10/01/2026
A morte de um avô/avó é, para uma criança, uma experiência profundamente marcante. A criança já compreende a perda, mas ainda está a aprender a lidar com a intensidade das emoções que ela implica. É possível surgir tristeza, saudade, confusão, medo ou até momentos em que reina uma aparente normalidade. Todas estas reações são naturais e fazem parte do próprio processo de luto infantil. Um processo de luto é sempre um processo único e individual.
É fulcral que a criança se sinta segura para expressar os seus sentimentos, sem tabus, sem pressões para “ser forte” ou para esconder a dor. Falar sobre o avô/avó, recordar momentos vividos e permitir que as lágrimas existam são formas saudáveis de manter o vínculo afetivo e integrar a perda.
O luto na infância não acontece de forma contínua; Ele é para ser “navegado” porque vem em “ondas”, alternando entre brincar, rir e sentir saudades. O papel dos adultos é estar presente, escutar com atenção, responder com verdade, oferecer afeto e estabilidade. Assim, a criança aprende que a dor pode ser vivida e cuidada, e que o amor construído com o/a avô/avó permanece como uma memória segura no seu desenvolvimento emocional.