terapêutico serve para sarar feridas emocionais, superar traumas e integrar experiências. Serve para que, à medida que a vida vai acontecendo, exista mais resiliência, mais estrutura interna, mais arcaboiço emocional.

É um caminho que desenvolve autocuidado e autoconhecimento. Duas alavancas indispensáveis para que cada pessoa se torne líder de si mesma, para saber que lugar ocupa, o que sente e como responder.

Num tempo em que o mundo “lá fora” se apresenta instável, imprevisível e caótico, a terapia ajuda a manter-se no seu centro. A não se perder, a saber navegar o caos.

Já escrevi que o medo impera no mundo de hoje. Mas não vem sozinho. A par dele, cresce o narcisismo — essa necessidade d...
02/02/2026

Já escrevi que o medo impera no mundo de hoje. Mas não vem sozinho. A par dele, cresce o narcisismo — essa necessidade de diminuir os outros para sustentar uma sensação frágil de superioridade.

O narcisismo vive da atenção desmesurada, da validação, do olhar do outro. Faz ruído, é egocêntrico, desumaniza.

A história mostra-nos a devastação. Poupo-me de elencar nomes, passados e presentes. Narcisistas que arrastaram (e arrastam) multidões, convencendo-as de que a sua fúria era (é) justa. E vingável.

Penso muitas vezes nisto ao ouvir La Perla, de Rosalía, um retrato cru do narcisismo relacional: a figura encantadora, autoproclamada centro do mundo, irresponsável, exploradora, emocionalmente predadora. Uma “pérola” que brilha, mas em que ninguém confia. E que drena quem cai na armadilha.

O narcisista precisa sempre de alguém que vê como menor para se sentir maior. Vive da energia do outro.

O Antídoto?

Lucidez. Limites. Não entrar no jogo. Não confundir barulho com força, nem exposição com valor. E não entregar a sua própria humanidade a quem vive de desumanizar os outros.

É escolher distância, não se deixar moldar por ele, não lhe conceder palco - o seu maior alimento - e proteger aquilo que, tal como uma pérola verdadeira, não precisa de palco para ter valor.

Andar em bicos de pés cansa. E não é natural.Cansa porque é viver em tensão constante, em modo alerta, sempre a tentar n...
31/01/2026

Andar em bicos de pés cansa. E não é natural.

Cansa porque é viver em tensão constante, em modo alerta, sempre a tentar não incomodar, a ajustar-se, a antecipar, a conter-se, como se o chão não fosse seguro.

Metaforicamente, andar em bicos de pés é calar o que se sente, engolir palavras para manter a paz, confundir amor com esforço, achar que descansar é um luxo. É insustentável.

Natural é pousar os pés no chão, distribuir o peso, ocupar espaço, respirar sem pedir licença. Quem vive sempre em contenção acaba exausto, não por falta de força, mas por excesso de tensão.

Ninguém veio ao mundo para viver na ponta dos pés.

Há uma canção de Tori Amos que pergunta “Why do we crucify ourselves?” - e que sempre me assombrou.Somos tendencialmente...
29/01/2026

Há uma canção de Tori Amos que pergunta “Why do we crucify ourselves?” - e que sempre me assombrou.
Somos tendencialmente implacáveis connosco, de uma forma que nunca seríamos com mais ninguém. Porque por vezes confundimos exigência com valor, erro com falha de caráter, dor com fraqueza.
A pergunta que se impõe não é porque nos crucificamos, mas quando é que vamos parar.

Estar alinhada comigo nota-se — no  rosto, corpo, na energia, na forma como a vida responde. Grata pelas bençãos que rec...
29/01/2026

Estar alinhada comigo nota-se — no rosto, corpo, na energia, na forma como a vida responde. Grata pelas bençãos que recebo todos os dias.

A vida é simples, até a complicarmos com a necessidade de afirmação, de provar o nosso valor, de agradar.Quando se larga...
27/01/2026

A vida é simples, até a complicarmos com a necessidade de afirmação, de provar o nosso valor, de agradar.

Quando se larga essa necessidade, como diz uma querida amiga minha, sente-se uma “rebeldia boa”. Dá-se uma gargalhada interna, sente-se uma autossuficiência que empodera, sem se confundir com arrogância.

Fundamental é não criar expetativas. Nem a nós nem aos outros. Não imaginar desfechos nem resultados. Os que tantas vezes emergem do que se deseja e imagina que vá acontecer.

Por isso, simplifique, não viva para agradar, muito menos para provar algo que é intrínseco e inalienável: o seu valor.

É importante que aquilo que nos acontece possa servir de matéria para reflexão, crescimento e maturidade emocional. Há m...
26/01/2026

É importante que aquilo que nos acontece possa servir de matéria para reflexão, crescimento e maturidade emocional.

Há muito tempo que acredito — e digo-o muitas vezes às pessoas que acompanho em terapia — que nunca nada é tudo mau. Mesmo nas experiências mais difíceis, há quase sempre uma centelha, por mínima que seja, que pode ser encontrada e abraçada para permitir seguir em frente.

Isso não significa minimizar a dor, nem apressar conclusões. Quando há perdas, por exemplo, o luto é inevitável e necessário. Há um tempo que é só para sentir, para chorar, para integrar. Não se espera lucidez imediata.

Mas, com o tempo e em retrospectiva, há quase sempre uma aprendizagem. Um passo dado no caminho. Algo que se clarificou, que se fortaleceu, que amadureceu. Não porque o que aconteceu “teve de ser”, mas porque fomos capazes de crescer a partir daí.

Talvez seja isso que torna a vida habitável: não a ausência de dor, mas a possibilidade de transformação.


Se há poder na ação, por vezes, ainda há mais poder na quietude.Esta foi uma aprendizagem recente: encontrar paz na esco...
24/01/2026

Se há poder na ação, por vezes, ainda há mais poder na quietude.
Esta foi uma aprendizagem recente: encontrar paz na escolha de ficar quieta. Não como ato de passividade, nem de desistência, mas como escolha consciente.

Há uma quietude que cria espaço. Espaço para a introspeção, para a reflexão, para ouvir o que normalmente se perde na pressa e na urgência da reação imediata. Ficar quieta, nestes momentos, não é não fazer nada — é não acrescentar confusão. É dar tempo ao que precisa de amadurecer.

Vivemos muito orientados para responder, agir, resolver. E, por vezes, é precisamente aí que se perde clareza.

A quietude, quando é escolha, torna-se um lugar fértil. Um lugar de maturidade.

A sabedoria está em saber quando agir… e quando permanecer em quietude.




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Sobre a Doutora Magda Mesquita:

Doutoramento em Educação, Especialidade em Liderança Educacional