03/03/2026
Sendo esta a semana que antecede o Dia da Mulher, permitam-me trazer para cima da mesa esta tema, tão pouco discutido.
Durante décadas, muitos sintomas em mulheres foram desvalorizados, atrasando diagnósticos e tratamentos. Aliás, na prática clínica, isto ainda acontece mais do que imaginamos, sendo que, estudos indicam que ainda há menos investimento em saúde feminina do que masculina. O que é assustador, visto que passa a mensagem que nos estamos a marimbar para mais de metade da população.
Prosseguindo:
👉 Dor pélvica persistente atribuída ao “stress”.
👉 Dores musculares generalizadas rotuladas como ansiedade.
👉 Fadiga extrema considerada apenas cansaço emocional.
👉 Queixas pós-parto vistas como “normais de ser mãe”.
Hoje sabe-se que muitas destas situações têm nomes, como fibromialgia, endometriose, disfunções do pavimento pélvico, dor crónica musculoesquelética, etc.
A tua dor é real mesmo que os exames digam que está tudo bem (também já falamos sobre isso aqui).
Não são "coisas da tua cabeça", fragilidade ou técnicas para chamar a atenção.
É um sinal clínico que merece ser ouvido.
Agora conta-me, já passaste por isto?